de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 21 Agosto , 2009, 14:01









CASA DAS MEMÓRIAS

Sobre o meu corpo, o teu sorriso,
como fonte, como rio, como mar.

Nenhuma palavra diria a corrente,
verso algum cantaria a magia,
sôfrega sede no incêndio a crepitar.

Sobre a minha boca, o teu sorriso,
como música, sino em dia de Jesus Menino,
como cotovia a cantar.

Nenhum gesto dirá a saudade,
poema algum nos levará aos ramos do amor.

Era outono nas noites frias ao luar.
Era verão nos gestos quentes da idade.

O tempo permanece intacto como flor,
artíficio humano em jarra encarnada.
E eu permaneço na casa das memórias,
exígua e rasa.


Turíbia

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