de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 11 Maio , 2010, 21:12

 

Da homilia de Bento XVI no Terreiro do Paço

 

 

 

 Terreiro do Paço cheio que nem um ovo

 

 

Papamóvel a caminho do Terreiro do Paço

 

«Nos tempos passados, a vossa saída em demanda de outros povos não impediu nem destruiu os vínculos com o que éreis e acreditáveis, mas, com sabedoria cristã, pudestes transplantar experiências e particularidades abrindo-vos ao contributo dos outros para serdes vós próprios, em aparente debilidade que é força. Hoje, participando na edificação da Comunidade Europeia, levai o contributo da vossa identidade cultural e religiosa. De facto, Jesus Cristo, assim como Se uniu aos discípulos a caminho de Emaús, assim também caminha connosco segundo a sua promessa: «Estou sempre convosco, até ao fim dos tempos». Apesar de ser diferente da dos Apóstolos, temos também nós uma verdadeira e pessoal experiência da presença do Senhor ressuscitado. A distância dos séculos é superada e o Ressuscitado oferece-Se vivo e operante, por nós, no hoje da Igreja e do mundo. Esta é a nossa grande alegria. No rio vivo da Tradição eclesial, Cristo não está a dois mil anos de distância, mas está realmente presente entre nós e dá-nos a Verdade, dá-nos a luz que nos faz viver e encontrar a estrada para o futuro.»

 

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Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 11 Maio , 2010, 17:20
 

 

 

Manifestação Jovem presta homenagem ao Papa

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 11 Maio , 2010, 17:02

 

Hoje à tarde, a Praça do Marquês ficou animada. Milhares de jovens de Lisboa e arredores, com os seus cartazes e uma alegria transbordante, dominaram o ambiente, sem medo da chuva que acabou por se recusar a aparecer. Era preciso colaborar com a festa da juventude. Violas e tambores, gargantas afinadas umas vezes, e desafinadas outras tantas vezes, que nas manifestações não há lugar para o lamiré, emprestaram cor e entusiasmo a esta visita de Bento XVI.

 

Os vivas ao Papa misturaram-se com cânticos religiosos, sob comando dos chefes das claques. O povo, ao lado, assistia, com sorrisos cúmplices; um ou outro, alheio a toda esta alegria, lia o jornal ou olhava horizontes perdidos…

 

À hora a que escrevo este apontamento, no Terreiro do Paço fazem-se os preparativos para a celebração da missa. Disso falarei logo mais, se puder…

 

FM

 

 


Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 11 Maio , 2010, 16:35

 

 

 

 

 

Primeiras impressões

 

À chegada senti que algo diferente estava no ar. Painéis, bandeiras e bandeirinhas anunciavam a primeira visita do Papa Bento XVI ao nosso País. As medidas de segurança noticiadas estavam a ser aplicadas, com zonas fechadas ao trânsito e polícia por todos os cantos por onde Sua Santidade haveria de passar. Janelas ostentavam dísticos alusivos à visita, e até a Carris dava as boas-vindas a Bento XVI, como bem se via nos seus autocarros.

 +++

O taxista não estava muito satisfeito, porque, em sua opinião, não se justificava tanto aparato. Até porque,  sublinhava, este Papa «não tem nada a ver com João Paulo II; esse, sim, era um Papa para as multidões».

Adiantei que não há Papas iguais; cada um tem os seus carismas. E que Bento XVI, apesar da sua idade, será o Papa para este tempo.

E a conversa continuou…

— O senhor concorda com a despesa que se está a fazer, em tempo de tanta crise?

— O Papa não chama ninguém… e não há outras despesas que poderiam ser evitadas? O Povo que gosta de festas, tem o direito de as viver. E o Papa, para os católicos, não será motivo de grande festa? E não será uma oportunidade para os crentes acertarem as suas reflexões a partir das mensagens que Bento XVI lhes dirigirá? E essas mensagens não irão ajudar toda a gente a lutar por um mundo melhor?

— Lá isso é verdade… disse-me o taxista, talvez para ser delicado.

 

FM

 


Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 11 Maio , 2010, 08:20

 

 

:
Amanhã, quarta-feira, estarei no Centro Cultural de Belém, para ver e ouvir o Papa Bento XVI. O sonho nunca realizado de ir a Roma para ver o Papa vai ser concretizado em Portugal. Não será a mesma coisa, porque estou longe da Basílica de S. Pedro, da Capela Sextina, das pinturas de Miguel Ângelo, do Coliseu, do Museu do Vaticano, das Catacumbas, do túmulo do primeiro Papa, do ar que o cristianismo dos primeiros séculos respirou. Estarei simplesmente em Lisboa.

Nesta visita que o Santo Padre programou para estes dias — 12, 13 e 14 de Maio — , passando por Lisboa, Fátima e Porto, há um encontro com artistas, académicos, intelectuais, agentes da cultura e homens e mulheres comuns. Serão 1400 de todo o país. E do grupo da gente comum faz parte este humilde católico que sou eu. Para ver e ouvir, repito, o Papa, em pé de igualdade com os convidados, crentes e não crentes, católicos e cristãos de várias correntes, membros de outras religiões não cristãs, ateus e agnósticos.

Como católico minimamente conhecedor da história da Igreja antecipo já a emoção que não deixarei de sentir na hora em que o Santo Padre dirigir a sua mensagem aos homens e mulheres da cultura, no sentido, certamente, de por ela e com ela valorizarmos o divino nas relações humanos, para que o mundo seja mais belo, mais justo e mais fraterno.

Estou já a antever uma mensagem carregada de esperança, com frases e palavras bem medidas, cada uma das quais à altura de nos fazer pensar e agir em conformidade, pese embora as nossas limitações no dia-a-dia cheio de nuvens que ofuscam o Deus que está em cada ser criado.

Em nome de todos os convidados falará Manoel de Oliveira, o realizador cinematográfico mais idoso do planeta, com os seus 101 anos de vida, em plena actividade artística. A sua juventude vai servir também, por si mesma, para nos estimular a viver em plenitude, sem nos deixarmos vencer pelo peso dos anos, antes assumindo a riqueza cultural, social, espiritual e humanista de experiências feita.

 

Fernando Martins

 

 


Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 11 Maio , 2010, 00:10

De hoje até 14 de Maio, o Papa Bento XVI vai estar em Portugal. Lisboa, Fátima e Porto vão ter a honra de o receber e de o ouvir ao vivo. O nosso País, que está a viver uma crise séria, talvez lucrasse se todos pudéssemos e quiséssemos reflectir sobre o que ele nos vai dizer. Através de nós ou a partir de nós falará ao mundo. Veja aqui o percurso que o Santo Padre vai seguir.


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