de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Sábado, 24 Abril , 2010, 09:00

 

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Nós, os da beira mar, trazemos barquinhos na alma. Barquinhos de todas as cores e feitios. Umas vezes quietos, reflectindo paz e harmonia, outras vezes tremendo de frio. E com eles ou neles vamos de terra em terra à cata de sonhos lindos que sempre esperam por nós.  

Bom fim-de-semana.

 

FM

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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 27 Agosto , 2009, 11:11

O barquinho solitário que vi um dia destes levou-me a pensar que às vezes mais vale estar só que mal acompanhado. Por estar só é que eu apreciei o barquinho. Se houvesse outros, quiçá maiores, nem daria por ele. E ali estava a viver solidão? Descanso? Abandono? Espera? Ou esquecido?
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Editado por Fernando Martins | Sábado, 30 Maio , 2009, 11:48

Não deixeis desaparecer o moliceiro,
porque nele está a alma aveirense

«O presidente da República, Cavaco Silva, apelou ontem à defesa do barco moliceiro, no discurso que proferiu na sessão comemorativa dos 250 anos de elevação de Aveiro a cidade, que decorreu nos Paços do Concelho.
"Não deixeis desaparecer o moliceiro, porque nele está a alma aveirense", disse o presidente da República, assinalando que "preservar a identidade atrai os visitantes e cria os alicerces em cima dos quais se constrói o futuro".»
.
Jesus Zing
Leia mais no Jornal de Notícias
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Editado por Fernando Martins | Sábado, 28 Março , 2009, 10:53

Vaga a origem, futuro incerto

Ur-Mesopomâmia, talvez a origem...
Talvez a origem dos barcos moliceiros.
Talvez Tartessos dos velhos marinheiros,
Névoas de génese que não me afligem.

Mais me atormenta o porto da viagem,
O passado recente das Gafanhas, Murtosas,
Os painéis e legendas, ingénuos, escabrosas,
Cisnes, pastos bravos, maçaricos, miragens.

O chiste, os pés doridos, a vela, a gaivota,
Moliço, maresia, o lodo e o patacho,
Ancinho na lama mole... Mas eu acho
Que tão vária imagem meus sonhos enxota.

Como a um bando de belos flamingos
Tão leves, esbeltos, talvez comendo crico.
E as viagens-miragens passam e eu fico
A cismar no futuro... desses barcos lindos.

O.L.

Timoneiro, Janeiro de 1989
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Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 07 Janeiro , 2009, 00:04
Bateira berbigoeira (Foto do blogue Marintimidades)

Tenho para mim que nas Gafanhas, como, aliás, na beira-ria, não falta quem aprecie as embarcações tradicionais, muitas delas a marcarem presença nos museus, por terem caído em desuso. Outras ficarão a apodrecer em qualquer canto, sem honra nem glória, pelo desinteresse de quem poderia cuidar destas riquezas do nosso património histórico e cultural. Fico sempre agradado, no entanto, quando vejo que alguém se ocupa destes assuntos que a todos nós dizem respeito. Hoje, por exemplo, ao visitar o Marintimidades (ver aqui ao lado), tive o prazer de ler uma história muito bonita sobre a bateira berbigoeira, protagonizada por dois apaixonados pelo mundo do mar, da ria e dos barcos. Leiam-na, por favor.
FM

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