de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Sábado, 26 Julho , 2008, 10:23

(...) Ria sonhadora e esquiva
Que o Mar não sabe entender
É ele quem lhe dá vida
No Mar ela vai morrer (...)

Prof. Guilhermino Ramalheira

NOTA: Quadra enviada pela Marieke

Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 25 Julho , 2008, 11:30

Ao falar de férias, alguém me dizia ontem, com convicção, que não há nada como a nossa zona. Temos grandes praias e mar chão, onde se pode andar à vontade, sem perigo, por tão bonançoso ser ele quando se confronta com a areia branca, e logo a seguir, se lhe virarmos as costas, com apetência por outros horizontes, deparamos com a ria de águas límpidas e mornas, com espaços e desafios para toda a gente. É verdade. Porém, nós, os da beira-ria, nem sempre nos damos conta das riquezas que temos. Como esta, está bem de ver, de acordar ao som do mar, que rola e rola, e da ria que nos atira cheiros salgados, como que a convidarem-nos para que a apreciemos e desfrutemos. Todo o ano, mas sobretudo nas férias.

Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 17 Julho , 2008, 11:05

 

VIDA E COR NA RIA

 

Com organização conjunta da Associação dos Amigos da Ria e do Barco Moliceiro, Câmara Municipal de Aveiro e Região de Turismo Rota da Luz, vai realizar-se, no próximo dia 19 de Julho, pelas 15 horas, a Regata dos Moliceiros, desde a Torreira até Aveiro.
A perícia dos Moliceiros é fundamental para manobrar este barco - embarcação tradicional de características singulares e apropriadas à navegação na Ria, dado o porte do mesmo e dimensão da sua vela. Marco identitário de uma região de água, o barco Moliceiro possui um valor estético único. A Regata ilustra o modo quase anfíbio como os povos ribeirinhos se relacionam com a Ria e o engenho construtor dos mestres e dos estaleiros navais regionais, cuja arte dá vida e cor aos barcos moliceiros.
Fonte: Rota da Luz

Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 19 Junho , 2008, 16:32
A Regata, integrada no programa das Comemorações do Bicentenário da Abertura da Barra de Aveiro, foi uma organização conjunta da Administração do Porto de Aveiro e do Clube de Vela Costa Nova. Decorreu nos dias 14 e 15 de Junho e ofereceu, a quem a presenciou, imagens inesquecíveis.

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 20 Maio , 2008, 12:10

O conceito de bom tempo é relativo. Os da cidade desejarão, permanentemente, um sol cheio de claridade; os do campo, por sua vez, sonham com chuva durante a noite e sol, quanto baste, durante o dia. Compreende-se. Mas do frio, acho que ninguém gosta.
Vem isto a propósito do reconhecimento dum tempo desagradável há já meio ano. Pois é verdade. De modo que precisamos muito do bom tempo, isto é, dum tempo, com sol e algum calor, que nos permita passear e dar uma voltinha pelos canais da nossa ria. Que S. Pedro nos oiça.

Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 09 Maio , 2008, 18:48

(Clicar nas fotos para ampliar)


O meu leitor António Angeja teve a amabilidade de me enviar estas duas fotos, com a seguinte legenda:
"CISNES QUE VI NA RIA DE AVEIRO PERTO DO AREÃO NO FIM-DE-SEMANA PASSADO......COMO LÁ FORAM PARAR??????? ....NÃO SEI...."

Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 28 Abril , 2008, 17:13
(Clicar na foto para ampliar)
O meu amigo e amante da fotografia Carlos Duarte teve a gentileza de me enviar esta foto da nossa Ria com a Gafanha d'Aquém à vista. Dizia-me ele que era para o meu arquivo. Contudo eu acho melhor partilhá-la com os meus leitores. É que guardá-la poderá ser interpretado como sinal de egoísmo. E eu não estou nada interessado em cultivar esse defeito. Aqui fica ela com um abraço para o Carlos Duarte.

Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 17 Abril , 2008, 11:50


Com organização da Escola de Vela do Sporting Clube de Aveiro e em colaboração com o Porto de Aveiro, decorreu no fim de semana de 5 e 6 de Abril a Regata “200 Anos da Abertura da Barra de Aveiro” – Vela Ligeira, enquadrada no Troféu Norte da Classe Optimist (6-15 anos). Esta regata, que se enquadra no “Projecto Aveiro Vela”, decorreu na Baía do Terminal de Granéis Sólidos do Porto de Aveiro, tendo reunido cerca de 60 velejadores Optimists dos grupos A,B e P, distribuídos por vários clubes da região norte e centro do país. De salientar a presença nesta regata de 19 velejadores da Escola do Sporting, verdadeira referência na formação de excelência de velejadores de todas as idades.

NB: Foto e texto cedidos pelo Porto de Aveiro

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 19 Fevereiro , 2008, 11:25





Mais algumas imagens dos canais da Ria de Aveiro. Chamo a atenção dos meus amigos para a foto tirada dentro do olho da cidade. As fotos têm, naturalmente, um objectivo: mostrar que há sempre algo a ver em Aveiro, por mais que calcorreemos as suas ruas e ruelas...

Editado por Fernando Martins | Domingo, 10 Fevereiro , 2008, 16:33

Editado por Fernando Martins | Domingo, 10 Fevereiro , 2008, 15:47

Lagoa com vista para o mar

É uma grande lagoa costeira, com 45 km de extensão no sentido norte-sul (de Ovar aos arredores de Vagos) e 12 no sentido leste-oeste. Dos 11 000 hectares deste sistema lagunar, cerca de metade é afectado pelas marés, tendo a sua vegetação grande importância ecológica. Apesar do declínio da extracção do sal, ainda há um milhar de hectares ocupado por salinas. No Outono, grande número de aves migratórias passa por aqui. A comunicação da Ria com o mar faz-se perto da cidade de Aveiro, através da Barra Nova, aberta em 1808.


In PÚBLICO de hoje

NOTA: O acesso faz-se pela A25, direcção Aveiro e Praias. Foto do meu arquivo.


Editado por Fernando Martins | Sábado, 09 Fevereiro , 2008, 13:52

Um diaporama de Dinis Manuel Alves


Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 05 Fevereiro , 2008, 11:44

SOLIDÃO NO CANAL DE MIRA
Ontem, o Canal de Mira, junto à Vagueira, vivia uma certa solidão. Pouca gente olhava para ele ou parava para o apreciar, como era justo. O dia estava luminoso, e algumas nuvens, bem visíveis, emprestavam-lhe um encanto raro. Um barquito, tímido e quieto, parecia desolado, tão votado ao esquecimento se encontrava. Olhei para ele com vontade de dar uma voltinha pela laguna, tão serenamente ela me convidava. Não fui, nem autorização tinha para isso, mas não resisti a fixá-la, assim bonita, para que todos vejam, se é que ainda não sabiam, que a Ria de Aveiro é mesmo linda, diferente e amiga, em qualquer canto, de Ovar a Mira.

Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 14 Janeiro , 2008, 19:43
Ria de Aveiro: povo apanha os cricos

Quando eu era miúdo, a Ria de Aveiro era do povo. Livremente, cada um podia apanhar na Ria o que lhe apetecesse, para sustento próprio e até para vender. Os cricos, os mexilhões, as amêijoas e tudo o mais que a laguna oferecia era de quem quisesse arregaçar as calças e dobrar a espinha. Era um regalo andar na Ria!... Agora chia mais fino… A ria é de quem a arrenda para nela “semear” marisco, onde fica a crescer. Dizem que depois dá bom dinheiro…
Também quando eu era mais novo, houve luta entre o povo e o Estado por causa dos baldios, nas zonas serranas, sobretudo. Os baldios eram do povo e deles viviam os mais pobres, apascentando por ali os seus rebanhos. Depois, o Estado entendeu florestar esses terrenos que o povo usufruía. Venceu quem tinha forças e armas. Mas os povos da Ria não são pessoas de guerras e lá foram ficando isoladas, sem poderem apanhar, à vontade, os cricos que tanto apreciavam. Agora nem sei bem como é. Sei que de vez em quando há pessoas que mexem e remexem na laguna, em maré baixa, à cata dos cricos. Mas sei, também, que há zonas proibidas. São as tais que foram arrendadas aos produtores de marisco. Os tempos, agora, são outros!
FM

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