de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 27 Junho , 2008, 10:51

Diferentes razões, ao longo do ano, comprometem estruturas políticas em acontecimentos de âmbito religioso. Tanto naqueles que a tradição coloca no presente de cada sociedade, como na análise de problemáticas que podem afectar a relação entre comunidades e Nações.
São disso exemplo, por um lado, a salvaguarda e promoção de tradições religiosas em diferentes contextos onde, por iniciativa autárquica, não se poupam esforços ao trabalho de reconstrução da memória cristã, incontornável pelo Natal, pela Páscoa ou noutros momentos de festividades populares. Por outro lado, na atenção redobrada à emergência de atitudes e comportamentos fundados em convicções religiosas ou de conflitos que só falsamente se podem sustentar no fenómeno religioso. É o propósito da Comissão de Liberdade Religiosa, nomeadamente nos Colóquios Internacionais que promove.
E tudo isto ao mesmo tempo que se tentam apagar da memória colectiva e institucional legados históricos, como os do cristianismo.
A integração de todas as convicções religiosas na construção social é um imperativo mundial. E permite a valorização efectiva de cada religião, apurando os contributos que deixa à solidificação da justiça e paz nas sociedades.
Para aquelas que se fundamentam na Palavra, no Livro dos livros, é crescente a necessidade do confronto com as linhas que inspiraram comportamentos e determinaram a arte ao longo de gerações. Essa certeza foi sabiamente apresentada, por estes dias, em debates culturais. É também experimentada nos momentos de confronto com o Texto, possível quando se contornam excertos de apresentações litúrgicas ou releituras que afastam o leitor da integralidade do original
Para o crente, o desafio do confronto com a Palavra surge como premente e único capaz de lhe oferecer razões sólidas para a fé. Para os que com ele fazem sociedade, nomeadamente os que se responsabilizam pelo poder público, é a atenção permanente à salvaguarda da liberdade religiosa, à garantia dos mesmos direitos e deveres para todos os que partilham diferentes convicções religiosas o desafio de todos os programas: para as tradições, nomeadamente religiosas, que surgem com novos contributos à justiça e paz nas sociedades e, já agora, também para aquelas que já muitas provas deram nesse âmbito.

Paulo Rocha
tags:

mais sobre mim
Junho 2008
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4
5
6
7

8
9


25
26



arquivos
as minhas fotos
pesquisar neste blog
 
blogs SAPO