de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Domingo, 06 Abril , 2008, 12:01

OS PÁTIOS E O RECREIO

Caríssima/o:


Como ainda não entrámos na sala de aula, aproveitamos para acompanhar os alunos no recreio.
Quem não se recorda do recreio? Esse tempo de brincadeira em que a pequenada aproveitava para os seus jogos, corridas e, por vezes, para trincar uma côdea de boroa esquecida no bolso das calças...
Mas onde era o pátio?
Das três Escolas por onde passou, o Olívio brincava em plena rua. Vá lá, na do Ti Bola havia um portão que dava “abrigo” no tempo da chuva. Na da Ti Zefa, até à década de 60 do século passado, as partidas de futebol tinham por palco a estrada muito frequentada que levava o trânsito para o Forte, o Farol, a Barra e a Costa Nova. Não consta que tenha havido acidentes, mas que era uma temeridade...! Bem, adiante...

Além dos jogos tradicionais (o pião, o botão, o berlinde, o eixo, a bilharda, a barra...), estava muito em voga o “hóquei patins”, com tacos de talo de couve e bolas especiais de madeira ou de pedra... [Ouviam-se os relatos no rádio... Portugal era campeão do Mundo... Então fazia-se o nosso “campeonato do mundo”, em plena estrada, à frente da porta da Escola.]

Para os mais novos fica a informação (já tantas vezes ouvida e repetida... mas era mesmo verdade, podeis crer!...) de que nas futeboladas a bola era feita de meias rotas cheias de trapos ou com as bexigas dos porcos sacrificados para nosso sustento. Rara a bola de borracha e a de couro só nos sorteios dos cartões!

E quem não se lembra das corridas com “motas”, arcos e rodas de bicicleta, ou mesmo “a pé”?! Aquilo era um ver se te avias!

Uma última imagem a que associamos praticamente todos os sentidos; imagine-se só: a figueira do outro lado da estrada! Ali mesmo, oferecendo os seus figos apenas inchados na altura dos exames, qual merenda reforçada, mas que exigia altos juros: os lábios rachados! Mas era um regalo, “palácio encantado”, lugar de refúgio... Enfim, dizei vós o resto que eu estou agachado e não posso falar para não me descobrirem!


Manuel

Anónimo a 6 de Abril de 2008 às 20:58
Caro Fernando


Tomo a liberdade de corrigir o nosso amigo Manuel Olívio no seu escrito “Os Pátios e o Recreio”, no que diz respeito ao não ter havido acidentes no recreio (EN 109-7) da escola da Ti Zefa.



De facto houve pelo menos um acidente e muito grave, com o meu colega Caravana, filho do sr. Rosa (o faroleiro), que numa corrida no “jogo da bandeira”, chocou com a cabeça num automóvel, que o atirou em coma durante algum tempo, para a cama do hospital.



Um abraço para os dois,

Armando Cravo

Fernando Martins a 6 de Abril de 2008 às 21:01
Meu caro

Também me recordo desse acidente grave, mas foi bom teres participado, enriquecendo as recordações com que o Manuel nos vai brindando....

Um abraço

Fernando

mais sobre mim
Abril 2008
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4
5

6
7
8
9



30


arquivos
pesquisar neste blog
 
blogs SAPO