de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 03 Março , 2010, 16:51

 

 
Inauguração a 20 de Março
 
É inaugurada no próximo dia 20 de Março, no Centro Cultural de Ílhavo, uma exposição de fotografia do consagrado fotojornalista português Eduardo Gajeiro
Nascido em 1935, cedo começou a trabalhar na Fábrica de Loiça de Sacavém e mais tarde, como fotógrafo da revista regional Vida Ribatejana, com 22 anos, vai para o Diário Ilustrado, entrando no laboratório de fotografia, passando pouco tempo depois para fotojornalista.
Em 2005 conquistou o 1º. Prémio no maior concurso de fotografia do mundo (11.ª Exp. Internacional de Fotografia Artística da China) que teve a participação de 3500 concorrentes, com uma fotografia a p/b retratando homens a trabalhar na rua, tendo como fundo as chaminés do Barreiro. São também de sua autoria as principais fotografias da Revolução do 25 de Abril.
Foi condecorado com a Ordem do Infante D. Henrique pelo então Presidente da República Jorge Sampaio, tendo sido fotógrafo da Assembleia da República e da Presidência da República
Tem publicado vários livros, com destaque para: “Esta estranha Lisboa”, “Gente” e “Mulher”, livro editado em 1976 e que retrata a figura da mulher nos bairros da lata, na vida social de Portugal antes do 25 de Abril de 1974, as mulheres da Guiné, nos jogos Olímpicos de Munique nas peregrinações a Fátima, nos festivais de Jazz, as emigrantes, terminando com uma espectacular fotografia do 1º. de Maio de 1974.
Para muitos fotógrafos nascidos no século passado Eduardo Gajeiro é uma referência não só como homem, mas como fotojornalista, com as suas imagens sempre carregadas de simbolismos, de mensagens e para muitos jornalistas era um privilégio fazer reportagens com ele, já que os artigos saíam muito mais “beneficiados” com as suas imagens, "que valiam mais do que mil palavras”.
Hoje, na era do digital, Eduardo Gajeiro diz: Continuo a gostar muito do cheiro do laboratório!
 
Texto enviado pelo Carlos Duarte
 

Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 03 Março , 2010, 16:51

 

 

 

Deambulando

por Maria Donzília Almeida
 
“Março marçagão, de manhã Inverno, de tarde Verão!
 
Fazendo jus ao aforismo popular, por ordem inversa, o astro-rei hoje nasceu radioso prometendo um dia aprazível.
Ao espreitar pela janela e sentindo umas carícias há tanto tempo esquecidas, há que aproveitar as tréguas dadas pelo S. Pedro e pelos alunos. Assim, resolvi pôr pernas a caminho por estas ruas e ruelas da vila. Ia aspirando o ar puro que ainda se respira por estas paragens e observando a vida a pulsar em meu redor. Ao mesmo tempo ia dando cumprimento à prescrição médica que aconselha as pessoas a caminhar. Daí, a imagem recorrente de pessoas em rancho ou individualmente, a percorrerem as ruas pacatas da nossa vilinha, lutando incansavelmente pela saúde.Com este incremento das medidas profilácticas e amplamente acarinhadas pelas pessoas de todas as classes sociais, não espanta nada que a esperança média de vida ainda vá aumentar mais. E quem vai paga as reformas? Não vamos sofrer por antecipação!
Esta ideia de movimento preconizada pela classe médica está já profundamente enraizada nos Gafanhenses... senão vejamos. Quando duas pessoas se encontram e se cumprimentam, à pergunta: “Como estás?”, segue-se invariavelmente a resposta: “Vai-se andando!”. Não temos aqui, bem marcado o sentido pragmático, deste povo laborioso, já cantado noutras epopeias? Lá no seu subconsciente, está certamente gravada a ideia da luta pela saúde, neste andar contínuo....
Também eu fui percorrendo as ruas, com o seu tráfego automóvel, mais o movimento pedonal de tantos outros que tratavam da sua vida com o mesmo meio de transporte, as pernas.
 
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