de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 01 Fevereiro , 2010, 18:54
D. Carlos e D. Luís



Neste dia, em 1908, no Terreiro do Paço, foram assassinados D. Carlos, rei de Portugal, e seu filho primogénito, D. Luís Filipe. Sucedeu a D. Carlos o seu segundo filho, D. Manuel II, último rei do nosso País. Com sangue, deram-se passos decisivos para a República.
Por princípio cristão e humanista, não aceito a pena de morte nem aplaudo assassinos. Houve e há quem o faça. Concordo com as revoluções, pela capacidades que elas têm ou podem ter de repor a justiça, abrindo portas a uma sociedade mais fraterna e mais humana, mas defendo que é possível tudo isso num clima predominantemente pacifista. Gandhi ensinou-nos isso.
Não acredito que possa ser possível, num ambiente democrático, voltar à Monarquia, mas creio que a República ainda não pôs de pé, entre nós, os propalados ideais republicanos, de liberdade, igualdade e fraternidade. Os ideais são inatingíveis, mas torna-se imperioso apostar na aproximação.
A morte de D. Carlos e de seu filho não dignificou a República nascente e penso até que, mais dia menos dia, um novo regime se poderia impor, numa Europa em mudança. Ainda há Monarquias, como toda a gente sabe, curiosamente em países democráticos e progressistas, onde as pessoas vivem em paz, sem guerras mesquinhas, como as que envolvem os Presidentes das Repúblicas. Por mais que se diga que o Presidente o é de todos os concidadãos, a verdade é que tudo serve para denegrir a sua imagem. Vejam os meus amigos o que acontece com o Presidente Cavaco Silva. É sempre preso por ter cão e por não o ter.

Como vivemos numa República, temos de a honrar, honrando os mais altos magistrados da Nação e respectivos símbolos. Contudo, será bom que não esqueçamos que Portugal foi construído, como estado, durante quase oito séculos, por uma Monarquia.

FM

Anónimo a 1 de Fevereiro de 2010 às 21:43
Enquanto "Reino", Portugal foi-se fazendo grande!
Quizeram os republicanos mostrar como se governava um Pais, e mostraram. É o que vemos. Um rectangulo à beira-mar...
É isto uma "Republica", dizia o meu avô quando os seus quatro netos se punham todos aos berros, e à bofetada...
Ângelo Ribau

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