de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Domingo, 14 Março , 2010, 08:18

 

 
 
 
 
 
Quaresma pode até ser um nome complicado
mas a sua motivação é actual e grandiosa:
favorecer o encontro do Homem
com as raízes profundas do seu ser,
tornar-nos melhores
e lembrados do que é importante.
 
Os dias trazem nas suas redes
preciosos peixes vermelhos e azuis,
mas também lixo, coisas supérfluas
que só atravancam,
por isso os pescadores perdem tempo a escolher
com cuidado.
 
Quaresma é voltar a ganhar o espaço das escolhas
neste tempo consumista de falsas imposições.
 
Quaresma é dizer sim,
com maior entusiasmo ainda,
à liberdade de afirmar o essencial:
fé, justiça, reconciliação, solidariedade e alegria.
 
É que podemos somar muitos anos
sem nunca ter realmente vivido
e achar que fazemos grandes coisas
sem nos perguntarmos: «para que servem?»
 
José Tolentino Mendonça

Editado por Fernando Martins | Domingo, 07 Março , 2010, 12:00

 

“Tudo é possível a quem crê!”

 
 
 
O Bispo de Aveiro lembra que a Quaresma e a Páscoa “proporcionam um tempo de caminhada espiritual para quem faz do sonho humano e do projecto cristão uma convicção de fé, uma atitude de fidelidade, um caminho de conversão"
 
 
 
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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 25 Fevereiro , 2010, 17:40

Pepitas de ouro, que o são de esperança

por António Marcelino

 
Restaurantes de Santa Maria da Feira organizaram-se para darem diariamente uma refeição a famílias em dificuldade. Onde comem cinquenta, também comem mais dois ou três, e ninguém vai à falência por ajudar o próximo.
Milhares de jovens de toda a Europa, e mesmo de outros continentes, vieram ao Porto neste Carnaval, para, em clima de Taizé, rezarem, reflectirem, conviverem, aprenderem ou exercitarem o valor do silêncio que é gerador de paz. Centenas de famílias receberam-nos gratuitamente nas suas casas, como se de filhos se tratasse.
Comunidades, paroquiais e dioceses, continuam a fazer seus, na medida do possível, os grandes problemas do Haiti. Organizaram-se para uma partilha significativa que alivie a gente do país, nas suas dificuldades, a sentir o calor da solidariedade fraterna.
Cada dia os meios de comunicação social nos narram desgraças. Também lá vêm estas e outras pepitas de ouro que muitas vezes passam despercebidas.
Dizia-se há dias que não seria possível esta onda de solidariedade se não fossem os meios de informação globalizados que aproximam de nós as dores e as alegrias. É verdade. Mas o coração só se cola a estas notícias, quando já está sensível aos outros. Muita gente leu, viu e ouviu e ficou-se… Outros interiorizaram a notícia, deram o seu contributo, grande ou pequeno, entenderam o apelo como grito de fraternidade. Só esta move o coração aos desconhecidos, num mundo onde tudo se passa próximo de nós.
A Quaresma também é tempo de partilhar e de fazer bem. Os distraídos que acordem. É sempre tempo. Não falta quem precise da partilha generosa dos que têm pouco e de clamar o seu direito sobre o que sobra aos quem têm muito.
 

Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 24 Fevereiro , 2010, 21:14

Pensamento que pode ajudar os distraídos

 

Por António Marcelino

 

Para os cristãos que ainda não adormeceram e têm a alegria de o serem, o tempo da Quaresma convida a mudar para melhor a vida de todos os dias, sempre conscientes do muito que são como filhos de Deus, e do pouco que são, porque vasos de barro, vindos do pó da terra e destinados a ele regressar.

Este propósito, marcado por um apelo interior insistente, em ordem a um esforço pessoal para a mudança necessária na vida concreta e na história pessoal de cada um, é objectivo, não utópico, porque há sempre montes a nivelar, vales a preencher, virtudes a desenvolver e defeitos a corrigir. É apelo a todos os insatisfeitos, cristãos ou não, que permanecem vivos, a que cultivem a verdade, andem com os pés no chão e não deixem que o tempo os confine à pequenez de uma vida ilusória.

Trata-se do convite a um acordar sincero para a verdade pessoal. Podemos chamar-lhe “exame de consciência” que ajude a olhar por dentro a vida com todo o realismo. Um homem de grande dimensão espiritual, Dalai Lama, traduz este convite fazendo uma atenção à vida que se vive no dia-a-dia. Fê-lo com o realismo que lhe permite o conhecimento das pessoas, da sua vida e seu modo de a viver. Respondeu assim à pergunta “o que mais o surpreende na Humanidade?”: “O que mais me surpreende são as pessoas, porque perdem a saúde para juntar dinheiro e, depois, perdem o dinheiro para recuperar a saúde… Porque pensam ansiosamente no futuro e esquecem o presente, de tal forma que acabam por não viver nem o presente, nem o futuro… Porque vivem como se não tivessem de morrer e morrem como se nunca tivessem vivido”.

 

 

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Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 19 Fevereiro , 2010, 11:37

 

 

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Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 25 Fevereiro , 2009, 13:02

UMA QUARESMA DIFERENTE

Apesar das crises, que muitos de nós sentimos no dia-a-dia, não faltou quem tenha vivido o Carnaval, com alegria e até euforia. Tem sido sempre assim, desde que registei esta festa popular como obrigatória, sobretudo para quem tem espírito para tal. Depois aprendi que o Carnaval mais não é do que uma válvula de escape para a seguir entrarmos na Quaresma, período mais dado à meditação, à oração e à partilha do que pudermos com os que mais precisam. Isto em espírito cristão, mas com abertura a todos os homens e mulheres de boa vontade.
Penso que não faltarão, nesta quadra, ricos que possam receber e pobres que possam dar. É tudo uma questão de boa vontade.
Hoje sugiro que vejam, aqui, a mensagem quaresmal do Bispo do Porto, D. Manuel Clemente. Pode ser um bom ponto de partida para vivermos este ano uma Quaresma diferente

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