de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Sábado, 13 Março , 2010, 19:31

 

 

 
 
 
 

Local Visão TV  visita o Concelho de Ílhavo

 
 
Estão a decorrer no Concelho de Ílhavo filmagens e reportagens feitas pela empresa Local Visão TV, para serem apresentadas na Internet a partir do dia 5 de Abril, feriado Municipal de Ílhavo.
Gafanha da Encarnação, Casa Gafanhoa, Santo André, Jardim Oudinot, Museu Marítimo e Illiabum Club foram alguns dos locais e instituições que os repórteres visitaram.
Numa empresa de transformação de bacalhau da Gafanha da Nazaré, a Confraria Gastronómica do Bacalhau recebeu os jornalistas, seguindo-se a visita à seca, que comercializa o fiel amigo de Cura Tradicional Portuguesa.
Seguiu-se uma entrevista ao Grão-Mestre e um beberete oferecido pelo proprietário da empresa, constituído por derivados do Bacalhau.
 
 

Editado por Fernando Martins | Sábado, 13 Março , 2010, 13:51

Será que têm postura de Estado?

 

 

Não costumo meter-me na política partidária pela simples razão de que não tenho temperamento para isso. Sou independente, mas não indiferente.
A posição dos nossos partidos políticos tende a degradar-se. No princípio da nossa democracia, olhávamos para os dirigentes partidários com respeito e admiração, porque se apresentavam ou tinham postura de Estado. Eras personalidades maduras nas convicções, nas ideias e projectos que propunham, na condução proficiente dos militantes, na atenção com  que se  impunham ao comum das pessoas.
Para não perder mais tempo, veja-se o que se passa com os líderes partidários actuais: uns não oferecem garantias pela demagogia que os enforma, outros mostram debilidades culturais e sensibilidades estranhas e outros não passam de aprendizes de feiticeiros.
Vamos agora olhar para os candidatos à chefia do PPD/PSD (como Santana Lopes diz, para afirmar o tempo de Sá Carneiro). Será que algum deles tem postura de homem de Estado que possa merecer atenção e respeito dos portugueses? Será que algum deles tem capacidade para nos levar a sair da situação de crise em que nos encontramos? Pelos vistos, não. Tanto assim que as últimas sondagens dão a vitória a Sócrates, apesar de tantos ataques, justos ou injustos, que lhe são feitos.
 
FM
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Editado por Fernando Martins | Sábado, 13 Março , 2010, 12:49

 

 Padres Pedófilos

 

 

Em texto publicado no PÚBLICO de hoje, com a assinatura do jornalista António Marujo, sublinha-se que a «Igreja Católica alemã pede perdão pelos abusos e recebe o apoio de Bento XVI no combate à pedofilia» Acrescenta-se que «o arcebispo Robert Zollitsch disse que foram tomadas medidas para punir e travar os abusos sexuais cometidos por membros do clero»

Confesso que fico perplexo com as notícias frequentes sobre este crime praticado por padres da Igreja Católica. E nada nos diz que esses crimes se ficam por aí. Mas de padres, aqueles que pregam e ensinam a Boa Nova de Jesus Cristo, mediante compromisso assumido na altura da ordenação e mesmo antes, cometem esse gravíssimo pecado e crime, é lamentável a todos os títulos. Ficar-se indiferente ou fingir ignorar esses factos é tão criminoso como os crimes dos pedófilos.

Diz-se, agora, que tal fenómeno vem do facto de os padres não poderem casar-se e de  viverem numa solidão traumatizante. Não sei se é por isso. Conheço inúmeros padres que vivem o seu ministério com exemplar  integridade e com capacidade para evitar tentações. Sabe-se, contudo, que a pedofilia é uma doença incurável, ou de muito difícil cura ou tratamento. Então, sem desprezar os pedófilos, que são gente, há que os ajudar a viver dignamente, retirando-os, obviamente, dos serviços pastorais que envolvam crianças ou jovens. 

Há dias alguém me questionou, se não temos, em Portugal, padres pedófilos. Não sei nem gostaria de saber. É tão triste essa ideia, que nem ouso admiti-la.

 

FM

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Editado por Fernando Martins | Sábado, 13 Março , 2010, 10:28
 
 
 
 
Ulisses e Abraão
 
Por Anselmo Borges
 
 
Pode discutir-se, mas é sugestiva, a comparação feita pelo célebre filósofo E. Levinas entre Ulisses e Abraão como figuras paradigmáticas da relação com o outro.
Ulisses, depois da Guerra de Tróia, de volta a casa, vive a aventura de encontros múltiplos com outros, experiências variadas. Travou combates, enfrentou obstáculos sem fim, conheceu o diferente. Coberto de vitórias e glória, regressa. Mas, chegado a casa, mesmo disfarçado, "diferente" do Ulisses que partira, é ainda o "mesmo", que o seu cão, pelo faro, e Penélope, pelo amor, reconhecem. Ulisses representa o herói do regresso, que contactou com o diferente apenas para, num mundo domesticado e assimilado, o reduzir ao mesmo.
Abraão ouviu uma voz que o chamava, e partiu da sua terra, para nunca mais voltar. A sua viagem vai na direcção do novo, do não familiar, do diferente, do Outro. Ninguém o espera num regresso ao ponto de partida. Há só uma palavra de promessa que o chama para um futuro sempre mais adiante. Abraão ouve, caminha, transcende. A sua identidade transfigura-se a cada passo, é processual, histórica. Rompe com o passado, e o seu êxodo vai no sentido de um futuro imprevisível e novo.
 
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