de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 23 Setembro , 2008, 20:02

SE DESTE OUTONO

Se deste Outono uma folha,
apenas uma, se desprendesse
da sua cabeleira ruiva,
sonolenta,
e sobre ela a mão
com o azul do ar escrevesse
um nome, somente um nome,
seria o mais aéreo
de quantos tem a terra,
a terra quente e tão avara
de alegria.


Eugénio de Andrade


In O Sal da Língua
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Marieke a 23 de Setembro de 2008 às 23:18
Neruda..assim como Lorca..assim como Rosalia Castro..os meus três poetas preferidos em Língua Espanhola

Tu eras também uma pequena folha
que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi: não soube
que ias comigo,
até que as tuas raízes
atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
floresceram comigo

Pablo Neruda

Fernando Martins a 24 de Setembro de 2008 às 00:18
Minha cara Maria

A vida, sem poesia, terá algum sentido?

Um abraço

Fernando martins

Madona a 25 de Setembro de 2008 às 19:30
O Outono, que chegou e pelos vistos p'ra ficar, com todo o seu manto de suaves matizes, sugere-me este poema dos tempos de outrora...

Outono

Os tons dourados
Do teu manto
E os avermelhados
Em espanto
Ou nostalgia,
Descem em nós
A melancolia.
Cobre-se a natureza
Que rescende a mosto
Dum véu de tristeza.
Sentido ao sol-pôsto.
E neste sabor
Há pranto
Ou louvor?

Madona

joão marçal a 28 de Setembro de 2008 às 02:31
Este poema é lindo demais para ficar aqui escondido.
Que diz Professor?

Um abraço

JM

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