de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 18 Fevereiro , 2010, 12:17

 

 
 

 Gestos que traduzem vida e fazem a história

 
Por António Marcelino
 
 
No meio da mediocridade e da luta acirrada pelo seu prestígio, surgem pessoas, humildes e discretas, grandes de seu tamanho interior, com gestos lindos que são sinal de uma vida e de um humanismo que redime misérias. A história não grava todos os nomes, muitos heróis anónimos, mas constrói-se com o contributo de todos eles.
Nelson Mandela foi, durante anos, cidadão de segunda no seu país. A mais não lhe permitia a cor da pele. Empenhou-se numa luta difícil e perigosa contra a discriminação racial, que era a lei anti-humana da sua terra. Foi preso. Esteve vinte e sete anos numa prisão, onde ele e os seus companheiros eram, diariamente, humilhados e maltratados.
Com as voltas que o mundo dá, a sua luta deu frutos. E ele regressou à liberdade. Sem ódios, sem rancores, sem propósitos de vingança. O que desejava e pelo que sempre lutara, estava alcançado.
Fundou um partido político. Elegeram-no Presidente da República. Deram-lhe o Nobel da Paz. Nada disso o inebriou. Manteve o seu sorriso pacificador, avançou com leis de igualdade para negros e brancos, lutou pela reconciliação entre todos, que é sempre esse o caminho para a paz e para o progresso.
 

Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 03 Novembro , 2008, 14:23

Será que os Papas também sabem rir? Veja o riso de João Paulo II. Proposta do meu amigo Manuel Olívio.


Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 16 Outubro , 2008, 12:09

UM PAPA QUE MUDOU A HISTÓRIA

O dia de hoje assinala a eleição do Papa João Paulo II, há precisamente 30 anos. Muito se tem dito e escrito sobre o papel do Papa que veio da Polónia para dirigir os destinos da Igreja Católica, numa época de sonhadas mudanças, mas julgo oportuno recordar esta data.
Para mim, que vivi grande parte da minha vida sob a imagem tutelar do Papa do diálogo ecuménico e inter-religiosos e da capacidade de perdoar e de pedir perdão, João Paulo II foi um exemplo preclaro de como é preciso denunciar as injustiças, mas também da urgência de a Igreja se abrir ao mundo. Foi um Papa da proximidade e do saber estar com todos, das multidões que o aplaudiam e o escutavam, das encíclicas e outros documentos que propunham a reflexão.
João Paulo II foi um Papa que defendeu, em inúmeras circunstâncias, a dignidade das pessoas e os direitos humanos, tantas vezes espezinhados. Foi um Papa com uma coragem rara de perdoar e de pedir perdão pelos erros e injustiças praticados pela Igreja e pelos católicos, ao longo dos tempos.
João Paulo II foi o Papa de Nossa Senhora de Fátima e da celebração do Novo Milénio, projectando iniciativas que mexeram com o mundo. Foi o Papa que assumiu o seu papel até ao fim da vida, com uma dignidade impressionante. E na sua morte recebeu as homenagens de todos os grandes e de todos os humildes da Terra.
O Papa do diálogo e da concórdia, da paz e do amor universais, já foi, há muito, canonizado pelo povo. Resta à Igreja a missão de oficializar a vontade de todos os homens e mulheres que o souberam escutar e que o seguiram, directa ou indirectamente.

Fernando Martins

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