de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Domingo, 04 Outubro , 2009, 00:25
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<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/_edOTyb048mE/SsfdRWADf8I/AAAAAAAAMrM/v5fOFhF9Ii8/s1600-h/casamento-alian%C3%A7as.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img $r="true" border="0" src="https://1.bp.blogspot.com/_edOTyb048mE/SsfdRWADf8I/AAAAAAAAMrM/v5fOFhF9Ii8/s200/casamento-alian%C3%A7as.jpg" /></a><br /></div><div style="text-align: justify;"><br />Esta afirmação é feita a propósito de Jesus de Nazaré. Constitui o mais belo testemunho da sua vida e compêndio da sua obra. Desvenda o sentido de tantas atitudes notoriamente desconcertantes. Evidencia o alcance de gestos aparentemente insignificantes. Abre horizontes de plenitude aos momentos mais sombrios das suas lutas e tensões, inclusive da própria morte. <br /></div><div style="text-align: justify;">“Em proveito de todos” faz-se humano e assume um tipo de vida coerente com a dignidade da sua natureza; por isso, repõe a pessoa na sua fonte original – a de ser criatura de Deus, imagem e semelhança divinas, expressas no masculino e no feminino; por isso, propõe mensagens cheias de novidade que reforçam os laços solidários e fraternos entre os humanos e manifestam a relação com os bens de toda a criação que lhes é confiada; por isso, aproveita as ocasiões em que os seus adversários pretendem envolvê-lo e apanhá-lo em armadilhas e, com uma habilidade sábia e surpreendente, desmascara-lhes a mentira, deixando a descoberto a verdade.<br /></div><div style="text-align: justify;">“Em proveito de todos” restitui ao matrimónio o seu valor e sua qualidade originais, pondo a claro o projecto de Deus sobre o amor conjugal. Afirma que Moisés não foi fiel ao pacto da criação e que é preciso superar a “dureza do coração”, só possível com uma nova compreensão da relação entre homem e mulher. Esta relação mútua será sempre o sinal da relação original de Deus com o primeiro par humano, fruto de um amor exclusivo e único, dinâmico e fecundo, assertivo, fiel e performativo. <br /></div><div style="text-align: justify;">É certo que a licença concedida por Moisés representa um passo em frente na tradição judaica, obrigando o homem a legalizar o divórcio com a sua mulher mediante a carta de repúdio, E, em certas situações, a própria mulher repudiar o marido. Sem este acto formal, ficava pendente da arbitrariedade, do capricho ou de qualquer miudeza ocorrente, contrariando claramente a qualidade da relação assente no amor mútuo como pretendia o sonho primeiro do Criador da natureza humana.<br /></div><div style="text-align: justify;">O alcance da proposta de Jesus não é entendido por todos de igual modo. Por isso, dá origem a situações de vida divergentes e, por vezes, opostas que convém compreender à luz do projecto original e não apenas de qualquer lei positiva. <br /></div><div style="text-align: justify;">Esta diversidade de situações contém um gérmen evocativo, ainda que discreto e escondido, daquela harmonia interpessoal latente no coração humano e correspondente força de atracção e sedução. Como tal merece respeito, reconhecimento e apreço.<br /></div><div style="text-align: justify;">“Em proveito de todos” ergue-se o amor matrimonial, estável na liberdade da opção pelo casamento, apaixonado pela doação generosa, feliz no esforço de cada dia, compreensivo perante as fragilidades humanas, responsável pela aliança celebrada e pelo compromisso assumido. Feliz e fecundo, tendo o amor de Jesus como fonte inspiradora e medida de realização.<br /></div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">Georgino Rocha <br /></div><div style="text-align: justify;"><br /></div>
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