de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 11 Fevereiro , 2010, 12:47
Há 100 anos, tantos quantos tem a freguesia e paróquia da Gafanha da Nazaré, andava em construção o igreja matriz, para substituir a primeira, que o foi apenas dois anos. Em 1912, começaram no novo templo os serviços litúrgicos, embora as obras prosseguissem mais uns anitos. A documentação também envelheceu e desapareceu. O tempo não perdoa.
O Ângelo Ribau. neto de um grande mentor e coordenador da construção da igreja, Manuel Ribau Novo, encontrou a velha planta, que mandou reproduzir, graças a técnicas modernas. Teve a gentileza de me enviar o trabalho, que aqui mostro aos meus leitores e amigos. Aos poucos vamos ajudando a reescrever a história da nossa terra.
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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 11 Fevereiro , 2010, 11:07



"Lembro-me que ele saiu
da prisão com um sorriso"


Durante os anos em que Nelson Mandela esteve preso, a sua imagem estava interdita ou tinha sido diabolizada. Da prisão, surge um homem alto, de expressão digna, andar lento e sorriso sereno. Um gigante mas não no sentido que o apartheid lhe tinha querido dar.

Por Ana Dias Cordeiro

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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 11 Fevereiro , 2010, 11:01
Casa Major Pessoa


« candidatura apresentada pela Câmara Municipal de Aveiro aos fundos comunitários do projecto Art Nouveau & Ecologie, do programa europeu Culture 2007-2013, foi aprovada, segundo revelou ontem à Lusa uma fonte da autarquia.
O município de Aveiro vai passar a receber, durante cinco anos, um financiamento anual de 50 mil euros para acções no âmbito da preservação e divulgação do extenso património de edifícios do estilo Arte Nova, que constituem uma marca identitária da cidade. A candidatura da autarquia foi inserida no Plano Estratégico para o Concelho de Aveiro (PECA), considerado pelo presidente da câmara municipal, Élio Maia, como "um documento orientador para a próxima década, guião das opções de fundo e dos objectivos e dos tempos para os concretizar".»

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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 11 Fevereiro , 2010, 10:37
Momentos agradáveis
na prática docente

Por Maria Donzília Almeida

Com este tempo invernoso que parece ter chegado para se instalar, de vez, cria-se nos espíritos mais sensíveis, um estado de melancolia, algo incómodo.
Para contrariar os efeitos nefastos desta situação, traz-se à memória a evocação de momentos agradáveis, nesta prática docente.
Ainda sobre as tão badaladas aulas de substituição, que com o surto das gripes têm aumentado, recordo aquele episódio ocorrido algum tempo atrás.
É de referir pela enésima vez que nenhum aluno aceita de bom grado, as aulas de substituição. É um tempo que na opinião das crianças, seria utilizado para mais umas brincadeiras, um convívio em espaço aberto e uma descompressão de energias.
Dirigia-se para a tal turma de gente miúda, a iniciar este ano a frequência daquela escola, quando, inesperadamente, contra todas as expectativas, ouve uma salva de palmas. Não querendo acreditar no que ouvira, entrou na sala e ouviu o comentário: Esta s’ôra é fixe!

Socorreu-se da sua memória já cansada, para evocar que estratégias pedagógicas, que prodígios de didáctica utilizara para alcançar tais níveis de popularidade! Se é verdade que as crianças na sua ingenuidade e candura não mentem, deram ali sinais concretos da avaliação que fazem do professor, num contexto tão hostil como são aquelas aulas. Dava vontade que estivessem ali os senhores do poder, para constatarem a realidade viva das nossas escolas.
Se levava o coração oprimido, pelo tempo cinzento e pela meteorologia da vida, um raio de sol abriu aquela escuridão... e sorriu com uma alegria genuína, prenunciando outros agradáveis momentos que aquele dia lhe iria proporcionar.
Surpreendida com aquela inesperada e rara atitude, inquiriu sobre a D.T. (Directora de Turma) daquela turma especial. Teria que dispensar o merecido elogio, a uma tão privilegiada criatura. Não é todos os dias que um professor substituto tem honras de tão amistosa recepção.

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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 11 Fevereiro , 2010, 09:02

Verdade e interesses,
próprios e de grupos
Por António Marcelino

Diz a sabedoria popular que a garantia de o edifício resistir às tempestades é estar construído sobre rocha firme. Até as crianças sabem isto, de tal maneira é claro, e aprendido, praticamente, por intuição normal.
Porém, o que para crianças é claro, nem sempre o é para pessoas crescidas que se gastam a construir coisas que dão nas vistas, esquecendo que, mais tarde ou mais cedo, virá ao de cima a pobreza de não se ter sabido cuidar do essencial.
É assim em muitos sectores da vida: da política ao desporto, da gestão empresarial à economia do Estado, do privado ao público. Por vezes não ficam de fora nem sequer projectos de cariz religioso.
Temos assistido, ao longo dos últimos anos, à derrocada de bancos, clubes desportivos, partidos políticos, empresas e instituições. Tudo isto, porque parece que contaram mais os interesses imediatos ou só de alguns, em vez da verdade e do compromisso com o bem social e de todos, único alicerce firme que não pressagia desmoronamentos nem ruínas do edifício social.


Quando se pretende ou se deve recomeçar, nem sempre a lição anterior foi aprendida e considerada como aviso, para não se cair num logro repetido.
Há erros irrecuperáveis que deixam vítimas sem conta como perda de bens, projectos incompletos, desistências forçadas, aproveitamentos desonestos, malabarismos políticos, cegueiras incómodas, inimizades de estimação, truques vergonhosos, relações encrespadas. Tudo isto e mais ainda, são destroços que cobrem o campo aberto das batalhas perdidas e dos esforços malbaratados e sem futuro, sempre que falta a verdade que gera honestidade e compromisso.
A ausência de verdade na decisão das acções, concretização dos projectos e avaliação dos meios que levaram à derrocada, não admite críticas, dirigidas àqueles que a não respeitaram. Os culpados são sempre os outros, o ambiente, os ventos de fora, a famosa crise exterior. Assim, até que tudo fique claro e se veja que afinal, a mentira do orgulho que nega e não aceita a culpa, atraiu outras mentiras, vergonhosas e prejudiciais.
A vida social de hoje permite esta lamentável inversão de valores objectivos, com muita gente a calar-se por ter medo das pedras que possam cair no seu telhado. Quando alguém tem a coragem da verdade, tem logo, pela frente, a certeza de críticas destrutivas, ameaças eminentes, vinganças sofisticadas.
Quem luta na verdade e pela verdade não teme. A seu tempo, esta protege e defende aqueles que a respeitaram e serviram.
Neste momento, parece que toda a gente teme pelo futuro do país. Por motivo não das dificuldades, que sempre as ouve e se foram superando, mas da má construção do edifício social que, por via dos interesses, pessoais, de grupos e de partidos políticos, se apresenta cada vez mais débil, desconjuntado e inseguro.
O exercício aberto e correcto da democracia não devia permitir que as coisas chegassem a este ponto lamentável, de retrocesso difícil, senão mesmo impossível. Acontece, porém, que a democracia já muitos a meteram na gaveta, como em tempos se fez ao socialismo político, por se tornar incapaz de entender a realidade e agir segundo as suas exigências. É mais fácil e mais rápido olhar para o umbigo e para o bolso da carteira do que para as pessoas, com seus direitos, e para situações por resolver a pedir atenção.
Quando a política não funciona numa base de verdade e de uma democracia a sério, tudo se complica mais. Caminhos mais obstruídos, problemas que se arrastam, pessoas que desistem, outras, sem escrúpulos, que se aproveitam da confusão.
A Europa e vários países da América Latina e da África, mais próximos da nossa compreensão, mostram o descalabro da sobreposição dos interesses à verdade objectiva. E os tribunais, mesmo os internacionais, não resolvem tudo.

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