de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 07 Outubro , 2009, 14:13
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<div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/_edOTyb048mE/SsyTlI9bTVI/AAAAAAAAMtQ/hqAg_F_zaaE/s1600-h/autarquicas.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img $r="true" border="0" src="https://1.bp.blogspot.com/_edOTyb048mE/SsyTlI9bTVI/AAAAAAAAMtQ/hqAg_F_zaaE/s320/autarquicas.jpg" /></a><br /></div><div style="text-align: justify;">Será que existe a razão pura? Sem mancha de interesses ocultos, envolvências afectivas, ziguezagues de simuladores ardilosos? Segundo Kant essa razão cristalina, límpida, transcendental, criaria a grande base da ciência. Se é possível ter acesso à ciência, também é possível ter acesso ao bem.<br /></div><div style="text-align: justify;">Que terá tudo isto a ver com as eleições, concretamente as autárquicas?<br /></div><div style="text-align: justify;">A verdade do governo da cidade não vem muitas vezes duma ideologia, dum projecto, duma razão pura e objectiva. Nem sequer dos confrontos teatrais ou cómicos largamente expandidos nas televisões. Desta vez não há figuras mitificadas pelos media.<br /></div><div style="text-align: justify;">Estamos perante um voto de proximidade, vizinhança, com nome familiar, presença nos acontecimentos da comunidade, que ajuda a desenhar a cidade velha e a construir a nova cidade. Mas também a rua, o bairro, o muro, a casa, a janela, o canteiro das flores e o candeeiro em frente. Esse rosto tem poder, o seu governo, os seus ministros, que se reúnem, discutem e decidem. Aprovam e recusam, erguem e derrubam. Tudo ao pé da porta, com gente que a terra viu nascer, fazer-se doutor ou engenheiro, ou nunca aprendeu nada na vida a não ser passear-se por gabinetes e riscar sentenças. Certas ou erradas, desabam sobre o quotidiano da comunidade, no caminho que percorre, no asfalto às ondas ou nas estátuas por vezes inúteis que nada assinalam a não ser quem as mandou construir. Mas também quem se dá pela comunidade, a acompanha na sua festa e na sua dor. Quem vê e acompanha por dentro os grandes tempos e as rotinas da aldeia deserta e esquecida.Com testemunhos históricos: o pelourinho, a igreja, a escola, festa anual e esse orgulho com que cada um diz que esta é a sua terra.<br /></div><div style="text-align: justify;">Grande parte dos votos tem este cenário e recai sobre pessoas mais que conhecidas. Por isso se pergunta: será que o coração deixa funcionar a razão na eleição dos governantes locais? Será a comunidade lúcida na escolha dos homens e mulheres que vão gerir os seus destinos? Não será necessário escolher os melhores em vez dos mais amigos e simpáticos? Haverá democracia na miscelânea de interesses imediatos e de conluios com caciques com fachada de benfeitores?<br /></div><div style="text-align: justify;">Evocar Kant para lembrar que a razão deve funcionar nos grandes tempos pessoais e comunitários, é apenas aceitar que importa ver corações para além das caras. E que, como disse Jesus: “a verdade vos libertará”. (João 8, 32)<br /></div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">António Rego<br /></div><div style="text-align: justify;"><br /></div>
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