de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Domingo, 28 Fevereiro , 2010, 10:07

 

«Um comentador com "capacidades acrescidas". Um caso único, um elemento da família. É assim que os politólogos com quem o PÚBLICO falou descrevem Marcelo Rebelo de Sousa como comentador. O que faz com que este homem, que comenta há mais de 15 anos, tenha um impacto inalcançável por outros comentadores políticos?» Pode ler mais aqui
 
Apreciado por muitos e criticado por outros tantos, por força das opções de cada um, o Prof. Marcelo vai fazer falta na TV. É bom quando está em sintonia com uns e é mau, ou menos bom, quando se verifica o contrário. Para mim,  é um excelente comentador, político e não só. Comunica como poucos e manifesta uma superior capacidade de raciocínio e uma memória fácil, fiel, pronta, tenaz e extensa, como dizem as psicologias.
Se lê o que diz, nem sei quantos livros por semana, é, sem dúvida, um fora de série. De qualquer forma, é uma presença muito agradável na televisão e fora dela. Para onde quer que vá, levará consigo os seus ouvintes. E eu estou convencido de que o Prof. Marcelo não deixará da falar. A favor de nós ou contra nós, o que é preciso é que a sua presença na TV nos faça companhia. O Prof. Marcelo faz-nos falta.
 
FM
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Editado por Fernando Martins | Domingo, 16 Agosto , 2009, 00:40
Marcelo Rebelo de Sousa


Na morte, Missa de Acção de Graças

Qual é a sua relação com a morte? Sente que vive este tempo em desconto?
Sou cristão e nisso não tenho angústia nenhuma. A morte é uma passagem para outra vida. Nesse sentido até me choca um bocadinho que nas missas de corpo presente, nesses momentos que são imediatamente dolorosos, não haver a ideia da Acção de Graças. Mesmo os cristãos vêem só o lado da separação física, em vez de darem graças por se ter aberto uma nova vida, que no fundo é o que nós andamos a fazer aqui. Andamos por aqui em peregrinação, o tal rally paper para essa outra vida. E quando chega a morte as pessoas pensam como se a sua fé não fizesse sentido nenhum. Ora se a fé faz sentido, então a morte tem de ser lida à luz dessa fé.

Quantos anos lhe apetecia viver mais?
Sou providencialista: aqueles que Deus quiser. Agora, sem ser providencialista, acho que estou aqui para cumprir determinadas missões no domínio do ensino, da comunicação com os outros, da pedagogia e da transmissão aos outros. O Amigo lá de cima decidirá se é daqui a dois, cinco, dez ou 15 anos. Mas eu tenho uma teoria que descobri agora: as pessoas morrem como vivem. Se vivem pachorrentamente, serenamente, morrem assim. Se vivem de forma violenta, abrupta, morrem assim. Há uma frase em latim que diz tales vita finis ita - tal vida, tal morte. O que quer dizer que já há muitos séculos se pensava isso. Eu, como tenho uma vida particularmente agitada, provavelmente vou ter uma morte agitada.
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