de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Domingo, 03 Maio , 2009, 19:02






VOA A GRANDE ALTITUDE

Não fiques na praia
com o barco amarrado
e medo do mar.
Tudo aqui é miragem
mas na outra margem
alguém a esperar.

Como onda que morre
sozinha na praia
não fiques brincando.
No mar confiante
ensina o teu canto
de ave voando.

Voa bem mais alto
livre sem alforge
sem prata nem ouro.
Amando este mundo,
esta vida que é campo
e esconde um tesouro.

Ninguém te ensinou
mas no fundo tu sentes
asas para voar.
Nem que o céu se tolde
e as nuvens impeçam
tu não vais parar.

Há gente vivendo
tranquila e contente
como eu já vivi.
És águia diferente
céu azul cinzento
Foi feito p’ra ti!

Editado por Fernando Martins | Domingo, 03 Maio , 2009, 18:02
DEUS no meio de nós

Bispo de Aveiro e Reitora da UA

SINAIS POSITIVOS


Quem pôde contemplar a multidão, com mais de dez mil pessoas, marcadamente académica, não deixa de registar sinais positivos em dia de festa, festa grande, envolvendo os finalistas que estão de partida para uma vida nova, carregada de sonhos e de esperanças. Eu pude estar numa posição privilegiada, para apreciar esses sinais que hão-de deixar marcas indeléveis nos corações de quem está de saída e dos que se preparam para a caminhada final, provavelmente daqui a uma ano.




O SOL: O Rei Sol brindou a festa com os seus raios luminosos e quentes. Ao jeito de quem se quer associar à alegria dos que começam já a sentir saudades de Aveiro e das suas gentes, da Universidade e dos seus professores, dos colegas e das amizades conquistadas para a vida. O Sol radioso levou ao rubro o calor humano que na Bênção se experimentou.


OS CHAPÉUS VERDES: Os chapéus verdes que todos ostentavam não eram só para proteger a multidão dos raios solares. Eles mostraram à saciedade a esperança que cada um sentia ser sua obrigação levar de Aveiro. Cursos concluídos, importa agora assumir a luta da vida, com muita coragem, mas também com determinação de contribuir para um mundo melhor, porque mais solidário.


AS CAPAS NEGRAS: O símbolo da academia, traje e capa negra, significa, na mancha homogénea que tudo isso provoca, o espírito de igualdade e de fraternidade que caracteriza a massa estudantil. Todos iguais, todos irmanados. Todos conscientes de que a unidade é hoje essencial à vida, na diversidade de mentalidades. Para se passar do sonho à realidade, temos de ultrapassar inúmeros obstáculos, que nos oferecem desafios dignos da nossa determinação e coragem.


A ÁGUA: Andemos por onde andarmos, em festas e mais festas onde se bebe de tudo, importa regressar à água purificadora, que lava e que mata, realmente, a sede. A água, que todos, ressequidos pelo sol escaldante, pudemos beber, chegou na hora certa, em dia de festa grande. Em dia de Bênção, como baptismo regenerador.
AS FAMÍLIAS: As famílias dos finalistas associaram-se em grande número. Como não podia deixar de ser. É na família que nos sentimos bem. Ela ainda é o berço do amor, o ponto de encontro, o lugar do retorno, o suporte para as dores e dificuldades, o espaço para a alegria, a fonte de muita sabedoria. Embevecidos, ramos de flores a jeito para os seus finalistas, ali estavam pais, mães, irmãos, namorados, namoradas, maridos, esposas, filhos, amigos. Famílias para comemorar a chegada a uma meta. Outras se hão-se seguir.




A ALEGRIA: A alegria, a rodos, incontida, estava patente nos rostos e expressões de todos. Eu bem a pude apreciar. Gestos expansivos, gritos de triunfo, braços no ar agitando pastas e fitas, símbolos de cursos oferecidos a Deus, com palavras de agradecimento e de esperança no futuro. Olhares de felicidade, abraços de emoção. Certezas de vitórias alcançadas.
DEUS NO MEIO DE NÓS: A agitação da vida pode afastar-nos, porventura, do divino. Mas há sempre, se quisermos, o momento de nos aproximarmos de Deus. No seu seio há um lugar para cada um de nós. E eu penso que os milhares de finalistas e alunos sentiram neste dia, através da mensagem do Bispo de Aveiro e da alegria fraterna que os unia, a presença de Deus, fonte de todos os dons e de toda a sabedoria que nos eleva para o alto.

Fernando Martins

Editado por Fernando Martins | Domingo, 03 Maio , 2009, 17:09


UM HINO À VIDA E UMA FESTA
À OUSADIA DA ESPERANÇA


“Um hino à vida e uma festa à ousadia da esperança são, sem dúvida, o sentido mais belo da Bênção dos Finalistas e a certeza maior que aqui nasce”, afirmou o Bispo de Aveiro, D. António Francisco dos Santos, na homilia da eucaristia a que presidiu, hoje, 3 de Maio, na alameda da universidade aveirense, com a participação de mais de dez mil pessoas, entre finalistas, alunos, familiares, amigos, professores e empregados.
D. António Francisco sublinhou que “o horizonte do sonho [de cada um] não se esgota hoje nem se circunscreve a esta bela moldura humana e à alma que a habita e anima”, mas “ganha aqui dimensão de futuro”. Porque, afinal, “a esperança que deu sentido a todas as horas da vida de estudante torna-se, hoje e aqui, uma encantadora realidade e transforma-se em compromisso humano, profissional, cultural e cristão de cada um”, disse.
Recordou que o tempo de Universidade foi “o tempo essencial e insubstituível” para se aprender a assumir “as exigências da vida, a descobrir as energias positivas dos obstáculos, a transformar as dificuldades em possibilidades e as crises em oportunidades”. E garantiu: “O tempo da Universidade treinou-nos, pelo trabalho sério, pela investigação exigente, pelos desafios da vida em cada dia encontrados, para sermos capazes de decisões clarividentes, de compromissos cheios de audácia, de contributos inadiáveis e de respostas solidárias ao serviço das causas da dignidade humana, da valorização da vida, da consolidação da família, do desenvolvimento científico, do progresso económico, da justiça social e da paz.”
O Bispo de Aveiro alertou para a necessidade de reinventarmos “a solidariedade, com ousadia e com perseverança”, frisando que a Universidade é, também, “escola de sabedoria, de diálogo e de solidariedade, onde se aprendem os conhecimentos necessários e se descobrem os valores perenes que abrem caminhos de esperança ao futuro de todos nós”.
Fernando Martins

Editado por Fernando Martins | Domingo, 03 Maio , 2009, 16:36

A hora do Compromisso

1. A 3 de Maio 2009, Domingo que também assinala o Dia da Mãe, no encerramento da Semana Académica e no acolhimento da vontade expressa dos finalistas das instituições de Ensino Superior aveirenses (UA, ISCA-UA, ESTGA-UA, ESS-UA, ESAN-UA, ISCIA, IPAM, ISCRA), decorreu na nobre e emblemática Alameda da UA a celebração académica da bênção dos finalistas. Momento especial, plural e significativo de partilha de gratidões e esperanças para com todos os que tornaram possível o terminar desta etapa da vida. Desde tempos antigos que se consagrou de modo assinalável o momento de “partir” após estudos, daí derivando compromissos éticos e sociais. Lembre-se o juramento de Hipócrates. No nosso tempo, quando um doutorado honoris causa é reconhecido de mérito ele apresenta a sua oração de agradecimento. Hoje, ao terminar a etapa do curso, hora de partir como profissionais no espírito de serviço, os finalistas de Aveiro escreveram e proclamaram a sua ORAÇÃO DE COMPROMISSO:
2. Amar, respeitar, auxiliar e compreender todos aqueles que farão parte da nossa caminhada de vida, conhecendo a importância de caminhar em grupo, assumindo a colaboração com os outros como um valor essencial cada dia; dar o nosso melhor nesta nova etapa, conhecendo e vivendo o sentido da ética de responsabilidade, pondo em prática tudo o que aprendemos na vida académica e mostrando que somos capazes de utilizar todos os conhecimentos na promoção da dignidade da pessoa humana; enfrentar com confiança os obstáculos e quedas, tendo a certeza que Tu, Deus-Amor, estás ao nosso lado, pronto para nos apoiares e nos ajudares nas decisões mais difíceis e nos momentos de maior fragilidade; e não permitas, Senhor, que esqueçamos o verde da esperança, que durante estes anos nos inspirou e hoje enche os nossos corações, e auxilia-nos a cumprir todos os dias da nossa vida a grandeza do ideal que assumimos, perante todos, neste maravilhoso dia!

Alexandre Druz
(03-05-09)



Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 29 Abril , 2009, 18:17

1. Esta quadra do ano é assinalada, de norte a sul do país e também em Aveiro, pelo espírito festivo dos estudantes, no seu diálogo com a sociedade envolvente e na manifestação pública da força das academias. Como se diz, tendo de haver tempo para tudo, trata-se de uma época saudável de festa, de encontros partilhados nos mais variados níveis, da cultura ao desporto, da música aos tradicionais cortejos académicos, passando pelos festivais de Tunas (o magnífico FITUA!), entre nós concluindo a Semana Académica com o momento celebrativo da bênção dos finalistas. Cada momento de festa, como cada dia, merecerá a melhor atenção; mas não poderá nenhum momento isolado infeliz diminuir o sentido comunitário das festas académicas.
2. O olhar crítico e derrotista poderá dizer que “não estamos em tempo para festas”. Com esta visão menor nunca se avançaria nada para lado nenhum. Tudo na justa medida terá o seu lugar e esta expressão de tradição típica nossa acaba por ser um sinal de vitalidade das gentes das próprias comunidades académicas. Pode-se aplicar a mesma mensagem das festas populares dos nossos lugares e nas nossas gentes: quando já não existir sequer motivação para estas realizações será sinal de comunidade sem laços comuns, desagregação do sentido de unidade colectiva. A festa nunca dependerá (essencialmente) da fartura ou crise económica, mas da vontade e motivação das pessoas e este é um valor inestimável a preservar. Querer será poder!
3. O rasgo de criatividade que percorre o país nas festividades dos estudantes do Ensino Superior também poderá ser um “ar fresco” de estímulos positivos e enérgicos… Diria o outro que de nada vale o “chafurdar” na crise! O tempo da vida é dom único, o valor mais precioso do mundo. Um tempo de pausa convivial nunca foi nem será incompatível com o rigor e o compromisso dedicado, mas também um desafio de frescura e qualidade lançado a todos. Aveiro é nosso e há-de ser! Assim seja!

Alexandre Cruz

Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 29 Abril , 2009, 11:59
Mensagem do Bispo de Aveiro

Bispo de Aveiro na Bênção dos Finalistas de 2008 (Foto do meu arquivo)



CONFIANTES NO FUTURO
AGARRAI O PRESENTE COM DETERMINAÇÃO


A festa da bênção chegou, finalmente! É um dia feliz e promissor, pólo de convergência de esforços e lazeres, de êxitos e fracassos, início de uma aventura que se deseja ainda mais feliz e afirmativa. É uma data assinalável na vida académica que encerra um ciclo de sonhos e abre horizontes novos a uma outra fase repleta de aspirações e ansiedades. É uma oportunidade única e solene na história da vossa afirmação pública que vos ajuda a assumir a complexidade do presente, a reconhecer o valor do passado e a dar largas às dimensões do futuro.

Por isso, a quereis celebrar com entusiasmo confiante, na companhia dos vossos familiares e amigos, em campo aberto e espaço público, de forma livre e assertiva, na presença de colegas e outros membros da instituição académica; por isso, a quereis celebrar em assembleia cristã que realiza a eucaristia dominical a que presido com a maior alegria.

Conseguistes! Podeis afirmá-lo com a certeza da experiência feita no dia-a-dia que, de vez em quando, teve de enfrentar surpresas e recriar energias. Aprendestes a assumir os desafios da vida, a descobrir as energias positivas dos obstáculos, a transformar as dificuldades em possibilidades e as crises em oportunidades; por isso, à ciência e à tecnologia, sempre apreciáveis, fostes juntando a sabedoria da relação humana, do valor das coisas, da riqueza do tempo, do alcance das opções, do sentido da vida; aprendestes a viver o dinamismo da esperança e a ética da responsabilidade. Aprendestes e quereis testemunhá-lo! Parabéns e oxalá que esta sabedoria vá crescendo com os anos, com o exercício competente de uma profissão responsável, com a cooperação em serviços de cidadania, com o envolvimento em acções de voluntariado.

A maneira construtiva de estar e intervir na sociedade relaciona-se muito com esta sabedoria aliada às outras capacidades e competências que humanizam a pessoa e desvendam o sentido da vida e da história. Sem uma visão englobante e sábia, fica-se prisioneiro de um saber específico, sectorizado, parcelar, desarticulado do conjunto social. E fica em risco a qualidade da sociedade e das suas múltiplas instituições que dependem, em grande parte, da consciência cívica dos seus membros em relação ao bem comum e da competência dos seus responsáveis nas áreas que lhes estão confiadas. Aliás o futuro harmónico da sociedade – como o demonstra a história recente - depende mais daquela sabedoria do que das competências científicas e técnicas.

Conseguistes! E haveis de conseguir ao longo da vida a realização superior do vosso ideal: ser feliz e fazer felizes os outros, aprender a saber e comunicar sabedoria, afirmar a individualidade e reforçar a sociabilidade, valorizar o que se alcança e dar alento ao que se deseja, escutar a voz da consciência onde ressoa a vibração dos sons do Transcendente, do Deus de Jesus Cristo, nosso amigo e confidente. Oxalá possais contar com o apoio indispensável para tão legítima aspiração e ousada ambição. Oxalá tenhais coragem de procurar grupos e associações que correspondam aos vossos anseios e proporcionem espaços de diálogo que facilitem o encontro de respostas. Contai com a disponibilidade da Igreja e dos seus movimentos apostólicos. Este serviço de acolhimento e busca faz parte da sua missão.

Caros finalistas, como experimentastes ao longo do vosso curso, não se pode viver sem esperança. É ela que garante o dinamismo da vida. É ela que perspectiva o presente rumo ao futuro. É ela que recarga energias para prosseguir esforços. Mas a esperança precisa de um fundamento sólido e de um horizonte iluminado, de uma rocha que lhe sirva de âncora e de um ideal que lhe proporcione o feixe de luzes do farol.

Que possais viver esta segurança na liberdade e alcançar esta luz na verdade, é o meu desejo sincero no dia feliz da festa da vossa bênção que, espero, se há-de prolongar por muitos anos.

Aveiro, 3 de Maio de 2009
António Francisco dos Santos,
Bispo de Aveiro
NOTA: Antecipo a publicação da Mensagem do Bispo de Aveiro, para uma maior vivência da festa e Bênção dos Finalistas.

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 28 Abril , 2009, 15:43

Domingo, 3 de Maio, 11 horas, na Alameda da Universidade

Finalistas de 2008 (foto do meu arquivo)

UM PASSO NO FUTURO

Antes de partir, a nossa mesa redonda!

Num tempo que voou,
Porque o vivemos a brilhar,
Foram anos, trabalhos,
cadeiras e canseiras sem parar!

A todos, foram imensos,
Eis chegada a hora de reconhecer:
Olhar para trás, sentir o vencido mar,
À Ria, às gentes de Aveiro agradecer!

E se ao futuro a incerteza pertence
Na hora sempre sofrida de partir,
Fica-nos o sabor bem especial
Da arte da esperança sentir!

A Bênção é a nossa festa especial,
Finalistas da academia vamos cantar!
É o dia da unidade e grito maior
Que nos leva aos céus a Deus louvar!

Será, em mesa universal, a aula maior
Onde a abundância da paz todos encanta…,
Símbolos e Cursos, na Alameda, projectam o melhor…
O sonho, o futuro, triunfo de agiganta!

cobef comissão bênção dos finalistas

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