de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 08 Janeiro , 2010, 20:35
Em texto publicado hoje no PÚBLICO, segundo caderno,  Ana Gerschenfeld ajuda-nos a reflectir sobre a questão.

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Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 23 Novembro , 2009, 11:49


A propósito do aproveitamento das fontes disponíveis na Internet, Umberto Eco diz, em A Obsessão do Fogo, que é preciso aprender a controlar a informação. E acrescenta:

“Para fazer os seus trabalhos, os estudantes vão buscar à Internet as informações de que necessitam sem saber se essas informações são exactas. E como o poderiam saber? Assim, o conselho que dou aos professores é o de pedir para um trabalho a seguinte pesquisa aos alunos: relativamente ao tema proposto, encontrar dez fontes de informação diferentes e compará-las. Trata-se de exercer o sentido crítico em relação à Internet, de aprender a não aceitar tudo como válido.”


Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 23 Setembro , 2008, 12:47

O desenvolvimento da informática, da electrónica e das telecomunicações estão na origem das revoluções mediáticas constantes a que as últimas décadas do séc. XX deram origem. Da convergência das tecnologias de cada um desses mundos resultou uma nova matriz onde se processa a comunicação: a matriz digital. Que oferece sempre novas ferramentas à transmissão de conteúdos, que os torna progressivamente mais céleres e cada vez mais acessíveis.
Trata-se de uma realidade sempre nova, que foge a estereótipos comunicacionais de outros tempos. Resulta antes do contributo de um conjunto vasto de actores, todos os cidadãos mesmo, e emerge em qualquer recanto da vida pessoal, familiar ou social: porque são muitos os emissores ao nosso alcance e ainda mais os receptores desses pixéis, a nova sebenta onde se inscrevem mensagens em circulação constante pelas redes de comunicação.
Claro que todos os conteúdos têm de passar por esta comunicação, porque é também aí que acontecem, hoje, as relações humanas e a construção social. O que exige saber, arte de comunicar. Retórica, oratória e não só: também a capacidade de explorar o poder do link.
Se o bom discurso ou o bom sermão é avaliado imediatamente por reacções espontâneas do auditório, a audiência das mensagens que se colocam nas redes virtuais é uma constante incógnita: quem "agarra" um texto, imagem ou som? Até que recanto do mundo pode chegar o que eu coloco num blog, num portal da internet ou no anexo de um mail? Quantos "cliques" passam por um título e quantos reencaminhamentos "sofrem" as mensagens?
Num qualquer recanto, eu posso partilhar conteúdos para o grande universo da rede, aguardando que sejam visitados. Mas o desejo de qualquer autor é vê-los linkados. É esse o maior desafio da comunicação em rede: encontrar ligações noutro espaço, noutra página da internet, num mail ou sms e, dessa forma, fazer aumentar exponencialmente os "caminhos" para uma foto, um vídeo ou um texto colocado num qualquer "quintal digital". Depois de linkado, fica ao alcance de um "clique", em qualquer parte do mundo.
O poder da comunicação, em sociedades digitalizadas, é cada vez mais o poder do link.

Paulo Rocha

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