de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 07 Junho , 2010, 23:01

 

 

 

"Agora sim, há mais vida para além do défice orçamental"

 

Por Cristina Ferreira e Sérgio Aníbal

 

O economista diz que este deve ser o momento para realizar reformas que ponham a economia a crescer. Apenas reduzir o défice não chega. Leiam mais aqui.

 

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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 07 Janeiro , 2010, 19:06
O Presidente da República recomendou aos partidos com assento parlamentar que assumissem as suas responsabilidades, no sentido de vencermos a crise. O défice não pode continuar a crescer, sendo urgente, à semelhança das famílias,  gastar menos do que entra em casa no fim do mês. Temos de aprender a poupar em tudo, inclusive, não podemos  Deixar a luz do quarto acesa.


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Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 01 Dezembro , 2009, 12:21


Não passamos do blá blá blá


Ontem à noite ouvi economistas portugueses no Prós e Contras da Fátima Campos Ferreira, na RTP. Não vou aqui escalpelizar o que eles disseram, para não cair em lugares comuns de quem sabe muitíssimo pouco da macroeconomia. Nem da microeconomia sei, afinal. Mas como cidadão, acho que posso sonhar. E então sonho que um dia o Nobel da Economia tem de ser atribuído a um português, pela sua extraordinária contribuição para colocar Portugal, como vencedor de crises, no cume dos países que se posicionam no grupo dos que souberam encontrar caminhos de progresso, onde todos os portugueses têm trabalho e pão.
Ouvindo os economistas, sente-se que cada um tem resposta pronta para todos os nossos problemas, soluções simples para vencer défices, receitas mágicas para tirar o nosso País do atraso endémico em que vegeta há tantos anos. Falam com convicção, como quem tem na manga a receita curativa para os males económicos e outros que nos afligem.
Se eu fosse primeiro-ministro, chamava-os a todos para, em reunião magna, ditarem o caminho certo aos nossos políticos. É que, enquanto não fizerem isto, não passamos do blá blá blá. E quem sofre é o povo.

FM
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Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 27 Novembro , 2009, 14:12
Acabou-se a liberdade


«Já ninguém se entende no país dos brandos costumes e agora pegou a moda de todos acusarem todos. O país está a brincar com o fogo: não tarda nada esquece a importância do significado da palavra liberdade. E aí...

O regulador dos media, a ERC, vai investigar se existem interferências do governo no sector. Os juízes, por sua vez, querem saber se existe espionagem política no país. Todos se sentem vigiados, mas ninguém sabe se essa sensação é real. Ou melhor, o director do "Sol" acusou claramente pessoas ligadas ao primeiro-ministro de lhe terem prometido dinheiro (para os problemas financeiros do semanário que dirige) em troca de não publicar notícias sobre o Freeport. E um juiz de Aveiro sustenta que Armando Vara está envolvido em negócios obscuros. O que se passa neste país?»

Martim Avillez Figueiredo

Ler tudo aqui

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 22 Setembro , 2009, 19:19

1. Em documento de 21 de Setembro 2009, sobre a avaliação da crise e do desenvolvimento humano e económico europeu, a OCDE pede à Europa uma aceleração do ritmo das reformas estruturais. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) considera que a Europa teve agilidade em reagir à crise financeira do último ano mas não de forma determinada capaz de gerar reformas estimulantes. Considera o documento que para um crescimento sustentável da União Europeia depois da recessão se torna importante a aceleração das reformas. Vendo de fora, poderá parecer que tudo será uma questão de alta velocidade, mas as razões são mais complexas que a mera capacitação teórica de agilizar as reformas consideradas.

2. No mesmo dia, do outro lado do atlântico, nos Estados Unidos, a aceleração a mais na retoma faz gerar pânico. As subidas dos últimos meses têm-se apresentado bem superiores às expectativas realistas dos investidores, o que lançou a suspeita sobre a credibilidade e seriedade do andar da economia, conduzindo as bolsas a fechar no vermelho. Diz-se que «o mercado accionista está vulnerável. Existe uma multidão à espera de uma descida depois de um pico tão forte.» A instabilidade paira no ar e as tendências dos mercados reflectem os sentimentos das pessoas e das comunidades. Humanizando-se a economia, por trás das bolsas estarão sempre mãos e vontades que, de um lado do atlântico ou do outro, quererão descortinar a sustentabilidade ético-económica depois da crise.

3. Por vezes, destes relatórios da OCDE – como outro que já há dias apontava expectativas mais optimistas para Portugal (?!) –, até poderá parecer que tudo resultará num passe de mágica. Repete-se o refrão a aplicar: «reforço da inovação, aprofundamento do mercado único e passagem para uma economia com baixo consumo de carbono», eis as palavras-chave para a Europa. Quem dera que assim fosse… eis um assunto importante que diz respeito ao futuro de todos! Da palavra à obra!

Alexandre Cruz


Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 17 Setembro , 2009, 18:57

O efeito dominó espalhou o pânico

1. Foi há um ano que o quarto maior banco dos Estados Unidos faliu. O famoso banco de investimentos Lehman Brothres arrastou consigo o início galupante de uma crise que conduziu os historiadores da finança aos anos 30, momento da chamada grande depressão. O efeito dominó espalhou o pânico e proporcionou incertezas diante dos novos cenários ainda não previstos nos livros de economia recente. Da imprescindível ética que faltou muitos apontaram o fim de uma era que até à queda do muro de Berlim (1989) só admitia dois cenários, comunismo ou capitalismo. Confundia-se a parte pelo todo (queria-se substituir a constatada falta de seriedade ética no sistema de negócios pela limitação da liberdade de comércio concorrencial), como se o regresso a passados idos fosse agora o caminho a retomar.

2. Um ano depois da grande crise financeira já a distância vai permitindo uma visão mais crítica e com maior maturidade. Embora corre-se o perigo stressado, pelos sinais do levantar da economia mundial (normalmente para os mesmos!) do não amadurecimento necessário e das lições a tirar para ser impossível repetir tamanha amplitude de crise. De há um ano para cá, naturalmente, os Estados foram lançando mão salvadora para o cataclismo não ser maior. Mas a procura do equilíbrio dessa mão imprescindível exigirá atenção constante, não só por hoje ainda em todo o mundo se sentirem os efeitos nefastos da crise. Será tão importante a situada função reguladora dos estados (hoje transnacionais) como estes permitirem na base de regras claras a liberdade saudável dos sistemas de trocas de bens e serviços.
3. No dia aniversário o presidente norte-americano fez o discurso para não esquecer: a exigência de maior regulação dos mercados e supervisão do sistema financeiro. Dizer-se que «é necessário alterar as regras» após um ano poderá parecer que este ano nada se fez… Este foi o ano do SOS. Agora será o ano da consistência ético-jurídica impeditiva de crise(s)?

Alexandre Cruz

Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 06 Julho , 2009, 21:13

Ao longo do dia de Sábado, num seminário organizado pela CNJP, figuras como Laborinho Lúcio, Guilherme de Oliveira Martins, Ulisses Garrido ou Adriano Moreira reflectiram sobre a "Crise ética na economia e na política".
Tendo como ressalva a recusa de "euforias" ou "cruzadas" éticas (nas palavras de D. Carlos Azevedo ou de José Manuel Pureza) e sublinhando, portanto, a necessidade de actuar responsavelmente em vez de ideologicamente, ficou porém claro que já não há como defender a neutralidade axiológica do sistema económico vigente.
É imperativo denunciar a imoralidade de um modelo económico que tem vindo a aumentar as desigualdades, a causar profundas fracturas sociais e a pôr em risco até a sobrevivência humana no planeta.

Ler mais aqui

Editado por Fernando Martins | Sábado, 04 Julho , 2009, 13:20
Comissão Nacional
Justiça e Paz
promove seminário

A crise ética na economia e na política vai estar este Sábado em debate. A Comissão Nacional Justiça e Paz quer, através do seminário, reflectir sobre os comportamentos éticos de decisores, mas "aprofundar a arquitectura institucional que provocou a actual situação", centrou Alfredo Bruto da Costa, Presidente da CNJP, na abertura do seminário.
Ler mais aqui

NOTA: Actualização logo que possível


Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 03 Fevereiro , 2009, 17:57

Os graves problemas surgidos no BCP e, mais recentemente, no BPN e no BPP, são de natureza diversa. Mas têm um ponto em comum: nos três casos estão envolvidos paraísos fi cais (“off-shores”), suspeitando-se que por eles tenham passado iniciativas irregulares ou mesmo criminosas.
Muita gente percebe, hoje, que os “off-shores” representam uma injustiça fiscal - quem evita pagar impostos graças a esses paraísos fiscais não são os pobres nem a classe média. Pior do que isso, os “off-shores” tornaram-se uma via para a ilegalidade, incluindo a criminalidade organizada e o terrorismo.
Os atentados do 11 de Setembro foram financiados através de “off-shores”. Por isso, esperava-se uma acção eficaz para os eliminar, pelo menos, por parte da administração Bush, promovendo um esforço à escala global. Infelizmente, tal não aconteceu. Prevaleceram os interesses: os “off-shores” dão jeito a muita gente importante.
Será que a presente e gravíssima crise financeira, bem como o novo presidente americano, conseguirão avançar na eliminação mundial dos paraísos fiscais? Oxalá. Mas não sou optimista.

Francisco Sarsfield Cabral, in RR

Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 26 Janeiro , 2009, 12:08
Não sei se já todos os portugueses (para falar apenas de nós) se aperceberam, com realismo, da periclitante (para não dizer dramática) situação económico-financeira que estamos a viver. É certo que toda a gente fala de crise e não faltam os que, com rostos sérios, atiram para o ar propostas com garantias de milagres. Leiam “A solução da bendita crise”. Pode ser que vislumbrem algum optimismo.

Editado por Fernando Martins | Sábado, 29 Novembro , 2008, 12:05
Se há ciência que prima pela variedade de certezas (ou dúvidas?), a economia é uma delas, andando de braço dado com a política. O que uns defendem outros condenam. Por isso, acho que importa ler o possível para nos decidirmos pelo que acharmos melhor. Às vezes podemos acertar.
"Em Portugal, Teixeira dos Santos diz que o Governo vai estimular a economia através do investimento público. Ou seja, vai desperdiçar dinheiro em projectos de duvidosa rentabilidade que já eram contestados antes da crise financeira. As debilidades da economia portuguesa são conhecidas. O peso do Estado é elevado, os serviços públicos de saúde e educação são ineficientes, a justiça não funciona e o sector privado está sobrecarregado de impostos e de burocracia. Perante isto, o Governo recorre à solução fácil de atirar dinheiro para a economia, agravando o défice e o endividamento público."
Ler ESTÍMULOS de João Miranda, Investigador em Biotecnologia

Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 14 Novembro , 2008, 12:53
A notícia, que acabo de ler no JN, é triste, porque da falência dos Estaleiros não restou nada para indemnizar os ex-trabalhadores. Mas também é triste saber-se da morte de um estaleiro naval que foi, durante décadas, o sustentáculo económico das famílias de uma terra, S. Jacinto. Também das terras vizinhas, das Gafanhas, Aveiro, Ílhavo, Pardilhó e Murtosa, entre outras.
Depois, a conjuntura (a eterna culpada) ditou a morte dos Estaleiros, a que o seu fundador, Carlos Roeder, não teve o desgosto de assistir.
Os Estaleiros tinham muito trabalho e muitos trabalhadores. Bastantes deles, das Gafanhas, deixaram a lavoura e outros ofícios para ingressarem naquela unidade industrial. Sempre era um salário certo, disseram-me alguns. E era verdade. Porém, as “economias”, quando não conseguem adaptar-se às circunstâncias, dão nisto: falências que deixam ex-trabalhadores sem qualquer indemnização. Claro que o Estado não pode olhar para estas situações. Mas se for um Banco...

Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 03 Novembro , 2008, 13:47
Onde está a sociedade justa e solidária?
O Governo de José Sócrates decretou a nacionalização do BPN, garantindo que os clientes não serão afectados nos seus depósitos. A CGD vai controlar a situação, depois de terem sido descobertas graves irregularidades, com negócios paralelos e à margem das leis. Que se saiba, os administradores fraudulentos ainda não terão sido incomodados. O Banco de Portugal, que tinha por missão estar atento à vida do banco e de todos os bancos, não deu por nada, ao longo dos anos. A onda avassaladora do liberalismo económico, sem alma e sem regras, deu nisto. O que virá a seguir?
Quando se fala de nacionalizações, em áreas fundamentais da vida económica, muita gente grita que estamos a cair numa sociedade colectivista, que ofende a liberdade e a propriedade privadas. Agora, face à crise que o liberalismo sem regras gerou, pondo em risco os bens, as poupanças das pessoas e até as suas pensões de reforma, todo o mundo se cala, achando bem que o Governo nacionalize o BPN.
Não sei, ninguém sabe, onde está a sociedade justa e solidária. O comunismo real e o capitalismo selvagem faliram. Os economistas não encontram soluções credíveis. Estamos todos suspensos de alguém que nos indique o sistema político-económico que promova o bem comum, a justiça social e a liberdade.
E como já vai sendo hábito, os administradores habilidosos e fraudulentos continuarão por aí impunes. Um desgraçado qualquer que seja apanhado a roubar um pão para matar a fome corre o risco de cair na cadeia, sem apelo nem agravo.

FM

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 21 Outubro , 2008, 14:46

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 07 Outubro , 2008, 14:26



Na história recente têm-se multiplicado os problemas sociais. De repente, quando todos imaginamos que o mundo rola sobre rodas afinadas, caem sobre nós os dramas de muitos povos, com catástrofes, crises económicas e sociais que ninguém soube prever nem evitar. Há tempos, sem que alguém o esperasse, a subida do petróleo disparou para valores inimagináveis. Com essa subida, toda a economia ficou baralhada, deixando os investidores confusos e os trabalhadores preocupados. Presumo que poucos possam imaginar os reflexos dessa subida de preços na vida das pessoas, sobretudo nas que vivem exclusivamente do seu trabalho ou das suas pensões de reforma.
Agora, aí temos a falência de bancos e de outras estruturas paralelas a afectarem o quotidiano de imensa gente, ao ponto de todos começarmos a olhar uns para ou outros, como quem espera respostas para as dúvidas em relação ao futuro. Infelizmente, não vejo quem possa apontar soluções para se ultrapassar a crise. O desespero invade o homem comum. A dúvida está em saber onde se encontra a porta certa para tranquilizar as pessoas. As políticas e os políticos começam a ficar confundidos. As reuniões e as decisões multiplicam-se, mas a crise está para ficar. E nós, com o velho hábito de acreditar que o mal só acontece aos outros, temos de começar a pensar que também nos pode chegar um dia destes. Com a economia, como é conhecido, a dominar tudo e todos.

FM
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