de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 25 Novembro , 2008, 11:42

A CRISE ATINGE MAIS OS MAIS FRÁGEIS DA SOCIEDADE

Nos dias 29 e 30 de Novembro, o Banco Alimentar vai recolher alimentos junto das grandes superfícies. Precisa, por isso, de voluntários, que possam dar algum do seu tempo para esta tarefa.
Todos sabemos que a crise que estamos a sentir na pele atinge muita gente, mas com mais força os mais frágeis da sociedade. Porém, é precisamente nestes momentos que a solidariedade deve manifestar-se com mais vigor. Que cada um saiba dar um pouco do seu tempo, mas também daquilo que tem, alimentos ou dinheiro, na certeza de que esse gesto irá direitinho para quem passa fome.
Eu sei que às vezes temos dificuldade em acreditar que há gente sem pão para comer, em época de tanta abundância para alguns. E se nos convencermos desta realidade, então mais força encontraremos em nós para a partilha, urgentíssima.

Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 10 Novembro , 2008, 14:11
Imigrantes

"Dar voz e poder aos pobres na resolução dos seus problemas é uma condição para o sucesso das estratégias de luta contra a pobreza. Assim o entendemos e ficou assinalado nesta Audição Pública. Este passo deve ser dado, desde já, através do incentivo à participação dos utentes dos serviços sociais públicos e de instituições de solidariedade social na avaliação dos mesmos. Há, porém, que ir mais longe e fomentar as associações que integrem pessoas de grupos sociais mais fragilizados, dando-lhes oportunidades de poder e participação na resolução dos seus problemas e maior visibilidade junto das respectivas Autarquias e outros poderes públicos. A este propósito, merece referência específica a situação dos imigrantes e a das populações que vivem em bairros de habitat degradado ou em bairros sociais que carecem de apoio para que se organizem e aproveitem de sinergias inerentes ao trabalho em rede."
Ver todo o documentos aqui

Editado por Fernando Martins | Sábado, 08 Novembro , 2008, 18:52

Numa declaração de 14 pontos, a Comissão Nacional Justiça e Paz exprime que a pobreza não é uma “fatalidade”, porque existem “recursos já alcançados, em quantidade suficiente para a satisfação das necessidades humanas consideradas básicas”. O problema está no funcionamento “da economia desfocado das necessidades das pessoas”.
Leia mais aqui

Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 17 Outubro , 2008, 11:46

AMI alerta para o aumento da pobreza em Portugal

A Fundação AMI - Assistência Médica Internacional considera que "o empobrecimento das famílias em Portugal é uma realidade", assinalando que "tendo em conta a análise da AMI, nestes primeiros seis meses de 2008, registou uma tendência para o aumento deste tipo de casos".
Estas conclusões decorrem da análise do número de pessoas que recorreram de Janeiro a Junho de 2008, aos equipamentos de apoio social da AMI espalhados por todo o país e da sua comparação com igual período de 2007.
No Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, a Fundação portuguesa sublinha que "a pobreza persistente agravou-se e os elevados números de novos casos continuaram ao longo do primeiro semestre de 2008, com 1400 pessoas a recorrer pela primeira vez ao apoio social da AMI".
O principal motivo verbalizado de recurso aos centros Sociais "Porta Amiga" é a "precariedade financeira". "O serviço que maior procura registou neste período de tempo foi o de distribuição de géneros alimentares, roupa e medicamentos. De salientar que a quantidade de alimentos é cada vez menor, enquanto aumenta o número de famílias apoiadas", refere comunicado enviado à Agência ECCLESIA.
Segundo o documento, este é "um balanço que retrata uma situação preocupante no que respeita à capacidade da AMI e de outras ONG/IPSS darem respostas que impeçam o alastrar da pobreza em Portugal".

Fonte: Ecclesia
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Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 14 Outubro , 2008, 12:37

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Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 24 Setembro , 2008, 14:11


Levanta-te e actua!


“Dia 17 de Outubro é o Dia Mundial para a erradicação da pobreza e, à semelhança do ano passado, espera-se que volte a ser um grande momento de mobilização a nível nacional e internacional.
Em 2007, mais de 43 milhões de pessoas levantaram-se para exigir aos líderes mundiais que cumpram as suas promessas para acabar com a pobreza e desigualdade. Portugal contribuiu com mais de 65 mil vozes nesta iniciativa. Este ano precisamos da tua ajuda para bater um novo recorde e a enviar uma mensagem ainda mais forte para os nossos governantes.
Estamos a meio caminho de 2015, ano que marcará o final do período para alcançar os Objectivos do Milénio. É urgente “Levantarmo-nos e Actuarmos”, para que os governos honrem os seus compromissos. Tal só acontecerá se tomarmos uma posição clara.”
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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 18 Setembro , 2008, 14:20
“Diziam-me há dias que Portugal era, na Europa, o país com as maiores manchas de pobreza concreta. Não vi dados comprovativos nem comparativos, por isso não afirmei nem neguei. Sei apenas que abundam expressões e situações de pobreza escancarada e envergonhada, com tendência a aumentarem. Também sei que, por vezes, nos diversos sectores de vida - políticos, religiosos, empresariais, culturais - há mais retórica que acções concretas.
Os pobres, incapazes de saírem, por si, das valas profundas para onde foram empurrados, são um grito permanente pela justiça, partilha efectiva de bens, reconhecimento e defesa de direitos humanos não promovidos, nem respeitados. Um grito que tem de nos acordar e incomodar.
Muitas situações podem resolver-se se todos quisermos. Quando o conseguirmos, temos mais autoridade para exigir a quem pode que resolva o que nos ultrapassa."
António Marcelino
Leia todo o artigo no CV

Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 11 Setembro , 2008, 17:44

Os pobres “não são a primeira prioridade dos planos pastorais da Igreja em Portugal” – disse à Agência ECCLESIA D. Januário Torgal Ferreira, vogal da Comissão Episcopal da Pastoral Social.



Confesso que não sei se D. Januário tem ou não razão quando faz uma afirmação como esta. Sei, contudo, que ao longo da história, desde a mais antiga até à mais recente, vi a Igreja preocupada com a questão da pobreza, mormente quando criou (e continua a criar) instituições para a minimizar e para minimizar o sofrimento.
Olho para trás, e não posso deixar de apreciar as Misericórdias, Hospitais, Lares, Irmandades e as mais variadas instituições e estruturas que apoiaram e ainda apoiam os que mais precisam. Hoje como ontem, os pobres, pelo que sei, sempre estiveram nas preocupações da Igreja Católica, envolvendo imensa gente, mobilizando capacidades sem conta.
Por exemplo, dos Planos Pastorais da Diocese de Aveiro tens constado, preto no brando, a opção preferencial pelos pobres. E não é verdade que em muitas paróquias há, da responsabilidade ou iniciativa dos católicos, muitas IPSS e Misericórdias, vocacionadas para ajudar quem precisa? E não tem a Igreja, por muitas formas, institucionais ou particulares, clamado por mais justiça social?
Tenho, por isso, dificuldades em aceitar a afirmação de D. Januário Torgal Ferreira, um bispo que muito estimo.

FM

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 09 Setembro , 2008, 21:35

O presidente da Cáritas Portuguesa, Eugénio Fonseca, chama uma vez mais a atenção para a urgência de todos contribuirmos para a erradicação da pobreza entre nós. Trata-se de um problema complexo, mas que tem solução, se todos quisermos. Tenho para mim que, frequentemente, tomamos conhecimento desta realidade, mesmo ao pé da porta, mas estamos longe de dar passos que contribuam para ajudar quem está a precisar de ajuda. Penso, por isso, que vale a pena ler o texto de Eugénio Fonseca.

"Quem contacta com pessoas em situação de pobreza sabe que, para a grande maioria, não é possível sair dela sem a colaboração de terceiros. Os percursos vitais que levam as pessoas ou famílias a subsistir privadas das condições indispensáveis a uma vida digna são fruto de processos de deterioração social e económica continuados no tempo. Estamos, por isso, perante uma realidade que exige esforços redobrados. Mas que tem solução. A erradicação da pobreza é, de verdade, um facto evitável. O problema actual não é de inexistência de meios, mas de querer ou não querer. Ou seja, já não é um problema técnico, mas político e ético."

Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 28 Agosto , 2008, 21:38

"O envolvimento dos pobres nas soluções a eles dirigidas, permite também ganhar eficiência na aplicação das medidas de combate à pobreza, o que envolve, porém, a condução de uma metodologia participativa que faça apelo à sua adesão, em termos de levantamento das suas necessidades, de críticas à forma como têm sido conduzidos os programas e de procura de soluções adaptadas às várias situações em presença. Uma tal aproximação favorece ainda o combate à subsídio-dependência impedindo que a situação de pobreza se prolongue por tempo demasiadamente longo sem fazer apelo às competências e à participação dos pobres para saírem da situação em que se encontravam."

Isabel Roque de Oliveira
Maria Eduarda Ribeiro
(Membros da Comissão Nacional Justiça e Paz)

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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 31 Julho , 2008, 15:05

PARA FOMENTAR UMA CULTURA DE JUSTIÇA,
DE SOLIDARIEDADE E DE COESÃO SOCIAL


Dar Voz aos Pobres é um blogue que vai merecer, com toda a certeza, a nossa melhor atenção. Fica a morar, também, aqui ao lado, em Afinidades, para a todo o momento ficarmos a par dos projectos que hão-de vir, com a finalidade de erradicar a pobreza entre nós, agora que ela foi considerada uma violação dos Direitos Humanos.
Na apresentação, ficam claros os objectivos, que aqui transcrevo:

“Persistem na nossa sociedade alguns estereótipos que entravam qualquer acção decisiva na superação da pobreza e das suas causas que só uma melhor escuta dos pobres poderá ajudar a dissipar.
Por outro lado, da parte dos pobres têm faltado oportunidades para poderem expressar as suas vivências, dificuldades, aspirações e potencialidades e ganharem visibilidade como sujeitos de direitos e deveres de cidadania.
Ao promover esta audição pública, a CNJP pretende convocar pobres e não-pobres para uma reflexão conjunta com vista à desconstrução dos preconceitos acerca da pobreza e, por essa via, contribuir para fomentar uma cultura de justiça, de solidariedade e de coesão social.
É nossa intenção reunir na mesma mesa as pessoas que vivem ou viveram situações de pobreza e os responsáveis pelas políticas públicas e pelas organizações de solidariedade social, investigadores, e gente da cultura e da comunicação social.”

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 29 Julho , 2008, 14:41


A POBREZA É UMA VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS


A presidente da CNJP (Comissão Nacional Justiça e Paz), Manuela Silva, assinala que Portugal pode orgulhar-se de ser um dos primeiros países a considerar a pobreza como uma violação de direitos humanos. Este orgulho, alicerçado na tomada de consciência de que temos um grave problema em Portugal para resolver, pode alimentar a esperança de que algo de positivo venha a fazer-se para erradicar a pobreza do seio das nossas sociedades. Nessa linha, a economista Manuela Silva adianta: “É, pois, com confiança que encaramos a nova etapa – sem dúvida a mais difícil e complexa - que é a de passar à prática as deliberações consagradas por este instrumento político e conseguir que, num horizonte tão curto quanto possível (dois, três anos), possamos dizer que vencemos a pobreza, ao menos nas suas expressões mais severas.”
Urge, contudo, assumir que a luta contra a pobreza não é desafio apenas para o Governo, mas para todos nós, a partir dos cantinhos em que nos movemos.

Clique aqui para ler mais.

Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 14 Julho , 2008, 18:25

"Trinta e cinco por cento dos pobres são pessoas que trabalham", garantiu Alfredo Bruto da Costa, presidente do Conselho Económico e Social, aos jornalistas, no final de uma audiência com o Presidente da República, Cavaco Silva, no Palácio de Belém. E logo adiantou, ao jeito de quem quer sugerir que se estudem respostas concretas, que "o problema não é aquilo que se faz" para resolver esta questão, mas "o que não se faz”.
Bruto da Costa, conceituado especialista em matéria de pobreza, elaborou um estudo – “Um Olhar Sobre a Pobreza - Vulnerabilidade e Exclusão Social no Portugal Contemporâneo" – que já foi entregue ao Presidente da República, esperando-se agora que o Governo procure soluções adequadas.
O trabalho de Bruto da Costa contraria a opinião generalizada que aceitava estarem os pobres, fundamentalmente, no grupo dos desempregados. Afinal, os estudos apontam para uma realidade diferente, o que denuncia, a priori, os baixíssimos salários dos nossos trabalhadores, talvez com as mais baixas qualificações.
Bruto da Costa dirigiu um apelo à sociedade, para que “tenha mais acentuadamente o sentido dos limites. Os recursos não podem ser ilimitados e as famílias têm de ter noção do limite dos recursos. A isso chama-se solidariedade", frisou.
Face a este estudo, recomenda-se a todos os portugueses que estejam atentos às análises que hão-se surgir, numa perspectiva de se encontrar um rumo certo e atento à realidade da pobreza que existe entre nós, sendo importante exercitar a solidariedade e o espírito de entreajuda.

Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 23 Maio , 2008, 10:37
De acordo com o mais recente relatório do Eurostat, referente a 2004, Portugal é o país mais desigual da Europa, tendo em conta a relação entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres. Não é novidade para ninguém, mas confrange ver que não conseguimos sair da cepa torta, apesar de tantos sacrifícios se pedirem, e exigirem, aos portugueses.
Somos, afinal, um país tremendamente injusto, deixando que alguns enriqueçam cada vez mais, enquanto muitos outros ficam cada vez mais pobres. A desigualdade está aqui e ninguém a pode escamotear.
Esta situação, que nos atira, sistematicamente, para a cauda da Europa, apesar de todas as ajudas que dela recebemos, só mostra que ainda não descobrimos os políticos, economistas, empresários, sociólogos e outros mais capazes de dar a volta à política portuguesa. Mas também à auto-estima dos portugueses, para que, duma vez por todas, assumam dinâmicas de mudança e de optimismo, que nos apontem caminhos de futuro. Quem dá uma ajuda?

Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 07 Maio , 2008, 20:41

A pão e água. Vários dias sem comer mais nada. Para que os dois filhos não sentissem, também, a privação. Em Portugal, 2008. Trinta anos depois de Abril. Existe. E não se entende. De novo, em Setúbal, como uma maldição.
Falámos com ela. Mãe sozinha. Professora do ensino básico. Um daqueles 439 mil nomes que dão corpo à taxa de desemprego.
Cada caso é um caso. E em cada caso parece sempre que a fome é absurda. Evitável. A culpa vai de fininho instalar-se, quase sempre, nos ombros do pobre. Não morre sozinha. Nasce e cresce gémea da fome e da vergonha.
Os empregados ouvem-se, desfilam, protestam. Mas os pobres desempregados calam-se, escondem-se. São raros e corajosos os gritos. As denúncias. Na sociedade onde impera o deus do sucesso, como reconhecer que não se é capaz de assegurar a subsistência própria? Louva-se a ambição dos que se propõem conquistar o Mundo. Mas não há lugar para reconhecer a meta dos que se ocupam em conseguir apenas o pão nosso de cada dia. É por isso que ao seu silêncio se tem de opor o nosso grito de escândalo: numa sociedade de abundância e desperdício, não se pode tolerar que cresça o número daqueles que temem ver chegar os dias … “sem pão!”

Graça Franco

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