de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Sábado, 20 Fevereiro , 2010, 16:49

 

 

 
 

O santo que secava os cravos dos dedos

 
Na Praia da Barra há uma praceta mesmo em frente à Capela de São João Baptista, muito venerado por gafanhões e forasteiros, nomeadamente veraneantes. A praceta é, sem dúvida, uma maneira de perpetuar a memória do parente de Jesus Cristo e o último grande profeta bíblico, que anunciou, quase em cima da hora, a chegada do Messias, que baptizou no rio Jordão.
Quando visitamos a Praia da Barra, hábito que alimentamos desde que nos conhecemos, não passamos sem olhar para a capela de S. João. Por vezes também entramos para uma curta oração.
O S. João foi sempre um santo amigo. Quando éramos criança, recordamos bem que lhe rezávamos para pedir um milagre que fizesse desaparecer dos nossos dedos os incomodativos e inestéticos cravos. E o certo é que, com ou sem milagre, os cravos desapareciam misteriosamente, de um dia para o outro. A promessa tinha de ser paga.
No dia de S. João, a 24 de Junho, a capelinha enchia-se de ramos de cravos oferecidos pelos miraculados ou por quem apostava na prevenção.
No dia anterior, peregrinos caminhavam apressados para a Barra e por ali ficavam até ao dia seguinte. Outros iam apenas no dia 24.
A capela de S. João, propriedade particular, é de reduzidas dimensões, mas nem por isso deixou de ser espaço de missa dominical, sobretudo em tempo de veraneio. E no pino do Verão, muitos crentes participavam na eucaristia no passeio, por não caberem lá dentro.
A capela pertence, tanto quanto sabemos, aos herdeiros de António Cunha. E há décadas, o Padre José Maria Ribau foi, durante anos, capelão daquele lugar da freguesia da Gafanha da Nazaré.
 
Fernando Martins
 
 

Editado por Fernando Martins | Sábado, 20 Fevereiro , 2010, 13:10

 

 

Da "Monografia da Gafanha", de João Vieira Resende, respiguei um texto, poético e julgo que realista, sobre os  primitivos povos que nesta região se instalaram. Vejam aqui.

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Editado por Fernando Martins | Sábado, 20 Fevereiro , 2010, 11:58

 

Haiti. Onde estava Deus? (2)

Por Anselmo Borges
 
Como se lê no documento da Associação de Teólogos João XXIII, aqui citado na semana passada, a pergunta religiosa "onde está Deus no Haiti?" "não é nem pode ser a primeira". Na tragédia do Haiti, converge um conjunto de dados: uma zona sísmica; a mão agressiva do Homem, que desflorestou o Haiti, explorou sem limites as suas reservas naturais e construiu sem o mínimo de segurança; as condições de extrema precariedade em que os colonizadores deixaram o país, a tradição esclavagista, a corrupção generalizada, a ditadura de Governos exploradores, a distribuição injusta dos recursos... O documento observa, criticamente: tudo se afundou, mas o moderno bairro rico de Pétionville, em Port-au-Prince, foi preservado.
 
A ordem internacional "está montada sobre a concentração da riqueza em 20% da Humanidade e o desamparo de boa parte dela". Governos corruptos, países ricos que os protegem por causa dos seus próprios interesses, tornam alguns povos e Estados incapazes de defender-se de catástrofes naturais. "Sem esta ordem de coisas, a catástrofe teria sido muito menor." Os haitianos são tão pobres que nem possibilidades tinham de receber e distribuir as ajudas que chegavam ao território. Assim, deve-se culpar "a actual ordem internacional que só pode sustentar-se na base do poder económico, político e militar dos países ricos e a persistente corrupção das elites dirigentes do país".
 
 
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Editado por Fernando Martins | Sábado, 20 Fevereiro , 2010, 08:02

 

A Sociedade é a Imagem do Homem

 

O aperfeiçoamento da Humanidade depende do aperfeiçoamento de cada um dos indivíduos que a formam. Enquanto as partes não forem boas, o todo não pode ser bom. Os homens, na sua maioria, são ainda maus e é, por isso, que a sociedade enferma de tantos males. Não foi a sociedade que fez os homens; foram os homens que fizeram a sociedade.

Quando os homens se tornarem bons, a sociedade tornar-se-á boa, sejam quais forem as bases políticas e económicas em que ela assente. Dizia um bispo francês que preferia um bom muçulmano a um mau cristão. Assim deve ser. As instituições aparecem com as virtudes ou com os defeitos dos homens que as representam.

 

Teixeira de Pascoaes,

 

in citador


Editado por Fernando Martins | Sábado, 20 Fevereiro , 2010, 08:00

 

Escola alternativa?

por Maria Donzília Almeida

 

Após a revolução de Abril, apoderou-se dos Portugueses um fervor revolucionário e igualitário que viria a produzir os seus efeitos práticos. Considerando que a organização do ensino em Portugal obedecia a critérios fascistas, a divisão dos alunos por escolas de cariz diferente, as Escolas Comerciais e Industriais, versus Liceus, mais por estatuto económico, que por vocação ou capacidades, haveria que mudar-lhe o rumo.

Conceberam os ideólogos da revolução, que a sociedade não deveria ser estratificada e se deveria dar a mesma oportunidade a todos, independentemente da classe social donde se era oriundo. Assim, foi dado um golpe duro às instituições de ensino, acabando com a clivagem entre ensino técnico e ensino liceal. Ia ser uma alegria formar uma sociedade de doutores, que o resto não interessava!

Quando precisássemos de um técnico, de um electricista ou de um mecânico, recorríamos às páginas amarelas, que por um passe de mágica haveriam de nos dar resposta!

Foi assim que nasceu o ensino unificado, que durante anos atirou pessoas para as universidades, ignorando, por completo, as necessidades técnicas do país.

 

 

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Editado por Fernando Martins | Sábado, 20 Fevereiro , 2010, 00:57

 

 
Este ano, as Catequeses Quaresmais do Bispo de Aveiro, D. António Francisco Santos, terão um novo formato. Cada domingo, D. António Francisco presidirá à Oração de Vésperas, às 18h00 horas, na Sé, integrando aí uma reflexão quaresmal para cada semana, excepto no primeiro domingo da Quaresma, em que o Bispo de Aveiro presidirá à oração de início da Quaresma, na Igreja das Carmelitas, às 16h00. Presidirá a seguir à Eucaristia, na Sé, às 19h00, na qual nomeará novos Ministros Extraordinários da Comunhão.
 
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