de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 15 Outubro , 2009, 11:28
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<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/_edOTyb048mE/Stb4xypGhbI/AAAAAAAAMxA/RiSWNrYRSjk/s1600-h/img138.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" rel="noopener"><img $r="true" border="0" src="https://1.bp.blogspot.com/_edOTyb048mE/Stb4xypGhbI/AAAAAAAAMxA/RiSWNrYRSjk/s320/img138.jpg" /></a><br /></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><br /></div><br /><div style="text-align: center;"><span style="color: red; font-size: large;"><strong>“Gafanha… O que ainda vi, ouvi e recordo”</strong></span><br /></div><br /><br /><div style="text-align: justify;">“Gafanha… O que ainda vi, ouvi e recordo” é um livro de Teresa Filipe Reigota, natural da Gafanha da Nazaré e residente na Gafanha da Boavista, S. Salvador. Gafanhoa de gema, como gosta de afirmar, esta professora aposentada tem uma indesmentível paixão pela etnografia. <br /></div><div style="text-align: justify;">Com seu marido, o também professor aposentado João Fernando Reigota, funda o Rancho Regional da Casa do Povo de Ílhavo, em 1984. O envolvimento nas tarefas de recolhas, pesquisas e estudos, levou-a a sentir a necessidade de preservar e divulgar os usos e costumes das gentes que a viram nascer e das quais guarda gratas recordações. Assim nasceu o livro “Gafanha… O que ainda vi, ouvi e recordo”, que vai ser lançado no dia 24 de Outubro, sábado, pelas 21 horas, no Centro Cultural de Ílhavo, em cerimónia que encerra as celebrações das Bodas de Prata do Rancho Regional.<br /></div><div style="text-align: justify;">Sobre este livro pronunciar-me-ei numa outra altura, pois considero importante não só manifestar a agradável impressão que a sua leitura me suscitou, mas também estimular a nossa juventude para que se embrenhe nestes estudos, fundamentais à cultura da identidade do povo que somos e que queremos continuar a ser, sobretudo no que diz respeito à manutenção dos valores que enformam a nossa sociedade.<br /></div><div style="text-align: justify;">Garanto, aos meus amigos, que a leitura deste trabalho da Teresa Reigota, inacabado como todas as obras do género, suscitará em cada um a revivência de estórias iguais ou semelhantes às que a autora agora nos oferece. E como recordar é viver, estou em crer que todos aceitarão a minha proposta.<br /></div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">Fernando Martins<br /></div><div style="text-align: justify;"><br /></div>

Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 07 Agosto , 2009, 14:49

Amanhã, sábado, 8 de Agosto, a partir das 21.30 horas, no Largo do Farol, com organização do Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré, vai realizar-se o Festival de Folclore da Praia da Barra. Participam, para além do grupo anfitrião, o Grupo Folclórico de Santiago de Custóias, o Grupo de Danças e Cantares da Serra da Gravia - Valadares, S. Pedro do Sul, o Rancho Folclórico da Casa do Povo de Alpiarça e o Rancho Folclórico da Correlhã, Ponte de Lima. Trata-se de uma festa popular para toda a gente, em especial para os amantes do folclore.

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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 16 Julho , 2009, 17:22
Presidente da CMI e vice-presidente da Federação do Folclore Português
.
Importância das manifestações
etnográficas e folclóricas


No decorrer do XXVI Festival Nacional de Folclore da Gafanha da Nazaré, a que tenho feito referência neste meu espaço, houve possibilidades de trocar impressões com diversas entidades e outros intervenientes nesta festa de cariz popular. Tive o cuidado de o fazer, para sentir, mais de perto, a importância das manifestações etnográficas e folclóricas, que no Verão, sobretudo, enchem o nosso País.
Do presidente da Câmara Municipal de Ílhavo, Ribau Esteves, ouvi que a autarquia que lidera “valoriza, cada vez mais, a cultura que promove a criatividade, o empreendedorismo e o ‘culto da cultura’”, tendo em conta que essa cultura “é formadora e sensibilizadora, no sentido de criar nas pessoas um espírito criativo e interventivo”.
Reconheceu que nos grupos folclóricos e nas duas bandas de música da área concelhia a percentagem de jovens “é claramente maioritária”, o que demonstra “o dinamismo das famílias, que sabem transmitir esses valores para os seus filhos”. E adiantou que “também os grupos sabem manter uma relação positiva com o que promovem e defendem”.
Lembrou que na década de 80 do século passado “se olhava para a cultura popular como coisa fascista do antigo regime”, mas que “agora não é assim”. “O povo soube, e bem, ultrapassar essa situação”, disse.
Ribau Esteves enalteceu o dinamismo do Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré (GEGN), que organiza três festivais por ano, nomeadamente, o da Gafanha da Nazaré, o da Praia da Barra e o da Festa de Nossa Senhora dos Navegantes, frisando, ainda, a parceria que esta instituição mantém com a Câmara Municipal, para a manutenção da Casa Gafanhoa, símbolo de habitação de lavrador rico, do início do século XX.
Sobre a chamada Casa da Música, um antigo sonho do GEGN e da Filarmónica Gafanhense, Ribau Esteves garante que só está à espera da resolução para o realojamento duma família que ocupa parte do edifício destinado a remodelação geral, que permita criar o espaço para aquelas duas associações. Referiu que a autarquia nada pode fazer enquanto o despacho do juiz, que é esperado há bastante tempo, não vier, garantindo que a obra até nem é “muito cara”. E nessa Casa da Música, o GEGN e a Filarmónica poderão contar com espaço suficiente, para o desenvolvimento das suas actividades, adiantou.
Quanto à sala de exposições, que consta do projecto da Casa Gafanhoa, o autarca ilhavense não a considera fundamental, uma vez que o Centro Cultural, em fase de remodelação e ampliação, vai oferecer um espaço expositivo, com a área de 450 metros quadrados, distribuídos por dois pisos, constituindo uma nova frente, voltada para o Jardim 31 de Agosto. Aí, segundo Ribau Esteves, a Gafanha da Nazaré passará a ter um espaço condigno, o que não tem acontecido até hoje.

Fernando Martins

Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 13 Julho , 2009, 16:13
Miguel Almeida, à esquerda, cumprimenta o Grupo Etnográfico
"Os Esparteiros de Mouriscas", Abrantes


O século XXI vai ser uma grande desafio
para a nossa identidade cultural


Miguel Almeida é visiense e conselheiro técnico da Federação do Folclore Português (FFP). Há 26 anos que apresenta o Festival Nacional de Folclore da Gafanha da Nazaré. Tantos quantos os festivais organizados pelo Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré, que nasceu, oficialmente, em 1 de Setembro de 1983.
Miguel Almeida é habitualmente convidado para em palco falar das danças e cantares dos mais diversos festivais de grupos e ranchos folclóricos e etnográficos, denunciando um conhecimento muito grande da cultura popular do nosso País.
Ouvimo-lo, no sábado, antes do XXVI Festival Nacional da Gafanha da Nazaré. E do muito que nos disse aqui deixamos algumas respostas a perguntas que lhe fizemos.

- Qual a importância dos Festivais de Folclore no século XXI?
- Estes festivais servem, sobretudo, para mantermos vivas as nossas tradições. Nós estamos inseridos numa aldeia global, que é a Europa, e somos um ponto no meio de uma imensidão de pontos. Mas este ponto pequenino pode ser um ponto grande, se mantivermos a nossa cultura. Penso que no século XXI se abrem perspectivas do alargamento da UE, que se torna mais globalizante, ainda.

- Ficam mais diluídas as culturas…
- Exactamente. Por isso, no século XXI, os grupos folclóricos têm de se manter unidos para mostrarem a esses países que nós somos diferentes. Estamos todos dentro do mesmo saco, mas somos diferentes e com direito a essa diferença. Mas essa diferença só será possível através dos grupos folclóricos que organizam estes festivais, que são encontros de culturas.

- Culturas diversas dentro do mesmo País…
- O nosso País, tão pequeno, tem culturas muito diferenciadas e essa diferenciação tem de se manter viva. Penso que o século XXI vai ser um grande desafio para a nossa identidade cultural.

- Seremos uma reserva da Europa, a esse nível?
- Somos, de facto, uma reserva da Europa, porque ainda estamos, neste aspecto da cultura popular, diferentes dos outros povos. Por exemplo, para dançar o Vira ou o Fandango, só gente portuguesa o faz.

- Qual é a dança genuinamente portuguesa?
- Para mim, o Vira é a dança que melhor caracteriza o povo português. É uma dança espontânea, que pode ser dançada apenas por um par e por todos os pares. Até pode ser dançada por uma multidão.

- Onde nasceu essa dança?
- O Vira nasceu em terras de Entre Douro e Minho, mas logo passou por Portugal abaixo. E por onde passou foi aculturado, isto é, as pessoas pegaram nele e adaptaram-no à sua maneira de ser.

- Então há muitos Viras…
- É verdade. Há o Vira de meia volta e de volta inteira, há o rodado e trespassado, há o falseado e outros. Tantos quantas as regiões de Portugal.

- Para mostrarmos a nossa identidade, é importante, então, que os nossos grupos apresentem no estrangeiro o nosso folclore?
- Pois é verdade. Mas nem sempre o Estado apoia essas saídas. De vez em quando patrocina uma ou outra. Contudo, nem sempre apoia os melhores grupos, os que se apresentam com coerência, com autenticidade, o que temos de bom.

- Mas a FFP não dá o seu parecer?
- Dá o seu parecer quando lho pedem. A FFP não é, infelizmente, parceira do Estado para a cultura; é um parente pobre.

- E os grupos que andam nestes festivais são mesmo genuínos?
- A FFP tem os seus grupos, que são a sua imagem de marca. Isto cria a concha, isto é, guardam as costas uns dos outros. Num festival de um grupo federado, normalmente, não entram grupos não federados, porque não têm, à partida, aquela segurança para entrar num festival de qualidade, com garantia de autenticidade do povo que representam.

Fernando Martins

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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 23 Abril , 2009, 22:17

Podemos dizer que a temporada de actuações do Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré (GEGN) está prestes a começar. Para já estão agendadas 16 saídas para outras tantas apresentações deste grupo, um pouco por toda a parte. Começa no próximo dia 26 de Abril, em Matosinhos, e termina a temporada com a Festa de Nossa Senhora dos Navegantes, em 20 de Setembro. Como não podia deixar de ser, daqui desejamos um excelente trabalho na divulgação dos nossos trajes antigos, bem como das nossas danças e cantares. Escusado será dizer que os ensaios não podem parar, até porque o GEGN tem muito respeito por quem o quer ver e ouvir.

Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 22 Setembro , 2008, 10:41

FOLCLORE AO LADO DOS VELEIROS

Quem participa em cerimónias oficiais, no âmbito da freguesia ou do município, regista, com gosto, a participação do Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré (GEGN), bem como de outras instituições culturais. Nas festas que se realizaram este fim-de-semana, referenciadas neste meu espaço, sublinho a representação de um par de gafanhões antigos, concretamente, dos princípios do século passado.
A Isabel e o Acácio, casal na vida real, membros do GEGN desde a primeira hora, apresentaram-se como gafanhoa em traje de inverno e como feirante, para mostrar as modas doutros tempos. Fizeram-no agora como o têm feito por todo o país e até pelo estrangeiro, onde o Grupo se desloca, na sua missão de exibir, com galhardia, o folclore da região das Gafanhas.
Ontem, o GEGN, para além da responsabilidade de organizar os festejos em honra da Senhora dos Navegantes, em parceria com o Stella Maris e com a paróquia de Nossa Senhora da Nazaré, e ainda com o apoio da Câmara Municipal de Ílhavo, da Administração do Porto de Aveiro e de outras entidades, oficiais e particulares, também ofereceu um Festival de Folclore, que contou com a participação do próprio Grupo e dos Grupos de Cantares da Associação Cultural da Azurara da Beira (Mangualde) e Danças e Cantos dos “Olhos de Água” (Pinhal Novo - Palmela). Soube bem saber que, afinal, o Folclore teve o seu lugar ao lado dos Grandes Veleiros, que atraíram milhares de pessoas à nossa terra.
FM
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Editado por Fernando Martins | Domingo, 13 Julho , 2008, 09:54
Um Quarto de Século ao Serviço da Cultura

Realizou-se ontem, na Gafanha da Nazaré, o XXV Festival de Folclore, com organização do Grupo Etnográfico da mesma cidade. Foi, também, o XI Festival Internacional.
Na recepção aos grupos participantes, o fundador e presidente da direcção do Grupo anfitrião, Alfredo Ferreira da Silva, fiz questão de homenagear José Maria Marques, falecido há anos num acidente rodoviário, quando regressava a Portugal de uma actuação do Grupo Folclórico da Região do Vouga, de que era director, no estrangeiro. José Maria Marques, como foi recordado com oportunidade, foi quem ajudou o Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré (GEGN) a dar os primeiros passos, na linha de rigor seguida pela Federação do Folclore Português, de que então era dirigente.
O GEGN completou, ontem, um quarto de século de Festivais na Gafanha da Nazaré, palmarés que foi elogiado pelos convidados presentes, nomeadamente, Paulo Costa, vereador da CMI, Manuel Serra, presidente da Junta de Freguesia, Miguel Almeida, da Federação do Folclore Português, e Vasco Lagarto, da Cooperativa Cultural e da Rádio Terra Nova, ambas da Gafanha da Nazaré.
Na brochura que se publicou sobre este XXV Festival, o presidente da Câmara, Ribau Esteves, lembrou que o GEGN tem desenvolvido uma actividade intensa, em Portugal e no estrangeiro, honrando e promovendo a Gafanha da Nazaré e o Município de Ílhavo pela “elevada qualidade do seu trabalho”, sendo, por isso, “um dos seus embaixadores culturais de referência”. Daí que a CMI lhe tenha atribuído, no feriado municipal de 24 de Março de 2008, a Medalha do Concelho de Vermeill, como recordou na abertura do Festival.
Por sua vez, na mesma brochura, Manuel Serra frisa que, “Num mundo, hoje marcado pela Globalização, onde os interesses dominantes convergem para a vertente económica, (…) só temos que louvar quantos acreditam que se torna imperioso preservar as nossas raízes, alicerces indissipáveis do presente e a força projectora da manutenção da identidade do nosso povo”.
Também eu próprio, em escrito saído na mesma publicação, enalteci o trabalho desenvolvido pelo GEGN, “com o reconhecimento de quantos estão atentos à riqueza do nosso passado e de todos os que apostam na importância, insofismável, da cultura, em geral, e da sua matriz popular, em particular, a tal que está impregnada, de modo indiscutível, na alma das gentes”.
Depois da cerimónia de recepção aos convidados e grupos, houve uma visita à Casa Gafanhoa. À noite, na Alameda Prior Sardo, teve lugar o festival que atraiu, como sempre, muita gente, da Gafanha da Nazaré e arredores. O cenário ostentava, com sentido de oportunidade, a fachada da igreja matriz, no seio da qual nasceu o grupo. A festa, que se estendeu pela noite fria, neste dia de Verão, saiu animada pelos Grupos Folclórico de Melriçal (Soure), Folclórico da Região do Vouga (Mourisca do Vouga), Danças e Cantares de Perre (Viana do Castelo), Associação Etnofolclórica "As Lavradeiras de Arcozelo" (Santa Maria Adelaide), Zespol Piesni I Tanca "Vladislavia" (Polónia) e Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré.
Os meus parabéns ao GEGN e a quantos o dirigem e nele trabalham, com a preocupação de preservar, na alma do povo, as nossas tradições.

Fernando Martins

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 08 Julho , 2008, 12:31
Mulher da seca e moço da marinha (foto de 1989)


UM QUARTO DE SÉCULO AO SERVIÇO DA CULTURA

Quem tem acompanhado de perto, tanto quanto é possível, a vida do Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré, não pode deixar de reconhecer o muito que tem feito em prol da cultura da nossa região. Tanto na pesquisa e estudo das nossas raízes etnográficas como nos palcos nacionais e internacionais, onde tem exibido as nossas tradições dos fins do século XIX e princípios do século XX.
Com os primeiros passos andados no seio da Catequese Paroquial, em 1980/81, por sugestão do prior da Gafanha da Nazaré, Padre Miguel Lencastre, que propôs para a festa final do ano catequético umas danças e cantares dos nossos antepassados, em 1 de Setembro de 1983 o Grupo Etnográfico era já uma instituição que alimentava o propósito de pesquisar, estudar e divulgar os usos e costumes dos nossos avoengos.
Num mundo marcado pela globalização, onde os interesses dominantes se inclinam para a vertente económica, presentemente a mola real da vida colectiva, só temos que louvar quantos acreditam que se torna imperioso preservar as nossas raízes, alicerces indeléveis do presente e força impulsionadora da manutenção da identidade do nosso povo. Ora é isso que o Grupo Etnográfico tem feito, oficialmente, ao longo do último quarto de século, com o reconhecimento de quantos estão atentos à riqueza do nosso passado e de todos os que apostam na importância, insofismável, da cultura, em geral, e da sua matriz popular, a tal que está impregnada, de modo indiscutível, na alma das gentes.
Desde a primeira hora que esta instituição levou muito a sério a preocupação de pesquisar com verdade, de estudar os usos e costumes com rigor e de apresentar o fruto desse trabalho com exemplar dignidade, levando, no seu dia-a-dia, muitos jovens, de todas as idades, a aderirem a este desafio e a tudo o que lhe está associado na ordem cultural, social e recreativa. Garante, assim, uma continuidade que nos há-de projectar nos próximos futuros, se todos os seus membros e amigos souberem dar as mãos e criar estímulos para prosseguirem na caminhada com determinação, rumo a uma sociedade mais solidária e mais aberta ao mundo, sem perder o lema de elevar o homem todo e todos os homens.
Como sinais marcantes do seu dinamismo, o Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré não se tem ficado por aquilo que é mais normal numa instituição do género, ligada à Federação do Folclore Português, porque os seus anseios e iniciativas têm ido para além disso. Organiza três festivais anuais na Gafanha da Nazaré, participa em muitos outros, quer a nível nacional quer internacional, promove colóquios etnográficos, edita todos os anos uma brochura com notas referentes ao seu trabalho, administra e dinamiza a Casa Gafanhoa, pólo do Museu Marítimo de Ílhavo, preserva as marcas do passado, enfim, integra, nos nossos quotidianos, muito do que nos legaram os nossos avós. Valoriza, por esta forma, a alma e o sentir dos gafanhões e de quantos, oriundos dos mais variados recantos de Portugal e do estrangeiro, se tornaram gente nossa, perfeitamente identificada com dunas, planuras, ria, esteiros, praias, mar e horizontes a perder de vista.

Fernando Martins

Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 07 Julho , 2008, 15:11
Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré na Polónia


É já no próximo sábado, 12 de Julho, que se realizará o XXV Festival Nacional de Folclore da Gafanha da Nazaré. Trata-se de uma organização do Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré, em maré de celebrações dos seus 25 anos em prol da cultura.
Para além do grupo anfitrião, o Festival conta com a participação dos Grupos Folclórico de Melriçal (Soure), Folclórico da Região do Vouga (Mourisca do Vouga), Danças e Cantares de Perre, Associação Etnofolclórica "As Lavradeiras de Arcozelo" (Santa Maria Adelaide) e Zespol Piesni I Tanca "Vladislavia" (Polónia).
A actuação dos grupos convidados começará pelas 21.30 horas, na Alameda Prior Sardo.
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Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 27 Junho , 2008, 10:50


No próximo dia 12 de Julho, vai realizar-se o XXV Festival Nacional de Folclore da Gafanha da Nazaré, por iniciativa do Grupo Etnográfico desta cidade. Será, também, o XI Festival Internacional. Esta vai ser mais uma ocasião para os amantes do folclore poderem apreciar danças e cantares de várias regiões do País, bem como o que um grupo estrangeiro nos vai oferecer.
Depois da recepção, o Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré vai proporcionar a toda a gente que o desejar uma visita à Casa Gafanhoa, pólo museológico representativo do quotidiano vivido por lavrador abastado dos inícios do século XX. O desfile começará às 21 horas, estando previsto o início do festival para as 22 horas, na Alameda Prior Sardo, junto à Escola Preparatória.
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Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 14 Maio , 2008, 11:52

(Clicar nas fotos para ampliar)


O Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré esteve no passado fim-de-semana em Palermo, Itália, como convidado, para participar na celebração dos 200 anos da paróquia daquela cidade.
Esta foi mais uma embaixada da nossa terra em terras italianas, para mostrar a cultura da região das Gafanhas, mas também para exibir, em palco, graças ao esforço do Grupo Etnográfico, as danças e cantares que os nossos avós nos legaram.
Hoje ofereço fotos da presença dos nossos conterrâneos em terras transalpinas, com os seus sorrisos de boa disposição. No festival participaram, além do nosso grupo, um da Sicília, outro da Sardenha e um quarto, da Grécia.
Voltarei ao assunto, com outras informações sobre esta viagem a Itália do Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré.

Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 25 Janeiro , 2008, 11:16
Grupo Etnográfico na Polónia

Grupo Etnográfico canta e dança

Palerno, próxima visita


Settimana Europea a Palermo

Um honroso convite, dirigido ao Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré, veio de Palermo, Itália, muito recentemente. A “Settimana Europea a Palermo”, que decorrerá entre 10 e 13 de Maio, integrada nas celebrações dos 200 anos da paróquia de S. Eugenio, padroeiro de Palermo, e em honra de Nossa Senhora de Nazione, vai contar com uma representação daquela instituição gafanhoa. A comitiva do Grupo Etnográfico, constituída por cerca de 30 pessoas, tem já lugar marcado no festival internacional, mas também participará na eucaristia solene, interpretando um ou dois cânticos religiosos, da tradição portuguesa, concretamente, da região das Gafanhas.
Esta é a segunda deslocação a Itália do Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré, o que prova, à evidência, quanto é apreciado o seu trabalho, nesta área da etnografia e folclore.
O Grupo, que reconhece o prestígio de que goza, saberá dignificar a nossa terra e suas gentes, como já tantas vezes o tem feito, no País e no estrangeiro. E, por isso, com mais responsabilidades ficará para continuar a trabalhar, tanto na busca das nossas tradições como no estudo e divulgação das mesmas, com a dignidade a que nos habituou há muito.
Deste meu recanto, formulo votos de uma boa preparação da viagem e de uma excelente apresentação dos nossos cantares e danças, com trajos a rigor. No regresso, terei muito gosto em contar, aqui, como tudo decorreu.

FM


Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 11 Janeiro , 2008, 21:52



AS TRADIÇÕES TÊM DE CONTINUAR

Recebi esta noite, em minha casa, o Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré. Mesmo em noite de chuva e frio, caras e vozes que conheço, há anos, vieram mais uma vez cantar as Janeiras, para manter a tradição. Pais e filhos, todos entusiasmados, tocando e cantando melodias que permanecem, indelevelmente, na minha memória. O Grupo Etnográfico desenvolve esta acção há mais de 20 anos, pegando numa experiência de um outro grupo popular que a tinha iniciado uma dúzia de anos antes. De casa em casa, o Grupo é acolhido, normalmente, por cerca de 300 famílias. Também participa num ou noutro festival de Cantares das Janeiras, organizado por um Rancho ligado à Federação do Folclore Português.
Canta as Janeiras, presentemente, para não deixar morrer a tradição e para angariar fundos para o Grupo Etnográfico, sempre à procura de contribuições para custear as suas multiplas despesas. Como é conhecido de muitos, na Gafanha da Nazaré, organiza, anualmente, três Festivais de Folclore: o da Gafanha da Nazaré propriamente dito; o da Praia da Barra; e o da Festa de Nossa Senhora dos Navegantes.
Se tudo correr como o Grupo deseja, talvez seja possível participar num Festival de Folclore, em Palermo, Itália, ainda este ano. Mas as suas actividades continuam, já que a recolha, o estudo e o ensaio de novos Cantares, acompanhados de danças, recolhidos na tradição popular, são uma exigência constante.
Daqui endereço os meus parabéns ao Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré e a todos os seus dirigentes e restantes membros, gente que vive com muito entusiasmo a etnografia ligada a esta região das Gafanhas.

FM
DEUS NOS DÊ FESTAS ALEGRES

Deus nos dê festas alegres
Com seu divino amor
A Virgem Nossa Senhora
Deu à luz o Redentor
Cantaremos nossas canções
Para visitar Jesus
Vamos ver sua lapinha
Cheia da divina luz

A Gafanha da Nazaré
É esta a sedutora
Damos graças ao Menino
E à Virgem Nossa Senhora

O presépio enfeitado
Nos espera e nos seduz
Para prestar homenagem
Ao que a Virgem deu à luz
Vamos indo pastorinhos
Com toda a nossa alegria
Visitar o Deus Menino
Filho da Virgem Maria

Vamos indo piedosos
Cada qual com sua oferta
Oferecer ao Menino
Que é dia da sua festa
É o nosso Deus Menino
É o rei dos pobrezinhos
Oferecer-lhe as ofertas
Dos humildes pastorinhos

Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 05 Novembro , 2007, 21:30
Grupo Etnográfico na Polónia


JANTAR DE CONVÍVIO

O Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré programou um jantar para convívio e angariação de fundos. Será no dia 17 de Novembro, pelas 20 horas, no restaurante Clássico, esperando-se a participação de muitos amigos deste grupo que tem por missão descobrir e mostrar as nossas tradições etnográficas. Penso que esta vai ser uma boa oportunidade para conviver à volta da mesa, ouvindo e cantando modas antigas. Inscrições junto dos membros do grupo.

Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 07 Setembro , 2007, 13:03

FESTAS EM HONRA
DE NOSSA SENHORA DOS NAVEGANTES

Como manda a tradição, vai realizar-se, no Forte da Barra, no dia 16 de Setembro, a festa em honra de Nossa Senhora dos Navegantes, uma iniciativa do Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré.
No sábado, 15, no Stella Maris, será celebrada a missa vespertina, pelas 21 horas, sob a presidência do Bispo de Aveiro, D. António Francisco.
O programa da festa inclui, para domingo, a procissão pela Ria, com saída do Stella Maris, pelas 14 horas, estando prevista a chegada, ao Forte da Barra, pelas 16.30 horas, seguindo-se a celebração da eucaristia. Depois, actuará a Filarmónica Gafanhense, começando logo a seguir, pelas 18.30 horas, o Festival de Folclore.
Neste Festival, actuarão o Grupo Folclórico e Recreativo de Tabuado, Guimarães; Rancho Folclórico Camponeses da Beira-Ria, Murtosa; Rancho Folclórico da Ribeira, Ovar; e Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré.
A organização convida, em especial para a procissão pela Ria, todos os que possuem embarcações de pesca, recreio e turismo, entre outras.

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