de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 29 Julho , 2009, 11:05

AMO-TE, Ó LEI MAIS SUAVE

Amo-te, ó lei mais suave,
na qual amadurecemos, quando com ela em luta estávamos;
ó grande saudade que não dominámos,
ó floresta da qual nunca saída encontrámos,
ó canção que em cada silêncio cantámos,
ó rede de obscuridade,
em que nossos sentimentos presos abrigávamos.

Tão infinitamente grande te começaste,
naquele dia em que nos começaste,
e tanto amadurecemos nos sóis de tuas horas,
tanto nos alargámos e nos plantámos profundamente,
que em Homens, Anjos e Nossas Senhoras
agora te podes cumprir descansadamente.

Deixa a tua mão na encosta dos céus pousar
e tolera em silêncio o que te estamos na sombra a preparar.

Rainer Maria Rilke (1875-1926)
In «O Livro de Horas», ed. Assírio & Alvim
tags:

Donzília a 29 de Julho de 2009 às 19:40
É com nostalgia que releio o Rilke, desde os meus tempos de estudante em Coimbra, onde tive uma cadeira de Literatura Alemã, que incluía este poeta no seu programa.
Provovou-me muitas dores de cabeça, quando tentava perscrutar os seus desígniods poéticos, numa língua que para mim, não era canja. Na altura tinha urgência na superação das dificuldades e faltava-me a maturidade, para apreciar as coisas com calma e tempo!
Hoje, deleito-me a lê-lo e recordo os bons tempos que passei na Lusa Atenas!
Danke shoen!

mais sobre mim
Julho 2009
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4

5
6
7
8
9





arquivos
as minhas fotos
pesquisar neste blog
 
blogs SAPO