de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 21 Março , 2007, 17:48
POEMA 2

A palavra retira-se a silêncio.
Chama-o à sua interioridade
para que fique sendo
um recuo feliz. Ou, talvez, mais que
esse recuo, tempo
de espera, de penúria, de constante
transparência que cai em pensamento
mas sem que o pensamento chegue a frase.
E, mesmo assim, como se vai regendo
a plenitude da penúria. Que age
e se acrescenta pelo campo dentro
onde somente mais penúria se abre.
É então que a palavra recupera isento
o ímpeto da sua vacuidade
e se dispõe a devolvê-lo
em silêncio feliz. E potestade.

Fernando Echevarría
Singeverga, 18 de Março de 2007

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Leia mais sobre um retiro de poetas,
em "Poeta arrisca-se à conversão católica",
no "Público" de hoje, no caderno P2

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