de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 07 Junho , 2010, 22:22

 

 

Obras em curso

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Durante o corrente o ano a navegação não foi condicionada por problemas de assoreamento. Já se notam, pois, os efeitos positivos da obra de prolongamento do molhe norte.

 

Decorrem, em bom ritmo, as obras de prolongamento do molhe norte do Porto da Figueira da Foz. A empreitada em curso consiste no prolongamento em 400 metros do molhe norte existente. Esse prolongamento protege agora totalmente toda e qualquer ondulação dos quadrantes oeste e noroeste.

 

Orçada em 13 388 000 €, inclui dragagens, enrocamentos e betão na forma de blocos de protecção dos taludes – antifers – com peso de 50 toneladas, e em betão simples na super-estrutura. Os trabalhos incluem diversas monitorizações no âmbito do Estudo de Impacte Ambiental.

Os números atestam tratar-se de obra de envergadura: 90 000 m3 de dragagens; 303 000 m3 de enrocamentos; 3 050 blocos de betão antifer; 11 300 m3 de betão in situ.

 


Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 01 Junho , 2010, 12:06

 

 

Hoje de manhã passei pela Marina da Figueira da Foz. Sol abrasador, um café numa esplanada, uma olhada pelo jornal, a foto da praxe e o cheiro a maresia a invadir-me por todos os lados. Foi agradável, a começar pelo café. Saboroso, cremoso e quente, como nem sempre acontece.

Há estabelecimentos que nos impingem café de péssima qualidade. Autêntica água de cebolas, sem creme, sem sabor, sem nada. Levam-nos o dinheiro e nós, estupidamente, ficamos calados. Saímos a remoer protestos, mas não agimos em conformidade. A solução, para mim, é virar as costas a esses traidores da arte de bem servir bom café.

Mas hoje não foi assim, felizmente.

Olhei então os barcos, iates e quejandos. Com a ponte à vista, usufruindo a serenidade de quem aspira a sentir a paz interior, em dias de sol… Outros ali estavam num ambiente que me é familiar. Além dos bares, que marítimos e outros gostam de apreciar, vi lojas de apetrechos para pescadores, barcos em reparação e em fase de limpeza para voltarem a sulcar o mar, turistas que vão às compras, que o mercado da Figueira está bem perto, gente que passa no cumprimento das caminhadas higiénicas, tão importantes. Um ou outro olha fixamente o horizonte. E eu ali a ver tudo e a pensar que, na minha Gafanha da Nazaré, tenho os mesmos ambientes e rostos semelhantes de quem gosta de estar com água à vista.

 

 


Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 21 Maio , 2010, 10:15

 Centro de Artes e Espectáculos

 

 

Da janela da minha sala vejo quem bate na vidraça: um sol acariciador e a ausência de vento desafiadora. Espera-me uma caminhada à procura da tranquilidade benfazeja e catalisadora de pequenos projectos em mãos, pessoais e comunitários.  

A Figueira da Foz tem para mim o encanto de retiro espiritual. Leio mais, reflicto sobre a vida, saboreio a meditação, escrevo em franca liberdade e sem zumbidos que incomodam, divago por recordações que me completam e transcendo-me em viagem e sonhos imaginários. Por aqui vou ficar até sentir saudades da minha casa e da família do dia-a-dia, do meu quintal e jardim, dos vizinhos e amigos… dos meus recantos e objectos pessoais.

 

 

Fernando Martins


Editado por Fernando Martins | Domingo, 26 Julho , 2009, 19:23

Na serra da Boa Viagem, Figueira da Foz, ainda é possível apreciar um velho moinho, de madeira, que gira ao sabor do lado do vento, sobre rodas, também de madeira, com as suas velas. Não consegui saber se está ali para cumprir a sua missão, de fabricar farinha, ao gosto do freguês, ou simplesmente para turista ver. Seja como for, apreciei o velho moinho como sinal de tempos que não voltam. Hoje, a ASAE não deixaria, julgo eu, circular no mercado as farinhas dos moleiros tradicionais.

Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 19 Junho , 2009, 18:02
O novo Bar

UM OÁSIS PARA RECUPERAR

Hoje foi dia de passear descontraído pela Figueira da Foz, à procura de paisagens conhecidas há muito. Deixei que os pés e a mente andassem ao sabor da maré, durante umas duas horas.
Como é inevitável, nestas circunstâncias, fui atraído para o rio Mondego que aqui desagua e para o mar, com praias de tanta fama, de areais a perder de vista.
Há sempre um momento que me encanta e me faz viajar por paragens de sonho. Quando dou de caras com a marina, com seus barcos e barquinhos, aí vou eu de abalada, mar fora, qual navegador sem rumo certo. É que, tenho a certeza, nas minhas veias, baloiçam navios desde a hora em que nasci, com o som do oceano a entrar-me na alma.
No fim da jornada, junto à marina, exausto mas feliz, encontrei um novo bar. De traço simples, moderno e convidativo, foi oásis para recuperar da caminhada. Entrei, uma água refrescou-me o corpo e um café, saboroso, animou o meu espírito. Olhei então, mais serenamente, os barcos e barquinhos da marina, que ali repousavam com os seus aventureiros.
Tempinho de descanso para repetir quando voltar à Figueira da Foz. Antes de sair, dei os parabéns à jovem que, solícita, me atendeu, pelo espaço fresco e acolhedor que ali está à nossa espera.

Fernando Martins

Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 17 Junho , 2009, 09:28

PRAIA DA FIGUEIRA

Quem passa pela marginal da Figueira da Foz, com mar e areal à vista, não pode deixar de reconhecer que as pessoas fazem falta. O tempo ainda não se convenceu de que tem de se pôr a jeito, oferecendo cor, calor e alegria ao pessoal que gosta de banhos. Mas estou em crer que, mais dia menos dia, ele há-de surgir em força, para prazer de todos nós.

Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 17 Setembro , 2008, 14:14

Conforme prometi, passei hoje pelo CAE (Centro de Artes e Espectáculos) da Figueira da Foz. Para olhar o parque das Abadias, mas também para sentir o palpitar artístico desta cidade de encantos vários. Antes do café da manhã, no bar onde se respira tranquilidade, agora sem o incomodativo tabaco, passei por exposições de dois jovens artistas: Paula Ferrão e Rui Santos.
PAULA FERRÃO


Paula Ferrão, natural de Coimbra e licenciada em Artes Plásticas – Ramo Pintura, expõe Imagens Sem Título na Sala Zé Penicheiro. Curiosamente, Zé Penicheiro, natural da Figueira da Foz, está tão identificado com as paisagens, cores, traços, sombras e silhuetas da nossa Ria de Aveiro.
Paula Ferrão, usando uma técnica mista, teve como ponto de partido, como se lê no desdobrável promocional, a imagem fotográfica, apoiando-se no “ponto de vista de quem está por detrás da objectiva”.
Deixa-nos como desafio a descoberta do lugar da pintura perante a realidade da fotografia. Bom desafio este de Paula Ferrão, numa altura em que o choque (se é que ele existe) entre fotografia e pintura confunde as pessoas, quando confrontadas com as técnicas da manipulação da arte fotográfica, inúmeras vezes ensaiadas por diversos fotógrafos.
A artista pintou, neste caso, à volta do espaço real envolvido pelo imaginário claramente patente em rostos, cores e posições. Fico, agora, à espera que a Paula Ferrão dê o salto, deixando, progressivamente, os sinais do figurativo. A imaginação terá o seu lugar, mais tarde ou mais cedo, nesta artista. Uma exposição a ver, sem falta, até 21 de Setembro.
RUI SANTOS

Rui Santos, figueirense com apenas 17 anos de idade, apresentou Paisagens da Figueira na Sala Afonso Cruz. Não é todos os dias que podemos ver uma exposição de fotografia artística de um jovem com esta idade. E quando tal acontece, tenho realmente de me regozijar. Olhei, por isso, a sua exposição com redobrada curiosidade.
O Rui Santos manifestou interesse pela fotografia desde tenra idade. Em 2005, porém, a dedicação intensificou-se e hoje mostra uma maturação, que há-de crescer muito mais, porque tem obrigações que não pode descurar, por ama aquilo faz. Um artista nunca atingirá a plenitude, o que o leva, naturalmente, a colocar à sua frente metas cada vez mais altas.
Nesta mostra, que está patente até 30 de Setembro, há fotografias que revelam uma sensibilidade muito grande para captar cores, com o sol e o jogo de luzes e sombras a marcarem presença muito forte. A Figueira está ali, bem visível, com reflexos de um jovem que tem olhos para ver e arte para captar o que vê.

FM

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 16 Setembro , 2008, 13:10
Jardim interior do CAE

Da minha janela vejo o CAE (Centro de Artes e Espectáculos) da Figueira da Foz, por onde passarei hoje à tarde. Para além da tranquilidade que ali se respira, poderei ver algumas exposições, de que darei nota por aqui. Será uma curta semana, também com mar à vista e a perder de vista.


Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 27 Junho , 2008, 11:06
A frescura do jardim interior do CAE


Quando me encontro na Figueira da Foz, de passagem ou em férias, passo sempre pelo Centro de Artes e Espectáculos (CAE), voltado para o Parque das Abadias, de verde, de vários tons, permanentemente vestido. Estão, nesta altura, a ser recordados os seus primeiros seis anos de existência, com uma exposição fotográfica, que mais não é do que uma “síntese, em imagens”, da sua actividade cultural ao longo destes anos, como se lê no texto de apresentação da mostra, patente ao público até 15 de Julho.
São fotos de arquivo representativas de momentos altos da vida do CAE, mostrando artistas e personalidades, as mais variadas, do mundo da arte, da política e da cultura, nacionais e internacionais.
O CAE mora ao lado do Museu Municipal Dr. Santos Rocha e da Biblioteca Municipal. Trata-se de um edifício bem dimensionado e integrado no espaço envolvente, típico da Arte Contemporânea, projectado pelo arquitecto Luís Marçal Grilo, com espaços para todas as idades e para todos os gostos, de que destaco dois auditórios, salas de exposições, livraria e café-bar, com esplanada para o Parque das Abadias, de onde nos vem um ar fresco, tão apetecível nos dias de calor.
No exterior, para espectáculos de Verão, sobretudo, há um anfiteatro situado num jardim mais intimista.
Se vem de férias à Figueira da Foz, não se esqueça de passar por lá. Leve um livro, um jornal ou uma revista, tome um café e delicie-se com o ar diferente que lhe é oferecido. De graça, claro.

FM

Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 27 Junho , 2008, 10:55
O Forte de Santa Catarina foi construído nos finais do século XVI para reforçar a defesa da Foz do Mondego, fazendo parte, com a Fortaleza de Buarcos e o Fortim de Palheiros, do sistema defensivo do porto e da baía da Figueira da Foz e de Buarcos. Com estrutura triangular, tem três cortinas, um meio baluarte e dois baluartes. No seu interior há uma pequena capela dedicada a Santa Catarina de Ribamar, devendo-se a sua construção ao arquitecto Mateus Rodrigues.

Placa comemorativa do primeiro centenário da Guerra Peninsular


Do programa comemorativo dos 200 anos da Guerra Peninsular, destaco, para além de uma sessão solene nos Paços do Concelho, hoje, 27 de Junho, pelas 17.30 horas, presidida pelo Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, com a intervenção de dois oradores convidados, a inauguração, amanhã, 28, pelas 17 horas, de uma exposição, no Museu Municipal Santos Rocha, intitulada “Figueira da Foz e a Guerra Peninsular”. A seguir, às 19 horas, na igreja matriz de S. Julião, será celebrada a eucaristia, em memória das vítimas das Invasões Francesas, acompanhada pelo Coral David de Sousa.
No dia 29, domingo, pelas 11.15 horas, todos poderão assistir ao descerramento de uma Placa Comemorativa do Bicentenário da Tomada do Forte de Santa Catarina, seguida da recriação histórica dessa mesma tomada, pela Associação Napoleónica Portuguesa, com o Grupo de Recriadores Históricos do Município de Almeida. Depois será a abertura do Forte e a visita à Exposição Evocativa das Comemorações.
Em Agosto prosseguem as celebrações, com programa que tenciono divulgar neste meu espaço.

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