de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 12 Março , 2010, 13:10

Jornalistas eruditos e elitores ignorantes
Por António Marcelino

 

 

Era interessante que os jornais diários fizessem uma sondagem aos seus leitores habituais com esta pergunta somente: “O que significa para si a palavra «bullying»? “Não sabe? Mas então que leitor é você, se essa palavra andou há poucos dias nas primeiras páginas dos jornais?”
E o pobre do leitor néscio lá fica a resmungar e a mastigar a sua ignorância…
A minha mãe, mulher da aldeia e nascida nos primeiros dias do século XX, lia de fio a pavio o que eu escrevia no jornal. Um dia advertiu-me que eu não me podia esquecer que escrevia para as pessoas perceberem. E lá me perguntava o significado de uma palavra que guardava na memória à espera de um encontro esclarecedor.
Ora o que custará aos nossos jornalistas de nome escreverem, logo em título para que todos entendam, que há alunos nas nossas escolas espancados por colegas mais velhos, que acabam por ganhar medo de sair de casa e ir às aulas, fogem ao relacionamento com os outros, e até chegam a obsessões que os podem levar ao suicídio? Mas é mais erudito dizer que há muitos alunos vítimas de “bullying”. Isso aconteceu agora em Mirandela, com uma criança de 12 anos que se suicidou, lançando-se ao rio Tua…
Eu compreendo que jornais e revistas de especialidade usem termos técnicos. Não entendo, porém, o prurido de jornalistas de diários e semanários generalistas que põem a sua prosápia erudita acima do interesse do leitor corrente, que ainda não é do tempo do Magalhães.
A verdadeira erudição não está em mostrar erudição balofa, mas em ser capaz de se fazer entender pelas pessoas mais simples, com aquilo que se escreve ou se lhes diz.
Será que esta regra não se aprende nas escolas superiores de comunicação?

 

 


Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 22 Fevereiro , 2010, 21:45

Carlos Teixeira da RTN

na Universidade Sénior


No próximo dia 25 (5ª. Feira -11h) vai estar na Universidade Sénior da Fundação Prior Sardo o Jornalista da Rádio Terra Nova Carlos Teixeira. Esta iniciativa está inserida no programa da disciplina Fotografia/Comunicação que decorre na US às segundas e quintas-feiras das 11 às 12h.
Neste momento, às segundas-feiras,  tem estado presente o fotógrafo Romeu Bio, para desenvolver o tema Fotografia Digital e o uso do Photoshop. Às quintas-feiras, Carlos Duarte e convidados têm dialogado sobre o tema Comunicação Social. Há dias, conforme dissemos neste espaço, esteve presente o antigo jornalista aveirense Carlos Naia.
No próximo mês de Março, em data e local a confirmar, realiza-se um colóquio sobre o tema Comunicação Social nos dias de hoje, que contará com a presença de vários jornalistas da região.

 

Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 04 Fevereiro , 2010, 15:02

Carlos Naia


Classe de Jornalismo

A convite do orientador da disciplina Fotografia/Comunicação, Carlos Duarte, da Universidade Sénior da Fundação Prior Sardo, esteve o jornalista Aveirense, Carlos Naia, durante uma hora, para evocar passagens da sua vida jornalística.
Com a Carteira Profissional n.º 180, Carlos Naia é uma referência do jornalismo aveirense, onde esteve cerca de 40 anos no Jornal de Notícias,  donde se aposentou. Hoje mantêm colaboração em alguns jornais regionais e em rádios, no acompanhamento do Beira Mar, já que, segundo o orador, nunca se deixa de ser jornalista.
Carlos Naia começou por historiar a sua vivência no JN com episódios curiosos para os dias de hoje, como as entregas de reportagens ao maquinista do Foguete para entregar no Porto, ou percorrer a região numa “acelera”, até às noitadas na entrada da Barra, na ânsia de ver os destroços dum avião ou do naufrágio dum barco. O “exame prévio” (censura) também não foi esquecido assim como as perseguições nos Congressos Republicanos em Aveiro. O PREC foi outro momento da vida nacional que foi descrito pelo antigo jornalista como uma época de intenso combate por um jornalismo livre e sem influência partidária ou religiosa, valores que eram “sagrados” no Jornal de Notícias.

Hoje o jornalismo da sua época é como se fosse a pré-história da profissão, tal é a evolução na comunicação onde a informação corre pelo mundo em milésimos de segundos e muitas vezes feita não por jornalistas, mas por simples cidadãos, através do novo fenómeno que é a Net e, também, as mudanças se fazem sentir nos jornais que ainda há 20 ou 30 anos eram propriedade de famílias e hoje são peças de um poder económico, onde o jornalista é uma simples peça de um puzzle enorme, no qual o jornalista  está, simplesmente, por vezes, dependente do poder económico.
Durante mais de uma hora, o jornalista respondeu a algumas questões apresentadas pelos alunos, terminando com a promessa de voltar em breve.

Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 22 Janeiro , 2010, 16:02
A realidade de algum jornalismo está bem retratada aqui. Concordo com o autor deste texto, publicado no blogue "A origem das espécies". Ajuda-nos a ver como se trabalha e como se joga "ao faz de conta". Há reportagens do Haiti que já enojam. Quando alguns repórteres começam a falar  já sabemos o que é que vão dizer. Até parece que lhes faltam as palavras. Ou então dizem sempre o mesmo. Como mostram imensas vezes as mesmíssimas imagens. Neste texto, fala-se, também, de um repórter fotográfico, gafanhão. O Pedro Loureiro não foge das guerras.



Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 15 Janeiro , 2010, 21:00
Li no blogue Notas de Aveiro uma reflexão que dá para pensar. A decadência do jornalismo em Aveiro é, de facto, notória. E se reconhecermos que Aveiro tem fama e algum proveito de cidade em fase de progresso, temos de admitir que algo vai mal. O  João Oliveira promete que vai voltar ao assunto, decerto para nos ajudar a descobrir o porquê de tudo isto. Eu, que já deixes as correrias jornalísticas há muito, fico a aguardar as causas desta decadência. Ideias? Para já não tenho... Nem sequer sei por onde pegar no tema.


FM

Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 12 Novembro , 2009, 20:58


Há uns anos a esta parte, ao ler certas notícias, apetece perguntar: onde está o Jornalismo feito com rigor e independência, que muitos de nós aprendemos, não só a escrever, mas também a ler e a ver o mundo de outra forma, para além das notícias da rádio ou dos familiares emigrantes?
Mas hoje indignei-me e por isso aqui estou, neste espaço de Liberdade, a desabafar sobre algo que devia encher de vergonha não só quem escreveu mas também quem deixou que se escrevesse:
Às 13.30 horas, nas notícias do Sapo, como título, podia ler-se: “Tropas finalmente reunidas para o ataque à Bósnia.” Em seguida, fazia-se "enter" e vinha o corpo da noticia: A selecção nacional treinou esta manhã...
Senhores jornalistas, estamos a ficar loucos ou é impressão minha?!

Carlos Duarte

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 06 Outubro , 2009, 17:35
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<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/_edOTyb048mE/SstwyfI4IhI/AAAAAAAAMs4/QknDtnA9H7U/s1600-h/jornal_i.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" rel="noopener"><img $r="true" border="0" src="https://1.bp.blogspot.com/_edOTyb048mE/SstwyfI4IhI/AAAAAAAAMs4/QknDtnA9H7U/s200/jornal_i.jpg" /></a><br /></div><br /><br /><div style="text-align: justify;">Nunca gostei de virar a cara a novos projectos jornalístico. Acontece, porém, que a maioria das vezes me fico pelos primeiros números e logo desisto, quando verifico que, afinal, é mais do mesmo. Com o <span style="font-size: large;">i </span>não foi assim. Fui-me habituando à arrumação diferente e a uma escrita simples, objectiva, sintética. As crónicas e reportagens, de um modo geral, dizem o essencial, com sínteses bem elaboradas e sem mais complicações. <br /></div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">Os editoriais, marcados pela actualidade, são esclarecedores. Entrevistas que não cansam e temas que muitos esquecem. Enfim, um jornal que se lê com agrado, fácil de manusear, com as folhas presas por agrafos, evitando o tempo que se perde para o manter em ordem.<br /></div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">Foi tudo isto, e mais, o que disse a quem me tem questionado por mudar de jornal diário. Até no quiosque estranharam a mudança. Mas a vida tem destas coisas. Quando é preciso mudar, não podemos nem devemos ficar agarrados a sentimentalismos. <br /></div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">Curiosamente, há dias li a notícia de que o director do <span style="font-size: large;">i</span> havia sido convidado para um congresso, na Índia, de directores de jornais, porque se tratava de um jornal inovador. Hoje, li que o “Guardian” classificou o <span style="font-size: large;">i </span>como um dos jornais mais inovadores do mundo. E acrescenta a notícia: “Depois de apresentar as quatro secções do novo diário português como ‘radicalmente invulgares’, o britânico salientou o design do jornal, por ‘responder àquilo que os leitores procuram’”. Agora, só leio o PÚBLICO quando sei que nele escrevem cronistas que aprecio. Afinal, não me enganei com a mudança.<br /></div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">FM<br /></div>

Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 06 Julho , 2009, 22:33


O provedor do leitor do PÚBLICO, Joaquim Vieira, assume com coragem o seu papel. No domingo, no seu texto habitual, critica abertamente o jornal que lhe paga, denunciando abertamente, mas com serenidade e oportunidade, critérios editoriais daquele diário. Tudo a propósito da posição do diário que nos habituou à sua posição de jornal de referência. Concretamente, sobre a forma como a redacção tratou os três manifestos divulgados por outros tantos grupos de economistas e outras personalidades do nosso panorama político-social. O PÚBLICO, directa ou indirectamente, não tratou da mesma forma os que defendem os grandes investimentos em que o Governo aposta e os que os desaconselham.
Apesar das explicações que o director do jornal lhe forneceu, a verdade é que o PÚBLICO errou escandalosamente nesta questão. E isso é mau para a credibilidade de um jornal de referência, com obrigações de ser honesto no tratamento jornalístico dos mais variados temas.
É certo e sabido que os jornais não podem cair na tentação de tomar partido na política. Se quiserem seguir essa orientação, então que o façam, mas não tentem esconder essa opção. E assumam as consequências.

Fernando Martins

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 28 Abril , 2009, 21:33

O PÚBLICO dispensou a colunista Laurinda Alves, alegando exigências de contensão nas despesas. Tanto quanto sei, os restantes colunistas continuam ao serviço do diário que costumo ler desde o primeiro número. Fiquei triste, porque aprecio os escritos desta jornalista e escritora, fundamentalmente por seguirem a linha que há muito defendo, de apostar numa forma de estar na vida, sempre pela positiva. Tive pena, porque o PÚBLICO deixou de ter nas suas páginas uma profissional que aprecio, tal como muitos outros leitores.
Presumo que não houve na decisão do director, José Manuel Fernandes, uma motivação política, já que Laurinda Alves é candidata a eurodeputada pelo MEP (Movimento Esperança Portugal). A ser assim, é grave. Outros colunistas, contudo, na mesma posição, isto é, também candidatos a eurodeputados, Vital Moreira e Rui Tavares, pelo PS e pelo BE, respectivamente, ainda não foram despedidos, que eu saiba.
Num comentário que escrevi no seu blogue, não deixei de lhe manifestar a minha solidariedade, ao dizer-lhe que espero continuar a ler o que ela vier a escrever, onde quer que seja, porque Laurinda Alves tem o condão de nos ajudar a pensar. Só espero que ela não demore a fazê-lo. Estou convencido de que não hão-de faltar órgãos da comunicação social à altura da jornalista que o PÚBLICO dispensou.
Fernando Martins


Editado por Fernando Martins | Domingo, 16 Novembro , 2008, 14:58
O “Correio do Vouga”, órgão oficial da Diocese de Aveiro, celebra hoje o seu aniversário. Nasceu em 16 de Novembro de 1930, tendo como director o Dr. António Almeida e Silva Cristo, como editor o Padre Alírio Gomes de Melo e como administrador o Padre António Fernandes Duarte Silva.
Em 1938, quando a diocese foi restaurada, passou para a responsabilidade da Igreja de Aveiro, mantendo-se, presentemente, como arauto dos valores cristãos. É, pelo que sei, o mais antigo jornal com publicação permanente na cidade dos canais, apostando, como desde a primeira hora, na defesa do bem e do justo, bases de uma sociedade mais fraterna.
Tive o privilégio de dirigir o “Correio do Vouga” durante 12 anos, pelo que mais me ficou no coração. Vivi o dia-a-dia da redacção com o entusiasmo de quem acredita na possibilidade e na vantagem de apostar num jornal aberto ao que a vida tem de positivo. Ainda experimentei – com que entusiasmo! – os novos desafios sugeridos pelas novas tecnologias da comunicação, sem esmorecimentos nem cedências.
Agora, que o jornal diocesano prossegue na caminhada de renovação permanente, não posso deixar de agradecer a quantos, durante 12 anos, me acompanharam, me ajudaram e me incentivaram a alimentar a esperança de contribuir para um semanário atento ao mundo, que sonhasse para além dos adros das igrejas. Aos seus actuais responsáveis e meus bons amigos, formulo votos sinceros de que continuem, como, aliás, o têm feito, a oferecer a toda a gente uma leitura cristã dos acontecimentos, na perspectiva de uma sociedade mais solidária.
Fernando Martins

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 16 Setembro , 2008, 23:26

Há dias, um blogue de gente amiga, falou de “jornalismo reumático”, a propósito da visita do Papa a França. Referia-se, obviamente, ao jornalismo que ignora o essencial, favorecendo o que possa vender notícias: o polémico, o insólito, a ofensa, a calúnia, o escabroso, o crime de faca e alguidar. Dir-me-ão que esse é que é o verdadeiro jornalismo, na linha daquela teoria que diz que notícia acontece quando é o homem que morde o cão e não o contrário. Mas eu não posso alinhar nisso, porque tal seria negar a essência do jornalismo, que deve apostar na informação isenta e plural, na formação do homem todo e de todos os homens e no divertimento saudável.
Tenho para mim que um jornalismo pela positiva valoriza o que é deveras importante para a sociedade e para as pessoas, mesma que vá contra a corrente. Porém, isso nem sempre acontece. Nas reportagens sobre a visita do Papa, o que de doutrinário e de catequético ele sublinhou, o que ele falou de estimulante para os católicos e para os homens de boa vontade, nada disso despertou qualquer interesse em muitos jornalistas, mais voltados para temas que Bento XVI, no seguimento dos Papas que o antecederam, já andará cansado de tanto deles falar: aborto, eutanásia e missas em latim.
Quando leio reportagens de acontecimentos relevantes da sociedade, por vezes fico espantado com as banalidades que alguma comunicação social aborda, ficando-se por resíduos marginais e esquecendo o que os intervenientes sublinharam de fulcral. O essencial, a matriz das intervenções, isso ficou apenas para quem esteve presente. O tal “jornalismo reumático” não teve pernas para lá chegar.
FM

Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 19 Junho , 2008, 12:47


O Diário de Aveiro celebra hoje 23 anos de vida. Foram 23 anos de vida cheia, sempre ao serviço de Aveiro e sua região. Não há acontecimento que não tenha a presença dos seus jornalistas e que não ocupe lugar certo nas suas páginas.
Por força do jornalismo que também exerci, fui testemunha, inúmeras vezes, do seu esforço para dignificar a região e para valorizar as pessoas nos seus misteres quotidianos. Por isso, os meus parabéns a quem dirige o Diário de Aveiro e a quantos nele trabalham.

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