de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Domingo, 01 Fevereiro , 2009, 15:17


1. Os arautos da desgraça continuam a agitar a bandeira da bancarrota, da ingovernabilidade de Portugal, do fim da Nação. A multissecular Pátria portuguesa até parece que caiu ou está para cair nas ruas da amargura, sem políticos à altura de aguentar a barca no cimo das ondas. A barca, pelos vistos, está a meter água por todos os lados.
Clama-se por justiça, mas ela não surge, ou surge tardiamente; clama-se por verdade, mas os mentirosos amarfanham a sociedade; clama-se por uma educação sadia, mas não faltam os promíscuos em cada esquina; clama-se por paz, mas não falta quem alimente guerras. E por aí adiante…
O nepotismo, o compadrio, as negociatas, a mentira, o ódio, a injustiça, o desespero, o desemprego, a miséria, a falta de sentido para a vida e a ausência de horizontes dignos de um futuro de progresso solidário parece que estão a implantar-se entre nós. Mas tudo isto será razão para admitir o fim de Portugal como Estado e como Nação? Julgo que não. O nosso País e os portugueses já enfrentaram inúmeras desgraças, mas continuam a existir. Mais uma crise não será motivo para desânimos. Havemos de sair dela. Temos de conseguir caminhar em frente, rumo a um futuro mais risonho.
2. Celebra-se hoje o Dia do Consagrado na Igreja Católica. Homens e mulheres que, por amor a Deus, deixam o mundo, com todas as suas seduções, para viverem em exclusivo a causa de uma sociedade mais fraterna, onde a paz seja uma aposta de todos os momentos.
Penso que a acção dos consagrados e das consagradas, no dia-a-dia de um labor ao serviço do mundo, onde a espiritualidade nunca perde o seu lugar, carece de ser mais conhecida e mais amada. Porque não é fácil deixar família, amigos e propostas profissionais aliciantes para viver o desafio de construir o Reino de Deus neste tempo de tantas contradições.
Sei que muitos sentem na carne e na alma o desgaste da solidão, a incompreensão da sua entrega generosa, a arrogância dos instalados nos prazeres fúteis. Mas também sei que aos consagrados e consagradas nunca faltará, nas encruzilhadas de outras vidas, a alegria do encontro diário com Jesus Cristo, que é caminho, verdade e vida.

Fernando Martins
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orlando a 1 de Fevereiro de 2009 às 20:04
Os problemas não são de hoje e é muito fácil dizer que agora vai ser o fim do mundo. Habituei-me, desde que nasci, a ouvir as profecias sobre o fim do mundo e estou convencido que vou morrer a ouvi-las. Acredito que o ser humano tem dentro de si forças capazes de transformar a sociedade desde que acredite em si próprio. Portugal nasceu de uma forma quase ocasional, mas foi capaz de transformar em qualidades as suas próprias debilidades. Tal como acontece com cada um de nós, também a nossa sociedade irá resolver os seus problemas se acreditar sempre que é possível fazer melhor e seguir em frente.

Fernando Martins a 1 de Fevereiro de 2009 às 20:45
Meu caro

Tens razão. Se cada um de nós fizer o que puder por um mundo mais justo e mais fraterno, é certo e sabido que Portugal continuará.
Um abraço

Fernando Martins

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