de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 02 Julho , 2008, 15:38
Casa das Conchas
Castelo Engenheiro Silva

Quem vai à Figueira da Foz ou ali passa férias, sobretudo no Verão, não resiste a ver o mar, com praia abundante e a perder de vista. A Esplanada Silva Guimarães, construída na década de 50 do séc. XX, é local obrigatório para passear e conversar por entre o tagarelar, de línguas várias, de quem deambula ao sabor do nada fazer. Dali avista-se quem teima em manter a linha, caminhando ou andando de bicicleta, mais em baixo, na marginal, onde cabe muita gente.
Mas na esplanada, com bancos para o merecido repouso de quem caminhou muito, há três edifícios que reclamam a nossa atenção: a Casa das Conchas, com marcas da Arte Nova, bem patente nos azulejos decorativos de motivos vegetais; o Antigo Edifício do Turismo e o Castelo do Engenheiro Silva, que formam um belo contraste com a demais arquitectura envolvente.
Para além de sugerir uma visita ao Bairro Novo, onde a presença da Arte Nova se faz sentir com mais acuidade, como marca de uma certa burguesia endinheirada, não posso deixar de lamentar o estado em que se encontra o Castelo do Engenheiro Silva. Há anos que o vejo com alguns sinais de obras para breve, que nunca avançam. Na realidade a decadência e o abandono empobrecem aquela esplanada.
FM
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Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 27 Junho , 2008, 11:06
A frescura do jardim interior do CAE


Quando me encontro na Figueira da Foz, de passagem ou em férias, passo sempre pelo Centro de Artes e Espectáculos (CAE), voltado para o Parque das Abadias, de verde, de vários tons, permanentemente vestido. Estão, nesta altura, a ser recordados os seus primeiros seis anos de existência, com uma exposição fotográfica, que mais não é do que uma “síntese, em imagens”, da sua actividade cultural ao longo destes anos, como se lê no texto de apresentação da mostra, patente ao público até 15 de Julho.
São fotos de arquivo representativas de momentos altos da vida do CAE, mostrando artistas e personalidades, as mais variadas, do mundo da arte, da política e da cultura, nacionais e internacionais.
O CAE mora ao lado do Museu Municipal Dr. Santos Rocha e da Biblioteca Municipal. Trata-se de um edifício bem dimensionado e integrado no espaço envolvente, típico da Arte Contemporânea, projectado pelo arquitecto Luís Marçal Grilo, com espaços para todas as idades e para todos os gostos, de que destaco dois auditórios, salas de exposições, livraria e café-bar, com esplanada para o Parque das Abadias, de onde nos vem um ar fresco, tão apetecível nos dias de calor.
No exterior, para espectáculos de Verão, sobretudo, há um anfiteatro situado num jardim mais intimista.
Se vem de férias à Figueira da Foz, não se esqueça de passar por lá. Leve um livro, um jornal ou uma revista, tome um café e delicie-se com o ar diferente que lhe é oferecido. De graça, claro.

FM

Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 12 Junho , 2008, 22:32
Centro Cultural de Ílhavo
A Câmara Municipal de Ílhavo vai organizar no próximo dia 15 de Junho, domingo, mais uma edição da Grande Pedalada. Esta iniciativa surge no seguimento do balanço extremamente positivo das edições anteriores, que reuniram centenas de participantes, de todas as idades, oriundos de todo o Concelho e também de fora dele, que puderam, durante esses dias, apreciar a grande beleza natural desta região, ao mesmo tempo que praticavam uma actividade tão saudável e amiga do ambiente como é o ciclo-turismo.
A Grande Pedalada 2008 terá início pelas 10 horas (concentração na Praça do Centro Cultural de Ílhavo), partida às 10.30, passando depois por vários pontos do Concelho, terminando cerca das 17 horas na Piscina Municipal de Vale de Ílhavo, que nesse mesmo dia reabre ao público, possibilitando assim um refrescante mergulho após o esforço. O almoço-piquenique será realizado no Parque de Merendas da Gafanha da Encarnação.
Fonte: "Site" da CMI

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Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 11 Junho , 2008, 14:10



(Clicar nas fotos para ampliar)

Ontem andei a desfrutar os ares puros e o silêncio da Serra da Boa Viagem, na Figueira da Foz, com mar à visto. Que tarde maravilhosa, de tempo ameno, sobretudo no vale por onde me quedei, por entre árvores e ervas. E no meio delas brotavam flores silvestres de cheiros que me envolviam e me transportavam aos tempos em que, menino, era capaz de dormir uma soneca no meio da seara, com vento a passar-me por cima.
Ali, olhando os pinheiros, uns altos e velhos, e outros mais rasteiros e ramosos, com arbustos à mistura e aves que passam e repassam, dei comigo a olhar a paisagem virgem, por onde correm carros cheios de gente de olhos fechados ou indiferentes.
A Serra da Boa Viagem, um ex-libris da Figueira da Foz, de tantas e tão grandes tradições de um cosmopolitismo que já faz parte da história, ou não se tivesse, há muito, democratizado a sua praia, de areais amplos e finos, continua a ser uma extensa área a necessitar de mais divulgação, para um maior usufruto.
Pois ontem andei por lá. E de lá voltei com vontade de ficar na paz que ali senti. Até breve, Serra da Boa Viagem.

Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 02 Junho , 2008, 15:44
Painel de Zé Augusto (clicar na foto para ampliar)


Quando vejo que há o bom gosto de oferecer arte a quem passa, na rua ou em lugares públicos, fico satisfeito. Até me apetece bater palmas, para mostrar essa satisfação. Os frequentadores da Praia da Barra têm, desde 3 de Abril deste ano, um painel cerâmico de Zé Augusto, um artista aveirense que há muito marcou presença assídua em eventos citadinos, e não só. A feliz ideia de o convidar para celebrar, à sua maneira, os 200 anos da Abertura da Barra de Aveiro, precisamente no local onde Luís Gomes de Carvalho, com a biqueira da bota, deu liberdade à água do mar para lavar a nossa ria, está bem à vista de quem vier a frequentar este recanto paradisíaco da Gafanha da Nazaré.
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Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 02 Junho , 2008, 15:32



(Clicar nas fotos para ampliar)


Hoje de manhã fui à Praia da Barra, para cheirar o Verão. Não vi muita gente, mas vi como tudo está a ser preparado para receber os veraneantes, que não faltarão, logo que o tempo quente e ameno chegue.
A azáfama era grande na preparação do areal, que o bom ambiente exige muita limpeza. E por lá andava o tractor que limpava e peneirava a areia, enquanto outras máquinas e pessoal libertavam os passadiços de autênticas dunas que o mau tempo para ali levou. Na praia, ainda é visível a colocação de areias, para reforçar o espaço destinado às pessoas. Também vi que nos restaurantes há preparativos para servir quem vem de férias ou de passagem, e até verifiquei que em casas particulares há retoques, como que a preparar boas férias.
Também é verdade que a Praia da Barra tem sempre quem goste dela. E quer de Verão quer de Inverno, não falta quem aprecie o mar e se delicie com a maresia.
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Editado por Fernando Martins | Domingo, 04 Maio , 2008, 19:24

Sempre gostei de passear por povoações antigas. O insólito aparece-nos a cada esquina. Vejam esta ruela limpa, que nos convida a olhar. Ela é tão estreita que quase nem dá para duas pessoas se cruzarem. Se levarem um cesto à cabeça ou à ilharga, não sei como será! E se precisarem de comprar uma mobília larga, como é que fazem para a meter em casa? A verdade, porém, é que nestas ruelas a vida existe. E não será interessante conversar de janela para janela, quando a monotonia ataca dentro de casa?
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Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 02 Maio , 2008, 12:01





Dei comigo, enquanto calcorreava Buarcos, por ruas e ruelas estreitas, a pensar na beleza que vem doutros tempos. Buarcos, com sinais indeléveis do passado, mais ou menos distante, merece ser visitado. Por ali cirandando, ao sabor do rumorejar do mar, que se vê de quase todos os ângulos, o viajante não pode ficar indiferente às mulheres dos lobos-do-mar, que vestem, ainda a rigor, mesmo em dias de semana, as cores garridas de que tanto gostam, com os seus imprescindíveis aventais, não vá dar-se o caso de alguma escama de peixe se agarrar às saias ou às blusas sempre limpas e asseadas. Aqui deixo, de forma bem visível, duas marcas desse passado, que precisa, a meu ver de um pouco mais de cuidado. Passado e presente de braço dado. Aí estão à espera dos turistas do Verão, que não tarda.

FM
NOTA: Clicar nas fotos para ampliar

Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 02 Maio , 2008, 10:57





1.º de Maio

Ontem, 1 de Maio, o Rancho das Cantarinhas de Buarcos brindou o seu povo e alguns turistas com danças e cantares, sempre com as cantarinhas bem equilibradas na cabeça das dançarinas. Foi bom de ver e de sentir a alegria das gentes de Buarcos, com o mar bem dentro da alma. Terra de pescadores, com tradições que perduram no tempo. Ontem, também, cruzei-me com uma mulher de Buarcos, com o seu trajo garrido, onde sobressai o avental e o oiro ao peito.
Com estas fotos, quero homenagear esta terra e esta gente que segura, bem firme, as suas marcas culturais, resistindo às invasões de turistas, sobretudo no Verão.
Nota: Clicar nas fotos para ampliar

Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 18 Abril , 2008, 21:19

"A primeira surpresa de quem visita a Região de Turismo Rota da Luz é a de tudo estar tão perto, de como em poucos minutos se pode passar dos extensos areais cheios de sol para a frescura dos pinhais e dos vinhedos, das alturas de ar vivificantes.
Porque, na verdade, apenas alguns quilómetros separam as zonas do litoral de Ovar, Murtosa, Aveiro, Ílhavo e Vagos das serranias verdejantes de Vale de Cambra e de Águeda, ou das margens do Rio Douro, em Castelo de Paiva, permitindo num dia só, bronzear o corpo numa praia e passar horas agradáveis numa paisagem de verdes e água.
A segunda é dada pela Ria, pelos seus horizontes feitos de muitos tons de azul, recortados, aqui e além, pelas pirâmides brancas do sal, as velas dos moliceiros, os milheirais e pastagens."


Fonte: Texto da Rota da Luz; Foto do meu arquivo

Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 07 Abril , 2008, 15:05




A Colónia Agrícola da Gafanha da Nazaré tem recantos que vale a pena visitar.

Nota: Clicar nas imagens para ampliar

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Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 07 Abril , 2008, 11:14
Uns dias de temperaturas agradáveis fizeram-nos lembrar logo as praias. O concelho de Ílhavo tem duas - Barra e Costa Nova - que são um desafio à descontracção e à busca de ares puros. Ontem, não faltou quem se sentisse em pleno Verão, fugindo para as praias. E até houve quem mergulhasse nas águas, decerto ainda frias, como desafio à coragem e ao gosto pelos prazeres próprios da época estival.

Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 21 Março , 2008, 11:37

A Feira de Março, o multi-secular certame que renasce todos os anos, aí está para alegria do povo, de todas as condições sociais. No Parque de Exposições de Aveiro, as diversões para miúdos e graúdos, mais as bugigangas e o comércio a retalho, mais as exposições da indústria, mais as barracas de comes e bebes, mais o artesanato, de tudo um pouco haverá no amplo, arejado e funcional recinto.
Espera-se este ano que os visitantes ultrapassem o meio milhão. Se lá não se chegar, não haverá problemas. A Feira de Março continuará no próximo ano, para atingir, então, um número certo: 575.ª Feira de Março. Bonita idade!
Já me esquecia de dizer que passarei por lá. Nem que seja só para comer uma fartura quentinha.

Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 20 Março , 2008, 15:22


Aveiro atrai turistas espanhóis e outros. Quem sai à rua nesta quadra pascal sente isso, tão explícitos são os linguajares que se cruzam connosco. É bom que isto aconteça, porque Aveiro e sua região bem o merecem. Há cartazes que justificam esta preferência. Tradições, cultura, monumentos, ambiente, natureza e a simpatia das gentes aveirenses.
Há muitos anos que a Rota da Luz tem investido na “venda” da nossa região turística, chamando a atenção para o muito que há para ver e admirar. E também para comer e saborear.
Sei que muitos desconhecem esta realidade e este esforço da Rota da Luz e das autarquias que lhe estão associadas. Mas é preciso que nos habituemos à ideia de que é importante corresponder aos desafios que daí advêm. Temos de cooperar com todas as entidades envolvidas pelo turismo, pela razão simples de que este sector, de importância económica, cultural e social, é fundamental para o nosso desenvolvimento.
Paisagens, património histórico, cultural e monumental, tradições, gastronomia, artesanato, artes e o espírito de partilha e de acolhimento, tudo precisa de ser divulgado e experimentado. E se isso fizermos, já será muito bom.

FM

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 18 Março , 2008, 11:30


“Em 2002 fiz uma volta ao mundo e passei quase um mês no Havai.
Visitei duas ilhas, a Ilha do Grande Havai e a Ilha do Oahu. A primeira coisa interessante foi descobrir a influência portuguesa. Eu não fazia a mais pequena ideia e penso que poucos portugueses sabem disso.
Quando eu pensava que estava num lugar muito longe, Portugal aparecia nas horas mais impróprias e das maneiras mais estranhas: em quase todos os restaurantes havia uma “sopa de feijao” e muitas padarias tinham neons e dizer “pao doce”. O principal cómico local, que era uma espécie de Herman José de lá, tinha um nome português, era Ferreira ou Pereira ou algo assim.
Há também uma base religiosa católica no Havai que foi levada pelos portugueses. Passei o tempo a tropeçar em portugalidades… até o ukelele tinha lá qualquer coisa da nossa guitarra portuguesa.”

Edson Athayde, conhecido publicitário de sucesso, que vive em Portugal.
In Fugas, suplemento de Viagens, Prazeres e Lazer do PÚBLICO


NOTA: É sempre bom sabermos que Portugal deu mesmo novos mundo ao mundo. E que ficou, com marcas indeléveis, em qualquer ponto da Terra, como que à nossa espera para se mostrar e nos mostrar os portugueses que fomos e que... ainda somos, se quisermos.

FM

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