de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 28 Outubro , 2009, 20:45


O ser humano é o fim último e o essencial

1. O utilitarismo no mundo actual continua em crescendo. A utilidade de tudo com todos os instrumentos às costas ou è frente dos dedos faz caminho sem precedentes. Mas o que não se poderá confundir é o instrumento com o dono. Desde o aparecimento do rádio e televisão, até ao progresso impressionante das novas tecnologias, por vezes gera-se confusão ao ponto de responsabilizar o instrumento e desculpabilizar o utilizador. Quando se diz que o telemóvel prejudica, que a internet é insegura, que o mundo das tecnologias gera ansiedades…, em tantas destas situações acaba por pagar o justo pelo pecador. Sejamos claros, os utensílios, os objectos, as coisas não têm qualquer culpa da má aplicação dos humanos utilizadores.

2. Nunca se poderá desculpabilizar os seres humanos quando fazem mau uso de determinados instrumentos que hoje fazem parte do dia-a-dia. A moderação razoável, ou o excesso que prejudica, é da competência de quem absolutiza determinados objectos que não merecem essa centralização. Faz falta uma agenda que conduza o espírito humano actual a fim de saber discernir no lugar de todas as coisas o seu próprio lugar. Um humanismo que saiba situar aprofundadamente a dignidade, a sensibilidade, a alegria, o sentido de viver…como dados fundamentais para o caminho. Arrepia ver crianças e adolescentes de tal maneira cheios de instrumentos com imensas designações modernas que dá pouca margem para o diálogo, a profundidade de pensar e o horizonte de viver com os outros.

3. O instrumento é o meio, o ser humano é o fim último e o essencial. Descentrar esta realidade, tornando o meio no fim acaba por secundarizar as relações humanas e colocar no meio de tudo os utensílios que se usam. A pobreza de humanidade tem em muito esta raiz em que a relação pessoal não é alimentada e sai muito a perder. É também neste terreno que as filosofias e as culturas humanistas são urgentes.

Alexandre Cruz


Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 23 Setembro , 2009, 14:25


Aveiro acolhe
gente de várias paragens

1. Talvez haja que não ter medo da expressão valores de unidade. Esta, não existindo por si, reveste um conjunto de pressupostos princípios humanos fundamentais à prossecução dos objectivos mais nobres de toda a pessoa, instituição, comunidade. Se os tempos sociopolíticos são de valorização e assumpção sublinhada das diferenças, então por isto mesmo sejam destacadas as visões que, integrando as muitas diversidades, procuram lê-las ao serviço da unidade saudável. O ano escolar vai no seu início e a campanha das legislativas na sua fase derradeira. Antes e depois de todas as metas volantes estará a meta final da inclusão das pessoas concretas no seu tempo e espaço a que são chamadas a viver.

2. Aveiro acolhe gente de muitas paragens. Vindos de muito longe ou de mais perto, a afirmação desta terra como “lugar” cosmopolita obriga continuamente à capacidade de acolher e reunificar, no sentido da gestação de oportunidades para nos conhecermos e reconhecermos na diversidade de cada um. Recordamos o hábito sempre novo de há alguns anos no Natal se encontrarem à mesma mesa gentes da academia aveirense de mais de 30 países, da Ásia às Américas, da Europa à África lusófona e outra(s). A linguagem própria desses momentos revela o essencial da condição humana como desígnio de unidade do género humano, sejam quais forem as latitudes de proveniência.

3. Valerá a pena sublinhar que não é no nada nem no vazio que o “encontro” é possível. Este é revestido e comportado por um conjunto de valores estimulantes que representam e expressam o SER HUMANO no que há de mais belo e no que não passa. O nada e o vazio impedem a grandeza do apreciar o mais importante: as culturas como reflexo da viva poética existencial, a esperança humana universal como o sentir do sonho que comanda todas as vidas na procura do melhor de todos e cada um. Em início de ano escolar, valerá a pena reflectir-se e pensar-se sobre as condições e os valores para serem possíveis as unidades.

Alexandre Cruz

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