de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 01 Abril , 2010, 08:53

 

 

 

Dia das mentiras - 1 de Abril

 

 

Maria Donzília Almeida

 

 Diz-se que o Dia das Mentiras teve a sua  origem na França, onde, a partir do séc XVI, se costumava comemorar o Ano Novo no dia 25 de Março, data em que tinha início a Primavera. Os festejos tinham a duração de uma semana, acabando no dia 1 de Abril.

Depois da adopção do calendário gregoriano, em 1564, o rei Carlos IX de França alterou o início do ano para 1 de Janeiro.

Alguns Franceses, resistentes à mudança, continuaram a celebrá-lo no dia 1 de Abril, seguindo o calendário antigo. Aproveitando-se desse facto, houve pessoas com espírito brincalhão e brejeiro que passaram a mandar presentes estranhos e a fazer convites para festas fictícias, nesse dia.

Para os Ingleses, ficou conhecido como The Fool’s Day, ou Dia dos Tolos.

Ainda tenho gravadas, na memória, algumas partidas que pregava a amigos e familiares e o gozo que isso me dava. Eram brincadeiras mais ou menos inocentes, em que todos se embrenhavam com expectativa e  regozijo.

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Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 29 Março , 2010, 21:30

 

 

 A nova era do Porto de Aveiro

 

Alexandre Cruz

 

 

 

1. Decorreu há dias a inauguração da ligação ferroviária ao Porto de Aveiro. Momento solene de registo histórico (27-03-2010) que marca uma nova era para a instituição e, pela sua grandeza estratégica, também para a região. Do pensamento de 30 anos, a ligação foi concretizada em 30 meses, esta a afirmação mais sublinhada que procurava unir as ideias às práticas da capacidade de realização humana. Aveiro, Ílhavo e a região, sentiram este dia como seu, na vivência de um momento talvez comparado como quando pela primeira vez o comboio entrou em Portugal, ou semelhante à inauguração de uma ponte quando se estabelece uma nova ligação.

 


Editado por Fernando Martins | Sábado, 27 Março , 2010, 10:14

A pedofilia na Igreja Católica

 

Anselmo Borges

 

 

 

 

Na semana passada, fui abordado por vários jornalistas sobre a calamidade dos padres pedófilos. Que achava? A resposta saía espontânea: "Uma vergonha." Aliás, no sábado, apareceu, finalmente, a Carta do Papa, na qual manifestava isso mesmo: "vergonha", "remorso", partilha no "pavor e sensação de traição".

 

O pior, no meio deste imenso escândalo, foi a muralha de silêncio, erguida por quem tinha a obrigação primeira de defender as vítimas. Afinal, apenas deslocavam os abusadores, que, noutros lugares, continuavam a tragédia.

 

Há na Igreja uma pecha: o importante é que se não saiba, para evitar o escândalo. Ela tem, aliás, raízes estruturais: o sistema eclesiástico, clerical e hierárquico, acabou por criar a imagem de que os hierarcas teriam maior proximidade de Deus e do sagrado, de tal modo que ficavam acima de toda a suspeita. Mas, deste modo, aconteceu o pior: esqueceu-se as vítimas - no caso, crianças e adolescentes, remetidos para o silêncio e sem defesa.

 

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Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 26 Março , 2010, 11:53

 

 

 

Eu sonho uma Igreja outra (1)

  António Marcelino

 

 

Sonhar acordado um sonho grande e possível não é esperar que as coisas aconteçam. É lutar para que aconteçam. Pela dedicação própria, que não só a dos outros.

Nasci, fui catequizado e formado, ordenado padre e lançado na luta da vida pastoral, na Igreja pré-conciliar. A mesma Igreja de Cristo, ontem e hoje, que amo como mediadora do projecto salvador do Pai. Porque o sonho é meu, deixem-me falar de mim.

Sei quanto esta Igreja sempre me ajudou e me ajuda, como mãe e mestra, por seus membros e pela sua história. Sei como me ensinou e estimula, como serva e pobre, a ser padre para todos, sem restrições, nem descontos, nem desencantos.

 

 

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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 25 Março , 2010, 20:26

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O histórico coro virtual
 

Por Alexandre Cruz

 

1. O momento histórico foi a 24 de Março de 2010. Crianças de doze países participaram no cantar do tema «Lux Aurumque» dirigido pelo maestro (virtual) Eric Whitacre. Uma experiência, ao que parece inédita, no campo musical e que se poderá transferir para outras esferas da vida social e cultural global. Os comentários mais apreciadores um pouco por todo o mundo qualificam o resultado de «impressionante» e «surpreendente», mostrando bem as potencialidades positivas das novas tecnologias e do chamado mundo virtual. O YouTube regista o momento histórico das 185 vozes a uma só voz, todos em palco como se fosse real e um maestro situado no seu lugar expressando o ritmo de uma nova ordem de produção cultural com ecos socio-globais.

 


Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 24 Março , 2010, 20:00

 

O  afunilamento económico?

 

Por Alexandre Cruz 

 

1. O já famoso assunto do PEC (Plano de Estabilidade e Crescimento) interessa a todos. As acções propostas no programa e as reacções emitidas ao PEC mostram bem como à medida que passam os anos e as décadas, com os elementos surpreendentes da nova ordem económica, parece que esta rede truncada se vai fechando na questão económica. Não se duvida da importância de uma gestão rigorosa, justa, ética, sustentável, que garanta o futuro. Mas parecemos enredados num nó que teima em desatar: um apertar de cinto que não desaperta a ponto de, não se duvide, a questão da sobrevivência para uma multidão de gente ser mesmo a dura palavra de ordem.

 

  

2. Ao longo das últimas décadas foram-se procurando lançar visões inovadoras da economia e mesmo em vez de falar em «economia» procurou-se abrir esta noção à riqueza que a ideia de «desenvolvimento» contém. É certo que não se pode viver fora do mundo e a micro ou marco gestão obriga ao reforço de medidas que, por sua vez, reforçam os apertos antigos, aqueles que se vão arrastando de ano para ano. Uma bitola parece que se foi mantendo e que no nosso país continua a acentuar a desigualdade social: o facto dos pequenos passarem a ser mais pequenos, estando-lhes o cinto num aperto interminável. A par desta regra, também outra: a de que mesmo com todas as crises os pacotes de férias de Páscoa já parecerem a caminho de esgotar!

3. Estamos no Ano Europeu contra a Pobreza e a Exclusão Social. Estamos num ano depois do safanão da crise financeira mundial. Estamos na Europa da profunda crise económico-social grega. Vemo-nos gregos, e as lições da memória e do tempo tardam em ser transferidas para novas possibilidades em ter sabedoria capaz para tirar partido da crise para um desenvolvimento mais capaz. Como inventar e vencer a inércia? Como viver para além da economia, mas tendo a “casa” arrumada? É pouco só sobreviver; quanto mais se afunila mais estreito parece ser o caminho. Bem-vindo o retorno do comércio solidário? Troca por troca. Um retorno inovador!

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Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 24 Março , 2010, 16:40

 

 

"A comunicação social

vive um período fascinante e perverso"

 

Dinis Manuel Alves é professor de Comunicação Social em Coimbra e Aveiro (no ISCIA) e responsável pela comunicação da APA (Administração do Porto de Aveiro). Parte do trabalho que desenvolveu para doutoramento em Comunicação Social, concluído em 2005, acaba de ser publicado com o título “A informação ao serviço da estação. Promoções, silêncios e desvirtuações na TV” (ed. Mar da Palavra) – um livro importante para entendermos o que os telejornais nos transmitem. Entrevista conduzida por Jorge Pires

 

 

 

CORREIO DO VOUGA - O título do seu livro é “A informação ao serviço da estação”. Em termos de princípios e ideais, não devia ser precisamente o contrário?

MANUEL DINIS ALVES - O antetítulo denuncia ao que venho: “Promoções, silêncios e desvirtuações na TV”. Refere-se ao facto de as estações utilizarem os telejornais para promoverem produtos da casa ou do grupo a que pertencem e desvirtuarem a informação. É uma denúncia ao que se passa no jornalismo televisivo.

 

Este livro é o resultado de uma longa investigação…

A tese foi defendida em Abril de 2005, na Universidade de Coimbra. Analisei o circuito de alimentação das notícias tendo por base os telejornais das generalistas SIC, RTP1 e TVI mais a RTP2. A tese chama-se “A Agenda, montra de outras agendas. Mimetismos e determinação da agenda noticiosa televisiva”. O que eu provo na tese é que, ao contrário do que o cidadão pensa, o que passa na informação da televisão é determinado por agendas prévias dos jornais e das rádios. A televisão domina a actualidade, mas na prática faz um jornalismo de animação daquilo que já foi dado antes.

 

Chega a conclusões a partir de observação “no terreno”.

Durante cinco semanas estive a observar as redacções. Passei uma semana em cada redacção dos quatro canais mais uma na RTP-Porto. Foi uma espécie de tropa. Eu entrava com o primeiro jornalista e saía com o último. Acompanhei todo o processo de produção e lancei um inquérito de cerca de uma centena de perguntas aos trezentos profissionais. Tinha ainda sete gravadores de vídeo em casa, que gravaram quatro mil e tal telejornais para analisar.

 

 

 


Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 24 Março , 2010, 11:47

 

 

Gatos, cães e pessoas na crónica do humorista

 

Por António Marcelino

 

“É um povo que nutre mais respeito pelos animais que pelos humanos, como aquelas pessoas que alimentam os gatos vadios, mas enxotam os sem-abrigo”. Assim, na crónica do humorista José Diogo Quintela (“Pública”, 07-03-2010).

Dir-se-á que o humorista está a falar dos Na´vi, esse povo especial do filme “Avatar”. Mas os humoristas não são inocentes no que dizem e escrevem, mesmo que tenham que dar algumas voltas na conversa. São como os contemplativos, que vêem para além do que vista alcança.

“A rir se castigam os costumes”, já diziam os antigos romanos.

É verdade que cães ou gatos, excluídos sociais ou apenas pobres do dia-a-dia, não ocupam o mesmo lugar na lista das prioridades de alguma “gente de bem”.

Os animais, quaisquer que sejam, merecem respeito, mas não são sujeito de direitos no mesmo sentido das pessoas. Devem tratar-se bem, mas não passam de animais, mesmo se parecem dotados de inteligência e de sentimentos e a pedir meças a muitas pessoas.

Tudo isto pode trazer ao de cima o problema da pobreza que por aí reina. Teoricamente, ela poderia ser debelada por completo se no mundo não houvesse pessoas. Muitos animais são mais solidários que muitas pessoas.

Por isso mesmo, sempre haverá quem enxote os sem abrigo e alimente os gatos e os cães vadios…

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Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 23 Março , 2010, 19:43

Paradigmas e comportamentos

Por Alexandre Cruz

 

1. É bom sentirmos que determinadas épocas são forte estímulo ao aprofundamento e progresso da reflexão. Sem ideias as acções não atingem a qualidade desejada, e a reflexão é esse lugar especial de apuramento de novas metas a atingir. Neste contexto, o tempo de preparação da Páscoa é oportunidade privilegiada para que a vivência festiva tenha autêntico significado pessoal e social, para que não seja só a tradição a conduzir os valores pelos quais e nos quais se procura alicerçar a vida. Que bom seria que, acompanhando os tempos fortes do ano e as quadras festivas mais expressivas, fosse sempre despertado o momento de se apurar conteúdo que dá sentido à vida e inspiração aos desafios.


Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 23 Março , 2010, 18:36

 

 

Custos descabidos

Por JM Ferreira

 
 

«Estamos em maré alta de festas populares e respigamos isto de um pequeno folheto: "Chegou o verão e, com ele, a época das tradicionais festas populares em honra dos santos. Nem sempre, porém, estas festas são verdadeira manifestação de alegria cristã e de veneração dos santos, nossos intercessores e exemplos a seguir".

Sugere este texto as festas a que nos habituamos a ver, frequentar, a estar presentes, quem o faz, claro. E sugere ainda outros factores, como sejam autênticos milagres de gestão e engenharia financeira, apenas comprovando o aforismo e a realidade de que com trabalho tudo se consegue. Às vezes os custos envolvidos, nota-se à vista desarmada, podem ser considerados exorbitantes e, nalguns casos, descabidos. Com estas opiniões, até parece que somos contras as festas.

 

 


Editado por Fernando Martins | Domingo, 21 Março , 2010, 17:57

 

(clicar na imagem para ampliar)

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Editado por Fernando Martins | Sábado, 20 Março , 2010, 15:30
Religião e saúde
 

Por Anselmo Borges

 

 
Kant alinhou as tarefas fundamentais da Filosofia: "O que posso saber?", "O que devo fazer?", "O que é que me é permitido esperar?" No fundo, elas reduzem-se a uma quarta pergunta, para a qual remetem: "O que é o Homem?"
 
Segundo Kant, precisamente à terceira pergunta responde a religião, o que significa que, para ele, o que a determina é a esperança de salvação, felicidade, consolação, sentido último. Deus "deve" moralmente existir - é um postulado da razão prática -, para que se dê a harmonia entre o dever cumprido e a felicidade.
 
Claro que é sempre possível perguntar se realmente a religião consola e como. Para viver a religião verdadeira, é preciso estar disposto a sacrificar-se pela dignidade, pela justiça, pela verdade: pense-se, por exemplo, na cruz de Cristo. E está sempre presente a ameaça de projecção e ilusão, como denunciaram os "mestres da suspeita". De qualquer forma, não há dúvida de que a religião tem a ver com felicidade e sentido último.
 
Há hoje inclusivamente estudos que mostram uma relação globalmente positiva entre a religião e a saúde - note-se que, significativamente, o étimo latino de saúde e salvação é o mesmo: salus, salutis, em conexão com saudar e saudade: salutem dare. Ao contrário de R. Dawkins, que supõe que é largamente aceite pela comunidade científica que a religião prejudica os indivíduos, reduzindo o seu potencial de saúde e sobrevivência, Mario Beauregard, investigador de neurociências na Universidade de Montréal, escreve que se acumulam provas consideráveis que mostram que as experiências religiosas, espirituais e/ou místicas "estão associadas a melhor saúde física e mental". 
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Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 19 Março , 2010, 18:57

No fim do Inverno

 

 

«Ainda é Inverno, o que se sente no mundo, na Europa e nas almas. Atravessámos crises, misérias e desmoralizações. A situação do mundo, com a China a recusar os direitos humanos, o conflito no Congo a matar milhões de pessoas e os EUA a braços com uma guerra infindável, não pode ser pior. Na Europa, a crise financeira ameaça o estado providência, o euro treme e o desemprego cresce. Mas não nos podemos esquecer que a "crise" é uma condição regular na Europa. Raro se tem apresentado o momento em que um homem, olhando em redor, não julgue ver a sociedade desconjuntar-se.»
 

 

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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 18 Março , 2010, 09:36
 
Sonhos, desencantos e lutas
 
Por António Marcelino
 
 
Ficou célebre a frase de Luther King “Eu tenho um sonho!”, proferida em 1963 na marcha pelo emprego e pela liberdade, direitos que reivindicava para os seus irmãos negros dos Estados Unidos, marginalizados no seu país, que se arvorava, já então, em pátria da democracia e grande defensor dos direitos humanos. Uma frase que gerou luta e lhe ditou a morte cinco anos depois, mas não o impediu de dizer “se eu soubesse que o mundo acabava amanhã, ainda hoje eu plantava…” Um sonho profético que acabou por levar, quarenta anos depois, um negro à presidência do país, mostrando que os grandes sonhos não geram frustrações, nem redundam necessariamente em pesadelos. Quando um sonhador está vivo, os seus sonhos geram vida.
Sou da geração de Luther King, nascido no ano seguinte ao do seu nascimento e, também eu, com muitos sonhos de que tenho a certeza não redundarão em desencanto, embora a sua concretização esteja deparando com inércias e correntes contrárias, que fazem lembrar e pensar num túnel muito longo e escuro. Mas, como túnel, tem saída.
 

Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 18 Março , 2010, 08:39

 

A dor e solidão do vandalismo
 
Por Alexandre Cruz
 
1. Todo o acto vândalo é condenável. Aliás, vândalos eram os bárbaros, aqueles que promoviam a barbárie, a matança sem freios, a promoção iníqua do mal, o dividir para reinar. O ambiente vândalo convém a quem quer domar e dominar. O acto vândalo como o de violência para a resolução de contenciosos ou opiniões diversas, espelha o mau estar de quem o promove ou faz. À sociedade feita de gente adulta e amadurecida o acto violento e bárbaro não faz parte do programa de argumentação, e as palavras que hão-de ser ditas em sede própria na procura de fundamentação não se poderão traduzir em acto violento obscuro. Só a menoridade e o fanatismo conseguem conviver com o sombrio vandalismo.
 

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