de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Sábado, 30 Janeiro , 2010, 15:25


Poetas no interior
da cultura

José Tolentino Mendonça é o vencedor do Prémio Literário  Fundação Inês de Castro 2009. No terceiro ano em que é atribuído, o prémio distingue a obra “O viajante sem sono”, publicado no final do ano 2009 pela Assírio & Alvim, de José Tolentino Mendonça.
Em declarações à Agência Ecclesia, o premiado afirma que “é sobretudo uma grande responsabilidade por aquilo que é o ofício da própria poesia”. Tolentino Mendonça sublinhou também o “investimento que isso representa em termos da vocação pessoal para a arte e para a criação”. O poeta e biblista recordou, ainda, “o contributo específico que os poetas são chamados a dar no interior da nossa cultura”.
A entrega do Prémio Literário  Fundação Inês de Castro 2009 acontecerá a 6 de Fevereiro, pelas 17 horas, na Quinta das Lágrimas em Coimbra, numa sessão em que estará presente a Ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas.

Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 01 Janeiro , 2010, 15:37


Dias realmente úteis


Às vezes, demasiadas vezes,
a vida assemelha-se a uma repartição cinzenta,
onde os horários se cumprem sem empenho.
Estamos, mas fazemos sem compromisso íntimo.
Falamos e fazemos,
mas sentindo o nosso interesse noutro lado.
Vivemos, claro, mas com o coração distante.


Como é necessário tornar realmente úteis
os dias úteis!



Úteis não apenas por imposição do calendário.
Úteis, porque vividos com generosidade e sentido.
Úteis, porque não os atropelamos
na voragem das solicitações,
na dispersão das coisas,
mas sabemos (ou melhor, ousamos) fazer deles
lugar de criação e descoberta,
tempo de labor e de escuta,
modo de acção e de contemplação.



É preciso acolher o “inútil”
se quisermos chegar ao verdadeiramente útil.


José Tolentino Mendonça

Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 20 Agosto , 2008, 10:39

DEIXA-ME DAR-TE O VERÃO

O verão é feito de coisas
que não precisam de nome
um passeio de automóvel pela costa
o tempo incalculável de uma presença
o sofrimento que nos faz contar
um por um os peixes do tanque
e abandoná-los depressa
às suas voltas escuras

José Tolentino Mendonça
In "A noite abre meus olhos"

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