de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 17 Fevereiro , 2010, 19:22

 

Aprender a viver com a crítica

 Por Alexandre Cruz
 
 
1. É natural que ninguém gosta de receber críticas, mas saber conviver com elas revela-se uma atitude de prova de maturidade e de consciência de que cada dia se está a aprender. O terceiro pilar do relatório da educação para o século XXI, «aprender a viver juntos» continua a ser uma meta a atingir que por este mundo fora insiste em fazer correr muita tinta e infelizmente, também, muito sangue. A imposição das ideias de uns sobre outros, a par do deixar-se “agarrar” à ilusão do poder das coisas ou dos lugares deste mundo, tem sido e continua a ser, um dos grandes entraves à saudável e necessária convivência humana, onde todos temos sempre tanto a aprender uns com os outros.

 

 

 

 


Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 17 Fevereiro , 2010, 16:25

Arado

I

A mecânica do arado é rudimentar,
clarividente e sóbria. Nada tem
em demasia: o que a função requer
e nada mais.

No perfil eficiente do arado
há qualquer coisa de navalha, qualquer coisa
de falo em riste, em transe de fecundar.

De facto, noutros tempos,
era o arado que rasgava a terra,
fazia dela um ventre aconchegado –
cenário certo para o deflagrar da vida
que vai dentro das sementes.

Isto foi no tempo em que havia agricultura
nos gestos quotidianos dos homens
e das mulheres.

 

II

O arado ainda está no curral,
encostado a um canto.

Já ninguém o usa, á excepção
das galinhas que se empoleiram nele
quando chega a hora de cismarem.

Por enquanto tem sido poupado ao fogo,
como se no seu futuro estivesse
ainda escrito um último regresso
às genésicas tarefas da lavoura.

Mas ele sabe que nada disso está escrito.
Melancólico, antecipa
a hora da corrosão.

 

 

 


Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 17 Fevereiro , 2010, 09:00

 

 “Tudo é possível a quem crê!”

 
O Bispo de Aveiro lembra que a Quaresma e a Páscoa “proporcionam um tempo de caminhada espiritual para quem faz do sonho humano e do projecto cristão uma convicção de fé, uma atitude de fidelidade, um caminho de conversão"
 
«Todos clamamos por mudança de sistemas e sentimos a complexidade, o distanciamento dos valores da vida e a morosidade da justiça humana. Não basta a existência da lei nem a sua aplicação para que sejamos resposta e amparo, segundo as bem-aventuranças, para os que têm fome e sede de justiça. A sociedade tem, no campo específico da justiça como noutros horizontes da vida, um longo caminho a percorrer. O realismo da vida social, os clamores do povo e as situações concretas de injustiças humanas dizem-nos que os cristãos são chamados, pela abertura de coração, pela verdade da fé e pela transparência da vida, a contribuir para instaurar a justiça no coração da cidade dos homens e mulheres do nosso tempo e na vida das pessoas, das famílias, das empresas e das instituições.»
 
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