de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 09 Abril , 2008, 10:11

Recuperação com solução à vista?

"Na sequência de reuniões promovidas pela autarquia aveirense, em que a ADERAV tem participado, começa a ganhar consistência a possibilidade da recuperação das igrejas geminadas de Santo António e de São Francisco, em Aveiro, integrar uma candidatura ao QREN no âmbito do projecto 'parque da sustentabilidade'", anuncia a ADERAV.

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 08 Abril , 2008, 11:53

Uma colecção do Capitão Marques da Silva enriquece, desde sábado, o acervo do Museu Marítimo de Ílhavo e pode ser visitada até 27 de Abril. Não pude estar presente na sessão de abertura, como era meu desejo, por razões pessoais ligadas a uma outra actividade, marcada há muito tempo, mas nem por isso quero deixar de frisar a importância desta exposição, que hei-de ver por estes dias.
Há muito que aprecio o envolvimento do Capitão Marques da Silva em actividades culturais ligadas ao mar, de que é profundo conhecedor e grande divulgador, por várias formas. Por isso, esta colecção não pode deixar de ser apreciada por quantos, de algum modo, se identificam com os temas marítimos.
Diz Álvaro Garrido, director do Museu, que “As peças de sua [Capitão Marques da Silva] autoria que agora confiou ao Museu Marítimo de Ílhavo exprimem talentos diversos que acrescentam ao seu curriculum de mar as facetas de modelista exímio e de pesquisador metódico, sempre preocupado com o alcance pedagógico dos seus modelos, desenhos e estudos de carácter monográfico sobre embarcações tradicionais”. Por tudo isto, não deixe de passar pelo Museu de Ílhavo.
FM
Nota:Ilustração do "site" do Museu Marítimo de Ílhavo

Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 03 Abril , 2008, 13:35
No próximo sábado, 5 de Abril, pelas 17 horas, vai ter lugar, no Museu Marítimo de Ílhavo (MMI), a assinatura do protocolo de depósito da "Colecção Capitão A. Marques da Silva", que vai ficar exposta, temporariamente, naquele museu ilhavense. Na mesma altura será apresentado o respectivo catálogo.
Segundo o director do MMI, Álvaro Garrido, o depósito e exposição da colecção do Capitão A. Marques da Silva "acrescenta riqueza às memórias materiais da 'faina maior', visto que a maioria das peças permitem ao Museu novos e belos suportes de discurso para as memórias que pretende evocar".


Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 01 Abril , 2008, 14:16


Na próxima quinta-feira, 3 de Abril, assinalam-se os 200 anos da abertura da Barra de Aveiro, efeméride que será condignamente comemorada. O primeiro acto terá início às 16 horas, no edifício da Antiga Capitania, procedendo-se ao lançamento da obra “Porto de Aveiro: Entre a Terra e o Mar”.
A apresentação do livro estará a cargo de Veloso Gomes, professor universitário, engenheiro hidráulico, e da autora da obra, Inês Amorim, professora de História na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Segue-se a inauguração de uma exposição de cartografia, intitulada «A Barra e os Portos da Ria de Aveiro 1808 – 1932, no Arquivo Histórico da Administração do Porto de Aveiro», que ficará patente na antiga Capitania do porto de Aveiro até 3 de Maio.
A historiadora Inês Amorim e o Prof. Doutor João Garcia foram os responsáveis científicos pela equipa que, durante mais de um ano, inventariou parte do espólio do arquivo do Porto de Aveiro. O segundo acto inicia-se às 18 horas, na Praia do Farol, com a recepção dos convidados e um Welcome Drink. Às sete da tarde, hora que os registos históricos indicam como tendo sido a da abertura da Barra de Aveiro, ouvir-se-á a Ronca do Farol.
Seguem-se “Honras a Terra”, por navios da Marinha Portuguesa. 15 minutos mais tarde, interpretação da peça musical inédita, concebida especialmente para este acto. A peça musical de ode ao bicentenário, será entoada pelo Coro da Casa do Pessoal do Porto de Aveiro, acompanhado de quinteto de sopro.
Dez minutos depois, o Ministro Mário Lino, o Presidente da APA, José Luís Cacho e o Presidente do Município de Ílhavo e da Associação de Municípios da Ria, Engº. Ribau Esteves proferirão discursos celebrativos da data.
Haverá ainda lugar à evocação de cartas alusivas à abertura da Barra de Aveiro, textos da autoria de Luís Gomes de Carvalho. Este segundo acto concluir-se-á cerca das 20 horas com a inauguração de um painel cerâmico de exterior, da autoria do artista aveirense Zé Augusto, e com a entrega dos prémios aos vencedores do concurso de fotografia “Porto de Encontro”.
O terceiro acto cumpre-se com um concerto pela Banda da Armada. Início previsto para as 21h 30m, no Centro Cultural e de Congressos de Aveiro. O concerto é aberto a toda a comunidade.

Fonte: Portal do Porto de Aveiro

Editado por Fernando Martins | Domingo, 30 Março , 2008, 11:11

Escrevi há anos que a Gafanha da Nazaré é filha do Porto. Direi hoje, com mais realismo, que ela é filha da Barra de Aveiro, aberta em 3 de Abril de 1808. E poderei acrescentar que, sem a abertura da Barra, toda a região, e não apenas as terras que lhe estão próximas, lucrou e lucra com a entrada e saída de navios, e também com a sua estadia entre nós.
A abertura da Barra e os Portos (Comercial, Industrial e de Pesca Costeira e Longínqua) deram e continuam a dar outra vida à região. Todo o País, logicamente, disso beneficia. Por isso, celebrar esta data torna-se obrigação de todos. Porém, se nem todos puderem participar nas cerimónias ou usufruir das várias ofertas do programa, ao menos sintam e digam, de forma próxima ou mais alargada, que a abertura da Barra e a instalação dos Portos foram uma mais-valia que os homens de há dois séculos souberam oferecer-nos.

Editado por Fernando Martins | Sábado, 29 Março , 2008, 22:27

NAVIO QUE ENTRA E NAVIO QUE SAI
O que agora parece fácil já foi difícil. Há precisamente dois séculos, os navios não entravam na laguma aveirense com a mesma facilidade com que o fazem nos dias de hoje. Dois séculos é muito tempo. E desde então, a Barra de Aveiro passou por inúmeras transformações, que foram, muitas delas, grandes melhoramentos. A região saiu enriquecida com a abertura da Barra, o que aconteceu no dia 3 de Abril de 1808. Inês Amorim escreveu um livro - "Porto de Aveiro: Entre a Terra e o Mar"-, que mostrará toda a história do nascimento e crescimento da Barra de Aveiro, ao longo dos últimos 200 anos. Sobre as celebrações que vão decorrer no próximo dia 3 de Abril, direi algum coisa durante estes dias.

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 18 Março , 2008, 11:30


“Em 2002 fiz uma volta ao mundo e passei quase um mês no Havai.
Visitei duas ilhas, a Ilha do Grande Havai e a Ilha do Oahu. A primeira coisa interessante foi descobrir a influência portuguesa. Eu não fazia a mais pequena ideia e penso que poucos portugueses sabem disso.
Quando eu pensava que estava num lugar muito longe, Portugal aparecia nas horas mais impróprias e das maneiras mais estranhas: em quase todos os restaurantes havia uma “sopa de feijao” e muitas padarias tinham neons e dizer “pao doce”. O principal cómico local, que era uma espécie de Herman José de lá, tinha um nome português, era Ferreira ou Pereira ou algo assim.
Há também uma base religiosa católica no Havai que foi levada pelos portugueses. Passei o tempo a tropeçar em portugalidades… até o ukelele tinha lá qualquer coisa da nossa guitarra portuguesa.”

Edson Athayde, conhecido publicitário de sucesso, que vive em Portugal.
In Fugas, suplemento de Viagens, Prazeres e Lazer do PÚBLICO


NOTA: É sempre bom sabermos que Portugal deu mesmo novos mundo ao mundo. E que ficou, com marcas indeléveis, em qualquer ponto da Terra, como que à nossa espera para se mostrar e nos mostrar os portugueses que fomos e que... ainda somos, se quisermos.

FM

Editado por Fernando Martins | Sábado, 01 Março , 2008, 16:06

Barco perdido ou a descansar?
Na praia do Areão, ainda virgem, a arte da xávega teima em ficar. Sobretudo enquanto o tempo deixar e enquando houver peixe na nossa costa. E também se houver homens para a pesca artesanal, que vem de tempos perdidos na memória. Dizia Raul Brandão, decerto o escritor que mais poeticamente, e com verdade, cantou os nossos mares, pescadores e gentes que mourejam na borda-d'água, que neste estranho país até os bois lavram o próprio Oceano. Pois foi ali, na praia onde alguns procuram sossego, que hoje achei este barco, como que perdido. Fugido do mar não andava, que bem sei como ele o enfrenta. Quem sabe se não estaria a descansar, para qualquer dia se fazer, de novo, ao mar, para alegria de toda a gente.

Editado por Fernando Martins | Sábado, 23 Fevereiro , 2008, 11:42


Na pesca do bacalhau

Inaugurado em 1937, o museu situa-se desde 2001 em novas e modernas instalações, desenhadas pelos arquitectos Nuno e José Mateus. Dedica boa parte do seu espaço à relação dos habitantes locais com a água. Duas exposições permanentes evocam dois dos eixos centrais desse tema: a pesca do bacalhau nas águas da Terra Nova (em lugres à vela, de madeira, servindo de base a flotilhas de dóris a remos, tripulados por um só homem) e a faina da ria de Aveiro (pesca e apanha do moliço). Um pólo exterior do museu acolhe o antigo arrastão Santo André, lançado à água em 1948 e que correspondeu à fase seguinte da pesca ao bacalhau, já mecanizada. Este navio-museu inaugurado em Janeiro de 2007 vale bem uma visita: podem ver-se a casa das máquinas, a cozinha e refeitório, os camarotes e até o grande porão do bacalhau.

Museu Marítimo de Ílhavo, Av. Dr. Rocha Madail, Tel. 234 329990
:
Fonte: PÚBLICO de hoje

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 05 Fevereiro , 2008, 11:24

Amaro Neves no CUFC

No dia 13 de Fevereiro, 2.ª quarta-feira do mês, o CUFC vai oferecer mais uma excelente oportunidade a todos os aveirenses para que fiquem a conhecer melhor o património histórico e artístico que nos rodeia.
Amaro Neves, historiador e especialista em história de arte, vai ser o convidado de mais uma Conversa Aberta, do Fórum::UniverSal. Com entrada livre, a conferência, seguida de diálogo, será apresentada às 21 horas, nas instalações do CUFC, junto à Universidade de Aveiro, esperando-se casa cheia. É que não é todos os dias que poderemos ouvir, ao vivo, alguém que conhece, de forma bastante profunda, o nosso património histórico e artístico.

Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 30 Janeiro , 2008, 12:57
A festa dos Ramos

Estátuas do Cortejo Cívico, 1939


Visita de D. Manuel II a Aveiro, 1908


Cerâmica Arte Nova, 1912



Olhar para o percurso de Aveiro

No Museu da Cidade, ali ao lado do Canal Central da Ria de Aveiro, está uma exposição interessante. À disposição dos visitantes está um conjunto de objectos que fazem história. Desde tempos longínquos até ao presente. Com perspectivas de futuro. Os objectos que ali se encontram mostram, à saciedade, que foram concebidos e feitos para poderem chegar até nós. E lá estão alguns. Garantindo a nossa identidade.
Aconselho uma análise ao painel cronológico da vida da região de Aveiro. Lendo as datas e o que a elas está associado ficaremos a saber mais alguma coisa. Aqui indico algumas:

- IV milénio antes de Cristo: Sítio arqueológico da Agra do Crasto;

Depois de Cristo:

- Séc. VI/VII - Forno de Eixo;

- 959 – Testamento da condessa Mumadona Dias ao Mosteiro de Guimarães, referindo terras e salinas;

- 1472 –Princesa Joana entra no Mosteiro de Jesus;

-1759, 25 de Julho – D. José eleva Aveiro a cidade;

- 1774 – Criação da Diocese de Aveiro;

-1864 – Linha Férrea e Estação de Aveiro;

- 1882 – Extinção da Diocese de Aveiro;

1959 – Festas do Milenário e do Bicentenário da elevação a cidade.

Nota: Há muitas outras datas, naturalmente.


Editado por Fernando Martins | Sábado, 19 Janeiro , 2008, 14:56

O Presidente da República, Cavaco Silva, vai começar, na segunda-feira, uma visita de dois dias à Beira e Douro Litoral, no âmbito das II Jornadas do "Roteiro para o Património", para defesa, valorização e promoção do património português. Da sua agenda consta a passagem por Coimbra, onde se procurará informar da situação da Sé Velha, a igreja e os respectivos claustros, antes de se deslocar ao Palácio de S. Marcos, para uma reunião com professores e investigadores ligados à área do património.
No mesmo dia, a comitiva presidencial desloca-se depois a Lorvão, em Penacova, onde Cavaco Silva visita a igreja e o mosteiro.
No segundo dia do “Roteiro para o Património”, o Presidente da República desloca-se ao Mosteiro de Arouca e ao Museu de Arte Sacra da real Irmandade da Rainha Santa Mafalda.
Seria interessante que o Presidente da República passasse por Aveiro. Se isso acontecesse, talvez pudesse chamar a atenção para a degradação em que se encontram as Igrejas de S. Francisco e Santo António, junto ao Parque Infante D. Pedro. A ADERAV e outras instituições bem têm lembrado essa triste realidade, mas a verdade é que tudo continua à espera que alguém tenha a coragem de avançar com soluções.

Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 04 Janeiro , 2008, 17:46







CASAS TÍPICAS
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As Casas Típicas da Costa Nova já não são o que eram. Eram de madeira, com todas as su-as tábuas pintadas, dando o aspecto de riscas largas. De cores garridas, as casas até começavam a inclinar-se, com a idade e a força do vento, certamente. Hoje, as haabitações que se mostram a quem chega são de material usado na região, tijolo e cimento, e as cores que as decoram exibem combinações mais sofisticadas, embora menos genuínas, porque já não são ao gosto do povo simples. As exigências urbanísticas são decerto mais rigorosas do que antigamente. De qualquer modo, dá gosto chegar à Costa Nova e ver que as suas marcas ainda se mantêm, como sinal do bom gosto pela preservação do passado.



Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 04 Janeiro , 2008, 17:30
A ADERAV espera que o projecto de re-cuperação das igrejas de Santo António e de São Francisco, em Aveiro, possa ser uma realidade este ano. Depois do alerta, lançado em Julho do ano pas-sado, a associação reuniu com várias entidades, conseguindo trazer o mau estado de conservação daqueles monu-mentos nacionais para a actualidade.
O presidente da direcção, Luís Souto, defende que a execução da obra deve ser integrada nas candidaturas ao Quadro de Referência Estratégica Nacional 2007/2013.
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Leia mais em RTN
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Foto da ADERAV

Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 13 Dezembro , 2007, 16:10



SANTA MARIA MANUELA VAI CONTINUAR A VIVER

O velho navio bacalhoeiro Santa Maria Manuela vai continuar a viver. A história da luta que foi preciso travar para que isto acontecesse é por demais conhecida na região, sobretudo entre os que estão directa ou indirectamente ligados à Faina Maior, de tantas tradições entre nós.
Agora que o navio está a ser recuperado, sob a liderança de Manuel Serra, presidente da Junta de Freguesia da Gafanha da Nazaré, penso que se torna interessante, e mesmo importante, pôr a nossa gente a par do que se está a fazer e do que está na agenda para se fazer.
Como sugestão minha, aqui fica o blogue para ser consultado com alguma regularidade. Há sempre algo a aprender; há sempre algo que pode enriquecer a nossa memória.

Veja Santa Maria Manuela

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