de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 20 Maio , 2010, 07:40

 

 

Semente lançada que acolhe o tempo do fruto

 

António Marcelino

 

Bento XVI regressou a Roma. Não veio a Portugal como turista, nem à conquista de simpatias, nem a procurar ou evitar proventos de manifestas diferenças. Veio como peregrino e profeta, como irmão mais responsável numa obra apostólica - a missão evangelizadora - que a uma grande maioria dos portugueses diz respeito.

O leque abriu-se: uns sentiram-se conquistados e emocionados; outros continuaram a olhar para trás e a fazer comparações; para outros, vir ou não vir, era e foi indiferente; outros, poucos mas livres para opinar, não deixaram de protestar pelos incómodos causados à sua ideologia, ao trânsito ou à economia débil do país; muitos, finalmente, acolheram com alegria a visita e a mensagem de Bento XVI e têm agora na sua mão a sorte do futuro com a semente lançada e acolhida no terreno preparado do coração.

A verdade é que ele veio, esteve e partiu. Diz a comunicação social que partiu muito contente. Falou a grupos e a multidões, a crentes, a menos crentes e a descrentes. Cada qual o ouviu a seu jeito Não polemizou com ninguém. Não atacou ninguém. Não desfiou verdades abstractas. Não fez imposições, mas propostas.

 


Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 11 Maio , 2010, 21:12

 

Da homilia de Bento XVI no Terreiro do Paço

 

 

 

 Terreiro do Paço cheio que nem um ovo

 

 

Papamóvel a caminho do Terreiro do Paço

 

«Nos tempos passados, a vossa saída em demanda de outros povos não impediu nem destruiu os vínculos com o que éreis e acreditáveis, mas, com sabedoria cristã, pudestes transplantar experiências e particularidades abrindo-vos ao contributo dos outros para serdes vós próprios, em aparente debilidade que é força. Hoje, participando na edificação da Comunidade Europeia, levai o contributo da vossa identidade cultural e religiosa. De facto, Jesus Cristo, assim como Se uniu aos discípulos a caminho de Emaús, assim também caminha connosco segundo a sua promessa: «Estou sempre convosco, até ao fim dos tempos». Apesar de ser diferente da dos Apóstolos, temos também nós uma verdadeira e pessoal experiência da presença do Senhor ressuscitado. A distância dos séculos é superada e o Ressuscitado oferece-Se vivo e operante, por nós, no hoje da Igreja e do mundo. Esta é a nossa grande alegria. No rio vivo da Tradição eclesial, Cristo não está a dois mil anos de distância, mas está realmente presente entre nós e dá-nos a Verdade, dá-nos a luz que nos faz viver e encontrar a estrada para o futuro.»

 

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Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 11 Maio , 2010, 17:20
 

 

 

Manifestação Jovem presta homenagem ao Papa

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 11 Maio , 2010, 17:02

 

Hoje à tarde, a Praça do Marquês ficou animada. Milhares de jovens de Lisboa e arredores, com os seus cartazes e uma alegria transbordante, dominaram o ambiente, sem medo da chuva que acabou por se recusar a aparecer. Era preciso colaborar com a festa da juventude. Violas e tambores, gargantas afinadas umas vezes, e desafinadas outras tantas vezes, que nas manifestações não há lugar para o lamiré, emprestaram cor e entusiasmo a esta visita de Bento XVI.

 

Os vivas ao Papa misturaram-se com cânticos religiosos, sob comando dos chefes das claques. O povo, ao lado, assistia, com sorrisos cúmplices; um ou outro, alheio a toda esta alegria, lia o jornal ou olhava horizontes perdidos…

 

À hora a que escrevo este apontamento, no Terreiro do Paço fazem-se os preparativos para a celebração da missa. Disso falarei logo mais, se puder…

 

FM

 

 


Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 11 Maio , 2010, 16:35

 

 

 

 

 

Primeiras impressões

 

À chegada senti que algo diferente estava no ar. Painéis, bandeiras e bandeirinhas anunciavam a primeira visita do Papa Bento XVI ao nosso País. As medidas de segurança noticiadas estavam a ser aplicadas, com zonas fechadas ao trânsito e polícia por todos os cantos por onde Sua Santidade haveria de passar. Janelas ostentavam dísticos alusivos à visita, e até a Carris dava as boas-vindas a Bento XVI, como bem se via nos seus autocarros.

 +++

O taxista não estava muito satisfeito, porque, em sua opinião, não se justificava tanto aparato. Até porque,  sublinhava, este Papa «não tem nada a ver com João Paulo II; esse, sim, era um Papa para as multidões».

Adiantei que não há Papas iguais; cada um tem os seus carismas. E que Bento XVI, apesar da sua idade, será o Papa para este tempo.

E a conversa continuou…

— O senhor concorda com a despesa que se está a fazer, em tempo de tanta crise?

— O Papa não chama ninguém… e não há outras despesas que poderiam ser evitadas? O Povo que gosta de festas, tem o direito de as viver. E o Papa, para os católicos, não será motivo de grande festa? E não será uma oportunidade para os crentes acertarem as suas reflexões a partir das mensagens que Bento XVI lhes dirigirá? E essas mensagens não irão ajudar toda a gente a lutar por um mundo melhor?

— Lá isso é verdade… disse-me o taxista, talvez para ser delicado.

 

FM

 


Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 11 Maio , 2010, 08:20

 

 

:
Amanhã, quarta-feira, estarei no Centro Cultural de Belém, para ver e ouvir o Papa Bento XVI. O sonho nunca realizado de ir a Roma para ver o Papa vai ser concretizado em Portugal. Não será a mesma coisa, porque estou longe da Basílica de S. Pedro, da Capela Sextina, das pinturas de Miguel Ângelo, do Coliseu, do Museu do Vaticano, das Catacumbas, do túmulo do primeiro Papa, do ar que o cristianismo dos primeiros séculos respirou. Estarei simplesmente em Lisboa.

Nesta visita que o Santo Padre programou para estes dias — 12, 13 e 14 de Maio — , passando por Lisboa, Fátima e Porto, há um encontro com artistas, académicos, intelectuais, agentes da cultura e homens e mulheres comuns. Serão 1400 de todo o país. E do grupo da gente comum faz parte este humilde católico que sou eu. Para ver e ouvir, repito, o Papa, em pé de igualdade com os convidados, crentes e não crentes, católicos e cristãos de várias correntes, membros de outras religiões não cristãs, ateus e agnósticos.

Como católico minimamente conhecedor da história da Igreja antecipo já a emoção que não deixarei de sentir na hora em que o Santo Padre dirigir a sua mensagem aos homens e mulheres da cultura, no sentido, certamente, de por ela e com ela valorizarmos o divino nas relações humanos, para que o mundo seja mais belo, mais justo e mais fraterno.

Estou já a antever uma mensagem carregada de esperança, com frases e palavras bem medidas, cada uma das quais à altura de nos fazer pensar e agir em conformidade, pese embora as nossas limitações no dia-a-dia cheio de nuvens que ofuscam o Deus que está em cada ser criado.

Em nome de todos os convidados falará Manoel de Oliveira, o realizador cinematográfico mais idoso do planeta, com os seus 101 anos de vida, em plena actividade artística. A sua juventude vai servir também, por si mesma, para nos estimular a viver em plenitude, sem nos deixarmos vencer pelo peso dos anos, antes assumindo a riqueza cultural, social, espiritual e humanista de experiências feita.

 

Fernando Martins

 

 


Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 11 Maio , 2010, 00:10

De hoje até 14 de Maio, o Papa Bento XVI vai estar em Portugal. Lisboa, Fátima e Porto vão ter a honra de o receber e de o ouvir ao vivo. O nosso País, que está a viver uma crise séria, talvez lucrasse se todos pudéssemos e quiséssemos reflectir sobre o que ele nos vai dizer. Através de nós ou a partir de nós falará ao mundo. Veja aqui o percurso que o Santo Padre vai seguir.


Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 05 Maio , 2010, 19:22

 

Bento XVI vai estar enquadrado por cem barcos durante missa em Lisboa

«Bento XVI vai estar enquadrado por cem barcos no rio Tejo, por trás do altar, durante a missa a que vai presidir no Terreiro do Paço, em Lisboa, a 11 de Maio, às 18h15.

“A recordar os nossos feitos está uma caravela e um conjunto de barcos da Associação Náutica, que mobilizou os amigos que quiseram participar”, pelo que “vão estar uma centena de barcos que darão uma beleza e um enquadramento ao rio e à celebração” da eucaristia, disse à Agência ECCLESIA o Pe. Mário Rui Pedras.»

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Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 05 Maio , 2010, 14:05

 

 

Eu gostava de ver o Papa

 

António Marcelino

 

 

Mas se eu vou ser, como espero, dos privilegiados que, em Fátima, vou estar perto do Papa, concelebrar com ele, almoçar com ele, participar na reunião destinada só aos bispos, como venho aqui dizer que gostava de ver o Papa?

Bento XVI, sou testemunha disso, gosta de perguntar, de escutar, de sentir a vida real na comunicação directa, de se abrir a todos, como irmão mais velho que tem alguma coisa de importante a comunicar, de não fugir aos problemas difíceis e incómodos que lhe são postos, sempre com o grande respeito que tem às pessoas e à verdade que liberta.

 

 


Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 05 Maio , 2010, 12:19

 

A maestrina Joana Carneiro foi desafiada pelo programa da Igreja Católica na Antena 1 a escolher uma música para acompanhar a visita de Bento XVI a Portugal

 

 

 

“Pareceu-me apropriado escolher uma peça do repertório contemporâneo. O Papa falou há poucos meses para os artistas na Capela Sistina sobre a responsabilidade que nós temos, como artistas, de rodear a nossa humanidade com beleza e que a forma como nós vivemos a fé só pode melhorar a relação que o mundo tem com a beleza. E o Espírito pode alimentar esta relação com aquilo que vai para além do terreno e do que é material.

 

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Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 08 Janeiro , 2010, 11:27



Estrutura está montada,
só falta acertar pequenos pormenores


Quando faltam cerca de cinco meses para a visita de Bento XVI a Portugal, D. António Marto confessou à Agência ECCLESIA que o Santuário de Fátima será o local onde a visita “dará menos trabalho na preparação” porque “é a quinta visita papal”. A estrutura está montada,só  falta “acertar pequenos pormenores”.
O responsável da liturgia, Pe. Carlos Cabecinhas, “está em Roma a ultimar algumas questões sobre a visita”.
Para além da vertente litúrgica, o bispo de Leiria-Fátima referiu também que, em Fátima, a “grande sala de imprensa ficará na igreja da Santíssima Trindade”. E avança: “já encomendámos equipamento moderno.”
A visita de Bento XVI ao Santuário de Fátima (12 e 13 de Maio) estimula o “completamento de alguns aspectos da igreja da Santíssima Trindade”.
D. António Marto já contactou várias vezes com Joseph Ratzinger antes deste ser nomeado Papa. Irá oferecer-lhe uma prenda, “mas ainda é cedo para revelar” o conteúdo.
No ano da celebração do centenário de nascimento de Jacinta Marto e no décimo aniversário da beatificação dos pastorinhos, o bispo de Leiria-Fátima sublinha que esta visita é “uma feliz coincidência”. E acrescenta: “é natural que ele faça alusão a estes aspectos, mas Bento XVI tem sempre um horizonte mais largo e, normalmente, mundial”.

Fonte: Ecclesia

Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 30 Outubro , 2009, 18:26


O Papa falou ao Cónego António Rego sobre a sua vinda a Fátima, em Maio próximo. O Cónego Rego participou, em Roma, na Assembleia Plenária do Conselho Pontifício das Comunicações Sociais. No último dia, os membros desta Assembleia foram recebidos por Bento XVI que, ao trocar algumas impressões com o Cón. Rego, referiu sorrindo a vinda a Fátima. “Eu vou a Fátima em Maio”, disse. “Vê-se que ele tem muito presente a vinda a Portugal”, afirmou o director do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais da Igreja.

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Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 07 Julho , 2009, 14:35

Carta Encíclica «Caritas in veritate» do Papa aos Bispos, aos Presbíteros e Diáconos, às pessoas consagradas, aos fiéis leigos e a todos os homens de boa vontade sobre o desenvolvimento humano integral na caridade e na verdade


"As grandes novidades, que o quadro actual do desenvolvimento dos povos apresenta, exigem em muitos casos novas soluções. Estas hão-de ser procuradas conjuntamente no respeito das leis próprias de cada realidade e à luz duma visão integral do homem, que espelhe os vários aspectos da pessoa humana, contemplada com o olhar purificado pela caridade. Descobrir-se-ão então singulares convergências e concretas possibilidades de solução, sem renunciar a qualquer componente fundamental da vida humana.
A dignidade da pessoa e as exigências da justiça requerem, sobretudo hoje, que as opções económicas não façam aumentar, de forma excessiva e moralmente inaceitável, as diferenças de riqueza [83] e que se continue a perseguir como prioritário o objectivo do acesso ao trabalho para todos, ou da sua manutenção. Bem vistas as coisas, isto é exigido também pela «razão económica». O aumento sistemático das desigualdades entre grupos sociais no interior de um mesmo país e entre as populações dos diversos países, ou seja, o aumento maciço da pobreza em sentido relativo, tende não só a minar a coesão social - e, por este caminho, põe em risco a democracia -, mas tem também um impacto negativo no plano económico com a progressiva corrosão do « capital social », isto é, daquele conjunto de relações de confiança, de credibilidade, de respeito das regras, indispensáveis em qualquer convivência civil."
.
Ler toda a Carta Encíclica aqui

Editado por Fernando Martins | Domingo, 24 Maio , 2009, 10:59

"Novas tecnologias, novas relações.
Promover uma cultura de respeito,
de diálogo, de amizade”

“Embora seja motivo de maravilha a velocidade com que as novas tecnologias evoluíram em termos de segurança e eficiência, não deveria surpreender-nos a sua popularidade entre os utentes porque elas respondem ao desejo fundamental que têm as pessoas de se relacionar umas com as outras. Este desejo de comunicação e amizade está radicado na nossa própria natureza de seres humanos, não se podendo compreender adequadamente só como resposta às inovações tecnológicas. À luz da mensagem bíblica, aquele deve antes ser lido como reflexo da nossa participação no amor comunicativo e unificante de Deus, que quer fazer da humanidade inteira uma única família. Quando sentimos a necessidade de nos aproximar das outras pessoas, quando queremos conhecê-las melhor e dar-nos a conhecer, estamos a responder à vocação de Deus - uma vocação que está gravada na nossa natureza de seres criados à imagem e semelhança de Deus, o Deus da comunicação e da comunhão.”

Leia toda a Mensagem aqui

Nota: Clicar na imagem para ampliar

Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 15 Maio , 2009, 15:55

Com o constante apelo à paz e à concórdia, mas também com a proclamação do direito à constituição do Estado Palestino, o Papa Bento XVI concluiu a visita apostólica ao Médio Oriente. Lamentou a construção de mais um muro, que urge derrubar, bem como todos os muros que existem nos corações das pessoas, mas não deixou de alertar para a necessidade de se pôr fim ao terrorismo e à guerra, ao mesmo tempo que condenou o holocausto, que não deve ser esquecido nem negado.

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