de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 22 Fevereiro , 2010, 21:45

Carlos Teixeira da RTN

na Universidade Sénior


No próximo dia 25 (5ª. Feira -11h) vai estar na Universidade Sénior da Fundação Prior Sardo o Jornalista da Rádio Terra Nova Carlos Teixeira. Esta iniciativa está inserida no programa da disciplina Fotografia/Comunicação que decorre na US às segundas e quintas-feiras das 11 às 12h.
Neste momento, às segundas-feiras,  tem estado presente o fotógrafo Romeu Bio, para desenvolver o tema Fotografia Digital e o uso do Photoshop. Às quintas-feiras, Carlos Duarte e convidados têm dialogado sobre o tema Comunicação Social. Há dias, conforme dissemos neste espaço, esteve presente o antigo jornalista aveirense Carlos Naia.
No próximo mês de Março, em data e local a confirmar, realiza-se um colóquio sobre o tema Comunicação Social nos dias de hoje, que contará com a presença de vários jornalistas da região.

 

Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 22 Fevereiro , 2010, 11:41

 

A entrada das mulheres na filosofia do séc. XX

 

«Momentos antes de morrer, Sócrates despede-se dos amigos, dos filhos e da família. O relato tocante que Platão nos deixa no Fédon é por demais conhecido. No entanto, há nele uma breve referência que passa despercebida à maior parte dos leitores: a ordem dada pelo filósofo para que as mulheres se retirem. Ausentes em todo o diálogo preparatório da morte, são mandadas sair quando esta vai concretamente ocorrer, como se apenas os discípulos, homens todos eles, pudessem assistir ao suicídio forçado do filósofo, do mesmo modo que só eles acompanharam as suas diatribes oratórias na cidade.

Este abandono (imposto) das mulheres no que respeita à filosofia, retrata bem o estatuto que as mesmas ocuparam no pensamento ocidental - a ausência. Uma ausência não deliberada mas compulsiva, não expressa mas sub-repticiamente justificada por razões outras que não as filosóficas.»

 

Ler mais aqui


Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 22 Fevereiro , 2010, 11:13

 
O município de Ílhavo vai estar ao lado do município-irmão Funchal, neste momento difícil. Através de mensagem dirigida ao presidente da câmara da capital da Madeira, Ribau Esteves manifestou a sua solidariedade, «nesta hora de pesar pelos cidadãos mortos pelos trágicos acontecimentos ocorridos».
«Mais do que nos associarmos à dor e à solidariedade pelas perdas de pessoas e bens, queremos manifestar a nossa disponibilidade para cooperarmos nas múltiplas tarefas de apoio às pessoas e de reconstrução do Funchal que estão já a ser desenvolvidas», sublinha o presidente ilhavense.
Adianta, ainda, que aguarda contacto para se poder definir, «de forma concreta» o apoio a prestar.
 
 

Editado por Fernando Martins | Domingo, 21 Fevereiro , 2010, 17:23

  

Recordações da Madeira

 Quando fixo as tristíssimas imagens que nos chegam da Pérola do Atlântico, a nossa ilha da Madeira, recordo com saudade umas férias que lá passei há anos. A ilha era de facto um jardim florido e viçoso, com turistas por todo o lado olhando, extasiados, uma beleza ímpar.

De lá trouxe a lhaneza dos madeirenses, os serviços turísticos perfeitos, o sabor inigualável do peixe fresco e a cultura de tradições centenárias.
Na altura havia a azáfama das auto-estradas e túneis que aproximavam terras e pessoas. Estive no Curral das Freiras, depois de descer, para depois subir, por estrada estreita cheia de curvas e com desfiladeiros por vezes assustadores.
De tal modo gostei da Madeira que prometi a mim mesmo que voltaria. Não voltei ainda, que o meu comodismo me não tem deixado. Mas agora, que os madeirenses mais precisam da nossa solidariedade, quase imponho à minha consciência o cumprimento da promessa.

 

 

 

 

 

 A solidariedade de todos nós

 

Perante as catástrofes naturais e outras, os portugueses sempre souberam mostrar a grandeza da sua solidariedade. Cada irmão do mundo que sofre cada coração que se lhe abre em generosidade. Tem sido assim. Com o Haiti recentemente. Estes dias, de forma brutal, a natureza foi injusta para com os madeirenses. Os Governos, da República e da Região, de braço dado, já garantiram que tudo farão para restituir à ilha e ao seu povo, que é o nosso povo, a Madeira que têm erguido com tanta coragem. O ânimo não lhes faltará. Nem a nossa colaboração pronta e generosa.

 

  

FM

 


Editado por Fernando Martins | Domingo, 21 Fevereiro , 2010, 12:45

  

 

 

“Guerra Peninsular — Invasões Francesas”

 

por Fernando Martins

 

 Em Agosto de 2009 foi publicado mais um livro de Mons. João Gonçalves Gaspar, Vigário-Geral da Diocese de Aveiro. Guerra Peninsular — Invasões Francesas é uma obra que aborda a participação e consequências das Invasões Francesas na região aveirense e para além dela. Diz o autor a propósito deste livro: «Com este modesto trabalho, desejo prestar sentida homenagem a todas as vítimas de horríveis crueldades, que lutaram, sofreram e morreram por Portugal, durante a “Guerra Peninsular”.» E adianta: «… mas também estou certo de que, com o seu sacrifício, colaboraram para a vida, a liberdade, o ressurgimento e a independência da nossa Pátria — ditosa mãe de tais filhos!»

A primeira impressão que me ficou garante-me a oportunidade deste livro, já que a tendência do comum das pessoas tende a situar-se quase só na história recente, esquecendo por completo todo o esforço de quem construiu o nosso País ao longo dos séculos, mesmo quando os nossos antepassados mais próximos foram protagonistas de acontecimentos relevantes.

 

 

 

 

tags:

Editado por Fernando Martins | Domingo, 21 Fevereiro , 2010, 12:37

 

tags:

Editado por Fernando Martins | Domingo, 21 Fevereiro , 2010, 11:53

 

  

 

 

 

CONTEMPLAÇÃO DO MAR

 

 

Contemplo

a escultura

do mar

e oiço nas águas

o rumor

do teu corpo:

súbito fulgor

de palavras

e frutos,

ondas,

 mãos erguidas,

 no chão espraiado

do poema.

 

Eugénio Beirão,

In Os Dias Férteis

 

 

 

tags:

Editado por Fernando Martins | Domingo, 21 Fevereiro , 2010, 08:04

PELO QUINTAL ALÉM – 9

 

A NESPEREIRA

Aos

Rapazes da Escola

                                                            
Caríssima/o:
 

a.    Ora aí está uma árvore muito apreciada pela sua folhagem. No nosso quintal somos brindados com a presença de umas três ou quatro, embora de desenvolvimentos diferentes.

 

e. Não era uma árvore muito abundante pelas Gafanhas de outrora...

 

i. Para além do gosto especial da nêspera apreciávamos os “caroços”... e não me perguntem por quê...

À madeira também não lhe dávamos grande valor: lume, tão-só!...

 

o. Nas aplicações medicinais é que é uma fartura; vejamos:

 

Utilidades Medicinais:

 

Adstringente - Preparar o decocto da casca da nêspera e aplicar externamente em cataplasmas.

Amigdalite - Proceder como indicado em anginas.

Anginas - Gargarejar com o chá da casca da nêspera. Usar 40 gramas da casca fresca ou 20 gramas da casca seca para um litro de água.

Diarreia - Recomenda-se fazer uma refeição de nêspera cozida com torrada. Pode-se também tomar o caldo do cozimento de nêspera de hora em hora na quantidade de 1/4 de xícara.

Diurese - Fazer refeições exclusivas de nêspera.

Estomatite - Proceder como indicado em anginas.

 

Ou seja: Ajuda a tratar de: eliminação de toxinas, escorbuto, estados febris, problemas digestivos (azia, acidez, gastrites, úlceras etc.), regularização do ácido úrico, retenção de líquidos.

 

Não é em vão que o povo diz: «Deus criou uma erva para cada doença».

Acresce ainda que há sempre uma jovem que "descobre" que o chá de nespereira faz emagrecer!...

 

u. No campo da lenda e do mito, vamos hoje aos Açores:

 

Editado por Fernando Martins | Sábado, 20 Fevereiro , 2010, 16:49

 

 

 
 

O santo que secava os cravos dos dedos

 
Na Praia da Barra há uma praceta mesmo em frente à Capela de São João Baptista, muito venerado por gafanhões e forasteiros, nomeadamente veraneantes. A praceta é, sem dúvida, uma maneira de perpetuar a memória do parente de Jesus Cristo e o último grande profeta bíblico, que anunciou, quase em cima da hora, a chegada do Messias, que baptizou no rio Jordão.
Quando visitamos a Praia da Barra, hábito que alimentamos desde que nos conhecemos, não passamos sem olhar para a capela de S. João. Por vezes também entramos para uma curta oração.
O S. João foi sempre um santo amigo. Quando éramos criança, recordamos bem que lhe rezávamos para pedir um milagre que fizesse desaparecer dos nossos dedos os incomodativos e inestéticos cravos. E o certo é que, com ou sem milagre, os cravos desapareciam misteriosamente, de um dia para o outro. A promessa tinha de ser paga.
No dia de S. João, a 24 de Junho, a capelinha enchia-se de ramos de cravos oferecidos pelos miraculados ou por quem apostava na prevenção.
No dia anterior, peregrinos caminhavam apressados para a Barra e por ali ficavam até ao dia seguinte. Outros iam apenas no dia 24.
A capela de S. João, propriedade particular, é de reduzidas dimensões, mas nem por isso deixou de ser espaço de missa dominical, sobretudo em tempo de veraneio. E no pino do Verão, muitos crentes participavam na eucaristia no passeio, por não caberem lá dentro.
A capela pertence, tanto quanto sabemos, aos herdeiros de António Cunha. E há décadas, o Padre José Maria Ribau foi, durante anos, capelão daquele lugar da freguesia da Gafanha da Nazaré.
 
Fernando Martins
 
 

Editado por Fernando Martins | Sábado, 20 Fevereiro , 2010, 13:10

 

 

Da "Monografia da Gafanha", de João Vieira Resende, respiguei um texto, poético e julgo que realista, sobre os  primitivos povos que nesta região se instalaram. Vejam aqui.

tags:

Editado por Fernando Martins | Sábado, 20 Fevereiro , 2010, 11:58

 

Haiti. Onde estava Deus? (2)

Por Anselmo Borges
 
Como se lê no documento da Associação de Teólogos João XXIII, aqui citado na semana passada, a pergunta religiosa "onde está Deus no Haiti?" "não é nem pode ser a primeira". Na tragédia do Haiti, converge um conjunto de dados: uma zona sísmica; a mão agressiva do Homem, que desflorestou o Haiti, explorou sem limites as suas reservas naturais e construiu sem o mínimo de segurança; as condições de extrema precariedade em que os colonizadores deixaram o país, a tradição esclavagista, a corrupção generalizada, a ditadura de Governos exploradores, a distribuição injusta dos recursos... O documento observa, criticamente: tudo se afundou, mas o moderno bairro rico de Pétionville, em Port-au-Prince, foi preservado.
 
A ordem internacional "está montada sobre a concentração da riqueza em 20% da Humanidade e o desamparo de boa parte dela". Governos corruptos, países ricos que os protegem por causa dos seus próprios interesses, tornam alguns povos e Estados incapazes de defender-se de catástrofes naturais. "Sem esta ordem de coisas, a catástrofe teria sido muito menor." Os haitianos são tão pobres que nem possibilidades tinham de receber e distribuir as ajudas que chegavam ao território. Assim, deve-se culpar "a actual ordem internacional que só pode sustentar-se na base do poder económico, político e militar dos países ricos e a persistente corrupção das elites dirigentes do país".
 
 
tags:

Editado por Fernando Martins | Sábado, 20 Fevereiro , 2010, 08:02

 

A Sociedade é a Imagem do Homem

 

O aperfeiçoamento da Humanidade depende do aperfeiçoamento de cada um dos indivíduos que a formam. Enquanto as partes não forem boas, o todo não pode ser bom. Os homens, na sua maioria, são ainda maus e é, por isso, que a sociedade enferma de tantos males. Não foi a sociedade que fez os homens; foram os homens que fizeram a sociedade.

Quando os homens se tornarem bons, a sociedade tornar-se-á boa, sejam quais forem as bases políticas e económicas em que ela assente. Dizia um bispo francês que preferia um bom muçulmano a um mau cristão. Assim deve ser. As instituições aparecem com as virtudes ou com os defeitos dos homens que as representam.

 

Teixeira de Pascoaes,

 

in citador


Editado por Fernando Martins | Sábado, 20 Fevereiro , 2010, 08:00

 

Escola alternativa?

por Maria Donzília Almeida

 

Após a revolução de Abril, apoderou-se dos Portugueses um fervor revolucionário e igualitário que viria a produzir os seus efeitos práticos. Considerando que a organização do ensino em Portugal obedecia a critérios fascistas, a divisão dos alunos por escolas de cariz diferente, as Escolas Comerciais e Industriais, versus Liceus, mais por estatuto económico, que por vocação ou capacidades, haveria que mudar-lhe o rumo.

Conceberam os ideólogos da revolução, que a sociedade não deveria ser estratificada e se deveria dar a mesma oportunidade a todos, independentemente da classe social donde se era oriundo. Assim, foi dado um golpe duro às instituições de ensino, acabando com a clivagem entre ensino técnico e ensino liceal. Ia ser uma alegria formar uma sociedade de doutores, que o resto não interessava!

Quando precisássemos de um técnico, de um electricista ou de um mecânico, recorríamos às páginas amarelas, que por um passe de mágica haveriam de nos dar resposta!

Foi assim que nasceu o ensino unificado, que durante anos atirou pessoas para as universidades, ignorando, por completo, as necessidades técnicas do país.

 

 

tags:

Editado por Fernando Martins | Sábado, 20 Fevereiro , 2010, 00:57

 

 
Este ano, as Catequeses Quaresmais do Bispo de Aveiro, D. António Francisco Santos, terão um novo formato. Cada domingo, D. António Francisco presidirá à Oração de Vésperas, às 18h00 horas, na Sé, integrando aí uma reflexão quaresmal para cada semana, excepto no primeiro domingo da Quaresma, em que o Bispo de Aveiro presidirá à oração de início da Quaresma, na Igreja das Carmelitas, às 16h00. Presidirá a seguir à Eucaristia, na Sé, às 19h00, na qual nomeará novos Ministros Extraordinários da Comunhão.
 
tags:

Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 19 Fevereiro , 2010, 16:29

 

Um grupo de anglicanos conservadores, na Austrália, votou para entrar em comunhão com a Igreja Católica, aceitando a proposta do Papa de criar um Ordinariato Pessoal.
A delegação Australiana da Forward in Faith, um grupo que reúne anglicanos de tendência conservadora, tomou a decisão de pedir para entrar em comunhão com a Igreja Católica.
A decisão surge poucos meses depois da Igreja ter publicado a constituição apostólica Anglicanorum Coetibus, que prevê a criação de ordinariatos pessoais para ex-anglicanos, onde estes possam manter aspectos do seu património litúrgico e espiritual.
 
Ler mais aqui
tags:

mais sobre mim
Fevereiro 2010
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4
5
6

7
8
9





arquivos
as minhas fotos
pesquisar neste blog
 
blogs SAPO
subscrever feeds