de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Domingo, 13 Abril , 2008, 10:33
A "casinha" da escola da Ti Zefa

AS CASAS DE BANHO

Caríssima/o:

Não é por acaso que hoje se mede a eficiência das autarquias pelos serviços de água e de saneamento. Curiosamente este até é o ano da água; e talvez ainda mais curioso é a ostentação da garrafinha para se ir bebericando o precioso e caro líquido.

Mas nem sempre foi assim. No nosso tempo de meninos e moços era vulgar matar a sede com a água que ficava pelas valetas e até pelas poças, afastando os ciscos e um ou outro peixe-sapo! Note-se que a água era límpida e corrente...

Quanto ao saneamento, bem: tenho dito!
Quer dizer: a terra consumia os dejectos que nela se lançavam. Pode dizer-se que havia equilíbrio biológico. Estava em voga aquela máxima: “nada se cria, nada se perde, tudo se transforma!” Tudo era reciclável!
Claro, de quando em vez, havia uma epidemia... [coisas do passado; hoje não as há, apenas endemias!]... que “limpava o sarampo” a uns/umas tantos/as.
Isto a propósito das “casas de banho”, propriamente chamadas “casinhas”.
- Senhor/a Professor/a, posso ir à casinha?- suplicava-se em ocasião de manifesta dificuldade.
E não é que numa dessas escolas era mesmo uma casinha de tábuas carcomidas e sem pintura? Aí fica a fotografia (creio que o Ângelo ainda se lembrará; já tem uns anitos: 1960!) e os comentários... por tecer.
Nas outras escolas a “desgraça” não era tanta, mas a higiene e a limpeza faziam-lhe parelha.

Este era, também e logicamente, o retrato do que se passava na maior parte das habitações da nossa terra; que nos lembremos que os campos de milho eram o mais frequentado quarto de banho dos nossos areais.

[ Seria interessante e muito proveitoso que outros/as participassem com as suas achegas, como alguns já fizeram. Atingir-se-ia mais exactidão e maior riqueza de pormenores. Os anos vão passando e há coisas que nos parecem incríveis... Com o meu abraço grato, aqui fica novamente o pedido: o espaço é vosso!]

Manuel

Leopoldo Oliveira a 13 de Abril de 2008 às 12:12
Também fui utente desta "casinha",pois fui dos últimos alunos da escola da ti Zefa.Como ficava um pouco distante da escola(era nas traseiras da casa do Dr.Ribau),em momentos de maior aflição,aquelas dezenas de metros pareciam quilómetros.
Recordar é viver.
Leopoldo Oliveira

FERNANDO MARTINS a 13 de Abril de 2008 às 12:23
Meu caro

Tiveste sorte. Quando eu fui para essa escola, ainda não havia tal "casinha". O que me valia era a minha casa, que ficava muito perto! Num tiro, em hora de aperto, chegava lá.

FM

Anónimo a 13 de Abril de 2008 às 15:19
Gostei de saber como eram as escolas de antigamente.

Anónimo a 13 de Abril de 2008 às 19:15
O ângelo não se recorda de tudo. Mas fui um dos que inaugurou a "casinha" Quando da inauguração era de madeira nova, era um luxo.
Ângelo

joão marçal a 14 de Abril de 2008 às 01:29
Fui para a Escola em 1953, na Cale da Vila, e tive a sorte de encontrar um edifício adequado às suas funções, como outros que foram surgindo por toda a parte. Verificou-se de facto uma mudança para melhor: a minha escola tinha várias casas de banho para os alunos (tipo caçador) e uma para o Professor. Creio que a água era puxada com uma bomba manual para um depósito superior e alguns alunos eram destacados para o reabastecimento. Foi uma boa escola com recreio e alpendre.

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