de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Sábado, 24 Abril , 2010, 22:15

 

 

O sonho de Abril

 

Maria Donzília Almeida

 

 

 

Este mês de Abril é rico em efemérides e para acabar, aí temos mais uma vez, a comemoração da Revolução de Abril, que vai já na sua trigésima sexta vez, consecutiva.

 Quando, há 36 anos, explodiu ao som das baionetas o grito da liberdade, o povo estremeceu e começou a sonhar.

Não foi tanto o espalhafato, a euforia incontrolada, a loucura do romper das barreiras que deixou o povo estonteado. Foi a esperança numa vida diferente, numa vida sem mordaças, mas que trouxesse alguma melhoria a quem sempre fora explorado.

Fizeram-se comemorações, de lés a lés, o país estrebuchou e deu largas à sua alegria incontida.

Passaram-se já 36 anos, já se ouviu chamar jovem democracia......mas, c’os diabos! As pessoas têm um tempo para crescer, para amadurecer, para se tornarem adultas! Não será infantilização, chamar-se ao regime em que vivemos, uma jovem democracia? Não terá já passado o tempo suficiente para que a “criança” tenha crescido e assumido postura de adulto?

Pela observação do que nos cerca, constata-se que afinal a democracia ainda não mostrou o lado bom, o lado da maturidade, da consolidação de propósitos e valores.

Vivemos num mundo sem amarras, é verdade, sem mordaças, é certo, mas que importa podermos dizer o que sentimos o que achamos sobre aqueles que nos governam, se nada é feito para alterar o que está mal?

                                  


Editado por Fernando Martins | Sábado, 24 Abril , 2010, 17:07

Um novo Concílio Ecuménico e imensas reformas pede o teólogo Hans Kung ao Papa, de quem foi colega, na mesma universidade. São conhecidas, há muito, as divergências entre ambos, a propósito dos ingentes problemas que a Igreja Católica tem de enfrentar. Mas, apesar disso, é justo sublinhar que os dois amam séria e convictamente a Igreja a que pertencem. Os dois também foram colegas, como teólogos, no Concílio Vaticano II.

Ao publicar esta Carta Aberta aos Bispos, move-me o desejo de que esta ousadia ou coragem, conforme a visão de uns e de outros, os que concordam ou discordam das propostas avançadas, sirva para nos levar a  reflectir sobre a Igreja que somos ou gostaríamos de ser, excluindo, de imediato, a indiferença ou passividade face à Igreja em que estamos. Como seres pensantes, o que nos diferencia dos mortos-vivos, temos a obrigação de contribuir para uma comunidade cristã, base de um mundo melhor, mais fraterna,  como membros responsáveis, conscientes e  dinâmicos, e não como agentes cegos e passivos, em relação às verdades que nos enformam. 

 

 

FM

 

 

 

 

Hans Kung

 

 

 

Veneráveis bispos



Joseph Ratzinger, agora Papa Bento XVI, e eu éramos os mais jovens teólogos no Concílio Vaticano II, entre 1962 e 1965. Agora somos os mais velhos, e os únicos que continuam em plena actividade. Sempre entendi o meu trabalho teológico como sendo um serviço à Igreja Católica Romana. Por esta razão, por ocasião do quinto aniversário da eleição do Papa Bento XVI, faço-lhe este apelo em forma de carta aberta. Faço-o motivado pela minha profunda preocupação acerca da nossa Igreja, que se encontra na pior crise de credibilidade desde a Reforma. Desculpe-me ser na forma de carta aberta; infelizmente, não tenho outra forma de o contactar.



Apreciei imenso que o Papa me tenha convidado, a mim que sou abertamente seu crítico, para nos encontrarmos para uma amigável conversa de quatro horas, pouco após ter ascendido ao seu cargo. Este convite acordou em mim a esperança de que o meu antigo colega da Universidade de Tubingen poderia encontrar o seu caminho e promover uma contínua renovação da Igreja e uma aproximação ecuménica dentro do espírito do Concílio Vaticano II.



Infelizmente, as minhas esperanças, e as de tantos homens e mulheres católicos empenhados, não foram cumpridas. E na minha subsequente correspondência com o Papa apontei-lhe muitas vezes este facto. Não há dúvida de que ele desempenha conscienciosamente os seus deveres diários de Papa, e deu-nos três úteis encíclicas sobre fé, esperança e caridade. Mas quando se trata de enfrentar os grandes desafios do nosso tempo, o seu pontificado desperdiçou mais oportunidades do que as aproveitou:



- Perdeu a oportunidade de aproximação às Igrejas protestantes. Em vez disso, tem-lhes sido negado o estatuto de Igrejas no verdadeiro sentido da palavra e, por essa razão, os seus ministros não são reconhecidos e a intercomunhão não é possível.



- Perdeu a oportunidade de uma reconciliação duradoura com os judeus. Em vez disso, o Papa reintroduziu na liturgia uma oração pré-conciliar pela iluminação dos judeus, recebeu de novo em comunhão com a Igreja bispos notoriamente anti-semitas e cismáticos, e está activamente a promover a beatificação do Papa Pio XII, que tem sido acusado de não ter oferecido suficiente protecção aos judeus na Alemanha nazi.



A verdade é que Bento vê no judaísmo apenas a raiz histórica do cristianismo; não a toma a sério como uma comunidade religiosa que continua a oferecer o seu próprio caminho em direcção à salvação. A recente comparação entre as actuais críticas que o Papa enfrenta e as campanhas de ódio anti-semita - feita pelo reverendo Raniero Cantalamessa durante uma cerimónia religiosa oficial na sexta-feira de Páscoa no Vaticano - desencadeou uma tempestade de indignação no seio de judeus um pouco por todo o mundo.



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Editado por Fernando Martins | Sábado, 24 Abril , 2010, 15:54
O Júlio sempre bem disposto

 

A Tânia está tranquila
Depois do "trabalho", o lanche para recompor

 

 

«Tu podes salvar vidas. Dá sangue»

 

Realizou-se hoje, em salas da igreja matriz da Gafanha da Nazaré, uma colheita de sangue pela ADASCA (Associação de Dadores de Sangue do Concelho de Aveiro). A iniciativa partiu da Cáritas Paroquial. Talvez por inadequada divulgação, os dadores não apareceram em tão grande número como o esperado.

Joaquim Carlos, fundador e presidente da direcção da ADASCA, admitiu que uma sessão de esclarecimento, numa próxima e desejada oportunidade, poderá sensibilizar mais dadores ou potenciais dadores para uma recolha de sangue mais expressiva.

Depois de elogiar as instalações, Joaquim Carlos esclareceu o que  é suficientemente sabido: «A dádiva de sangue é um grande gesto de solidariedade para com o próximo que nem conhecemos.»

Júlio Riço, um membro activo da comunidade paroquial e já habitual dador, considera que «dar sangue é uma causa justa», referindo ainda que «todos nós, de um momento para o outro, poderemos vir a precisar dele».

Tânia, da Gafanha da Encarnação, estava pela primeira vez na situação de dadora. Não estava a sentir qualquer incómodo e sabe que, com este gesto, «vai beneficiar alguém». E acrescentou: «O sangue que hoje damos pode ser amanhã utilizado por nós próprios.»

 

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Editado por Fernando Martins | Sábado, 24 Abril , 2010, 12:10
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Tenho para mim que as flores, de jardim ou silvestres, têm algo  de divino. Quando passo por elas, não resisto  à tentação de parar para as contemplar. E depois das formas, tonalidades e cheiros que inebriam, até sinto vontade de lhes falar. Bagão Félix, um profundo conhecer, mesmo apaixonado, de plantas, disse um dia, numa entrevista, que costuma falar com elas e acariciá-las. E  ainda  afirmou que pressente que as plantas o entendem. Não cheguei a esse ponto, mas que gosto de flores, lá isso gosto.
Bom sábado, de preferência a passear por um jardim.
 
FM
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Editado por Fernando Martins | Sábado, 24 Abril , 2010, 11:56

 

 

 

 

O ANIMAL HUMANO

 

Anselmo Borges

 

«Apesar de todas as semelhanças, não se pode ignorar as diferenças específicas que separam o homem do animal. Apontam-se exemplos.

O próprio Darwin, referindo-se à linguagem humana, falou do "poder quase infinitamente maior de associar os mais diversos sons e ideias". A linguagem duplamente articulada e a capacidade de discurso são algo que remete para a singularidade única do homem.»

 

 

 

 

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Editado por Fernando Martins | Sábado, 24 Abril , 2010, 09:02

 

António Sala, um senhor da rádio, da RR, termina (?) uma carreira de 40 anos. De verbo fácil, simples, próximo, ficará na memória de milhares de ouvintes de todos os quadrantes. Deu uma entrevista ao PÚBLICO que merece ser lida. Para mim, que o ouvi vezes sem conta, o António Sala fez escola e deixou o seu espírito e profissionalismo em muitos discípulos.

Parabéns

 


Editado por Fernando Martins | Sábado, 24 Abril , 2010, 09:00

 

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Nós, os da beira mar, trazemos barquinhos na alma. Barquinhos de todas as cores e feitios. Umas vezes quietos, reflectindo paz e harmonia, outras vezes tremendo de frio. E com eles ou neles vamos de terra em terra à cata de sonhos lindos que sempre esperam por nós.  

Bom fim-de-semana.

 

FM

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