de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Sábado, 16 Fevereiro , 2008, 11:52

S. Jacinto em fotos tiradas do Forte de Barra. Clicar para ver melhor

S. Jacinto celebra hoje o seu 53.º aniversário. Motivo para festa, sempre, embora por vezes não haja alegria para isso. A S. Jacinto e à sua gente ligam-me laços de vizinhança e de amizade. lá Trabalhei lá dois anos, nos meus princípios profissionais, como professor, e desde essa altura passei a compreender melhor o seu isolamento. Por isso, quando posso, lembro que os residentes em S. Jacinto precisam mais do que umas lanchas e de um ferry-boat. Disse vezes sem conta que a ligação natural de S. Jacinto é com a Gafanha. Terras separadas apenas pela laguna, com uma ponte tudo ficaria resolvido. Mas teimaram com o ferry-boat e agora não faltam os protestos. É caro e não está sempre à mão. Só para turistas e pouco mais, penso eu. Importa, portanto, agendar, quanto antes, a ponte que estabeleça a ligação mais natural com a margem de cá. Então, quando isso acontecer, todos poderão sentir e ver como S. Jacinto ficará com outra vida.
Permitam-me que recorde, para além dos alunos que lá tive, de ambos os sexos, todo o ambiente dominado pela ria e pelo mar, com peixe fresco todas as manhãs. E a lota, com as artes de fazer render o peixe. Um dia ousei comprar algum e nem percebi que o lote estava a ficar por um preço exorbitante. Então, alguém me segredou: "Não ofereça mais; eu compro por si." Concordei e esperei. Acabei por ficar com peixe muito mais barato. Afinal, eu não conhecia os truques da venda na lota. Mas não faltou quem me ajudasse.
Lembro-me bem do Café do Labareda, onde almocei muitas vezes. Peixe quase sempre, mas muito bom, porque era apanhado na hora. E também da loja, onde se vendia de tudo, do Lelinho, pai do meu bom amigo Gilberto Nunes, que foi proprietário e gerente da Auto Viação Aveirense. O Lelinho era um homem bom. Era uma espécie de protector de toda a gente. Família em dificuldade tinha nele um apoio amigo.
Também recordo o dinamismo do Estaleiro do Roeder, que dava trabalho a centenas de pessoas, da terra e arredores. Quase todas as famílias dependiam, economicamente, directa ou indirectamente, do Estaleiro e da Aviação Naval.
S. Jacinto ficou sempre no meu espírito. Quando olho para a sua gente, até a sinto como minha família.

FM


J.pião a 20 de Janeiro de 2009 às 19:31
S.Jaçinto linda terra por onde lá trabalhei sete aninhos bons tempos ,boa gente e ambiente saudavel,por tudo isso o Sr professor foi um dos priveligiados,e muito boa gente que passou por lá. Mas não há duvidas que uma ponte fazia um jeitão não só para os habitantes de S.Jaçinto,más para todos que por lá passam...sou pescador reformado ,de nome jaime pontes um abraço para todos.

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