de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 06 Novembro , 2008, 11:00
Denúncia

O Doutor foi um algoz,
Pois um crime perpetrou
E eu clamo, de viva voz,
Essa horrenda cena atroz:
Dois cravos decapitou!

Foi crime premeditado
Com requintes de malvadez!
Pois de bisturi empunhado,
E sobre os ditos debruçado
Actuou com altivez!

Sem se comover do pranto
Que os pobres derramaram,
Avançou p’ra meu espanto,
Mas eu achei nisso encanto,
Pois suas mãos actuaram!

Mas houve cumplicidade,
Nesse crime planeado!
Na dona houve crueldade
Por só ver deformidade,
No cravo ali plantado!

Contratou um “profissional”
No meio do seu desatino,
Que executou por sinal
E fez limpeza radical,
Nesse “jardim” clandestino!

Foi um crime ternurento
E ao seu executor,
O meu agradecimento
E todo o contentamento
Por ter sido este Senhor!

Madona

Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 23 Outubro , 2008, 10:02

Sátira

A Natureza se enganou
E fez de mim um jardim,
Pois cravos, em mim, plantou
E tão bem os adubou
Que eles crescem ‘inda assim!

Flores, nas jarras, gosto
E no jardim a crescer,
Mas juro e até aposto
Que ninguém tem este gosto,
Tão bizarro, a meu ver!

Alguns maus-tratos, lhes dou
E ácido até lhes ponho!
Mas o cravo que vingou,
Como remédio o tomou
E alimentou o seu sonho!

Essas mãos tão veneradas,
Numa anterior situação
De novo são solicitadas
E decerto apreciadas,
Nesta botânica operação!

Que estes cravos decapite,
Atenda esta prece minha!,
E o Doutor não hesite,
Que eu vou tendo o palpite
Que lhos deixo numa jarrinha!



Madona

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