de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Domingo, 07 Fevereiro , 2010, 21:46



A Universidade de Ciências Gastronómica de Pollenzo – Itália, entregou recentemente à Confraria Gastronómica do Bacalhau um diploma como reconhecimento pelo empenho desta instituição portuguesa no apoio aos jovens finalistas daquela Universidade que desde há cinco anos vistam Ílhavo, inseridos no projecto Viagem Didáctica.
Desde 2004 que os alunos finalistas da Universidade Italiana se deslocam a Portugal a fim de conhecerem a gastronomia nacional, sendo Ílhavo um destino onde os estudantes têm sido recebidos pela Confraria Gastronómica do Bacalhau, visitando o Museu Marítimo, o navio Santo André e empresas transformadoras de bacalhau, além de provarem as diversas ementas feitas com derivados de bacalhau e o bacalhau à posta.


O Museu Marítimo de Ílhavo também já foi alvo de reconhecimento pela Universidade Italiana, tendo recebido o título de Sede Didáctica pelo seu contributo na divulgação do bacalhau, da sua história e da gastronomia.
A Universidade de Ciências Gastronómicas, única no mundo no seu género, foi fundada pelo movimento internacional Slow Food em colaboração com duas regiões italianas. É um centro internacional de formação e investigação ao serviço de jovens de todo o mundo que durante os seus estudos, trabalham pela preservação da biodiversidade, por uma agricultura renovada e por uma relação entre a gastronomia e as ciências agrárias, tendo cursos para: gestores de empresas agrícolas, controle de alimentos, críticos gastronómicos, directores comerciais, marketing, editores de comunicação, entre outros.
A sede situa-se no Castelo de Pollenzo, património mundial pela Unesco, e tem um pólo universitário em Parma. Todos os anos os alunos finalistas visitam vários países onde procuram conhecer as gastronomias locais.


Fonte: Confraria Gastronómica do Bacalhau

Editado por Fernando Martins | Domingo, 07 Fevereiro , 2010, 21:32


Poesia depois da chuva

Depois da chuva o Sol - a raça.
Oh! a terra molhada iluminada!
E os regos de água atravessando a praça
- luz a fluir, num fluir imperceptível quase.

Canta, contente, um pássaro qualquer.
Logo a seguir, nos ramos nus, esvoaça.
O fundo é branco - cai fresquinha no casario da praça.
Guizos, rodas rodando, vozes claras no ar.

Tão alegre este Sol! Há Deus. (Tivera-O eu negado
antes do Sol, não duvidava agora.)
Ó Tarde virgem, Senhora Aparecida! Ó Tarde igual
às manhãs do princípio!

E tu passaste, flor dos olhos pretos que eu admiro.
Grácil, tão grácil!... Pura imagem da tarde...
Flor levada nas águas, mansamente...

(Fluida a luz, num fluir imperceptível quase...)

Sebastião da Gama

Editado por Fernando Martins | Domingo, 07 Fevereiro , 2010, 18:07
Em tempo de dificuldades
é preciso dar primazia ao que é positivo


Padre Francisco Melo

Os membros do CEP (Conselho Económico e Pastoral) e os corpos gerentes da Fundação Prior Sardo e do Centro Social e Paroquial da Gafanha da Nazaré tomaram posse hoje, domingo, na missa das 11.15 horas, presidida pelo Prior, Padre Francisco Melo. Associaram-se os presidentes da Câmara Municipal de Ílhavo, Ribau Esteves, e da Junta de Freguesia, Manuel Serra. Depois da celebração, todos participaram num almoço, no Centro Comunitário, preparado por um grupo de voluntários.

É preciso testemunhar uma Igreja
organizada, aberta e inclusiva

Nas palavras que dirigiu aos empossados, o Prior Francisco Melo lembrou a necessidade de todos testemunharem na vida “uma Igreja organizada, aberta e inclusiva, comprometida na missão de Cristo e consciente de que os bens que possuímos se destinam a fazer cristãos e a partilhar”. Referiu a urgência de experimentarmos no dia-a-dia “a Igreja da caridade”, capaz de levar à prática a disponibilidade, o que permitirá tornar efectiva “a solidariedade e a fraternidade”.
“O mundo que nos é dado viver parece cheio de incertezas económicas, sociais, religiosas e culturais”, frisou o Padre Francisco. E acrescentou: “O homem pós-moderno e superdesenvolvido e a nossa sociedade em concreto parecem trilhar caminhos em que não conseguimos vislumbrar em que portos iremos atracar: se o da vida ou da destruição.”



Hugo Coelho
Universidade Sénior
para os que gostam de aprender

Hugo Coelho, presidente da Fundação Prior Sardo, afirmou que a instituição que dirige “é de todos nós” e que nasceu para ajudar os mais necessitados, apostando, por isso, em projectos cujos horizontes indicam “perspectivas de futuro”. Salientou a acção das equipas e técnicos para o projecto da prevenção  da toxicodependência, tido como  o melhor a nível distrital, e considerou uma mais-valia a recente criação da Universidade Sénior, “para os que gostam de aprender”, envolvendo 90 pessoas. Adiantou que a Fundação não existe só para apoios sociais, pois se empenha na defesa dos valores, enquanto dá muita importância às parcerias. “Qualquer instituição, para crescer, tem de estar acompanhada”, disse.



Manuel Serra

Forças que hão-de gerar fraternidade

Manuel Serra, presidente da Junta de Freguesia, congratulou-se com este encontro, que mostra “uma grande capacidade de trabalho” do nosso povo e da nossa terra. Louvou o crescimento da Fundação e a criação da Universidade Sénior, "um sonho de há tantos anos", garantindo tornar-se em breve um seu aluno. Ainda considerou o Prior da Gafanha da Nazaré e o seu vigário paroquial, Padre César, “os grandes motores” do que se está a fazer na paróquia, mostrando enorme jeito para aglutinarem forças que hão-de gerar “fraternidade”, num futuro próximo.


Ribau Esteves

Os sermões, como os homens,
não se medem aos palmos

O presidente da Câmara Municipal, Ribau Esteves, afirmou que o mundo e o nosso país “estão numa fase muito difícil”. E numa clara alusão ao que a comunicação social tem divulgado, frisou que “parece que estão todos de cabeça perdida”. Disse que as empresas de comunicação “vivem uma época de esplendor”, com as “telenovelas” que vão publicando, e referiu que se torna imperioso criar um “país capaz”, porque em tempo de dificuldades é preciso “dar primazia ao que é positivo”.
Prometeu que 2010 vai ser um ano “muito importante para o nosso município”, havendo certezas da inauguração de oito obras, de que destacou “o renovadíssimo Centro Cultural da Gafanha da Nazaré e o Centro Escolar da Cale da Vila, na recta final da construção”.
Anunciou que o Navio-Escola Sagres, na sua volta ao mundo que há-de concluir em 23 de Dezembro deste ano, vai divulgar as riquezas do Museu Marítimo de Ílhavo. E sobre o Centenário da criação da freguesia da Gafanha da Nazaré, Ribau Esteves esclareceu que as festas em preparação vão ser, sobretudo, “uma homenagem àqueles que produziram a realidade de hoje”.
Ao reconhecer que estamos numa comunidade em franco crescimento, valorizou o papel pastoral e humano do nosso Bispo, D. António Francisco, “que está muito próximo de nós” e nos permite “o acesso a Deus  mais fácil”. Dirigindo-se ao Prior Francisco, cujo trabalho enalteceu, disse que "os seus sermões são bons por não serem compridos, mas incisivos”. “Os sermões, como os homens, não se medem aos palmos”, concluiu.

Fernando Martins


Editado por Fernando Martins | Domingo, 07 Fevereiro , 2010, 15:58

(Clicar na imagem para ampliar)
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Editado por Fernando Martins | Domingo, 07 Fevereiro , 2010, 14:47

Este livro, editado pela Livraria Chardron de Lélo & Irmão, do Porto, em 1922, faz parte da colecção Obras de Eça de Queiroz. Esta é a quarta edição. É curioso verificar como ao reler este livro sentimos como o grande escritor continua tão próximo do nosso tempo, pela acutilância e oportunidade dos temas abordados.
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Editado por Fernando Martins | Domingo, 07 Fevereiro , 2010, 13:59

EXCELENTE TRABALHO

Por Georgino Rocha


Paulo classifica como excelente o seu trabalho. Pelo modo como o realiza, mas sobretudo pela graça de Deus que, por meio dele, vai agindo. Primeiro, transforma-o radicalmente. De perseguidor fanático, fá-lo apóstolo inexcedível de criatividade missionária. Depois, de observante fiel, converte-o em testemunha qualificada da ressurreição de Jesus Cristo. A ele que se considera como “o abortivo”, um ser humano incompleto e desfigurado.
A esta acção de Deus, corresponde Paulo com uma disponibilidade total, uma atenção absoluta, uma obediência pronta e fiel.
Outras pessoas seguem o mesmo exemplo e podem dar testemunho semelhante. É o caso – evocado hoje pelas leituras da celebração - de Isaías, de Jesus e de Pedro.
Trabalho excelente o de Isaías que se reconhece um pecador, a quem o enviado de Deus liberta da culpa e prepara para ser profeta em favor de todo o povo. E que grande missão desempenha este homem que vive no século VIII, antes de Cristo!
Excelente trabalho realiza Jesus, após a infrutífera faina da pesca que o grupo de Pedro faz durante a noite. Na madrugada seguinte, o fracasso e o desalento são evidentes. A transformação é clara: ânimo revigorado e obediência pronta e generosa.
O homem experimentado – era um profissional reconhecido pela sua barca de pescador -, aceita mudar de rumo, relançar as redes noutras áreas e capturar para a vida outros “peixes”, libertando-os dos horizontes estreitos em que andavam enrolados. Esta imagem alude claramente à missão apostólica que Jesus lhe confia.
Trabalho excelente será o nosso, o de cada um e de todos, se nos disponibilizarmos para que o Senhor nos dê o seu jeito de ser e de agir, a forma típica do cristão, e nós cooperemos com Ele na edificação da humanidade inteira como “criação ou poema de Deus” no mundo.

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Editado por Fernando Martins | Domingo, 07 Fevereiro , 2010, 09:15


Vou partir

Vou partir,
montanha além.
Levo nos olhos
o fulgor do mar
e, no corpo cansado,
o sabor agridoce
da chuva
inesperada:
memória
adormecida,
sem palavras,
sem nada.

Eugénio Beirão
In Os Dias Férteis
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Editado por Fernando Martins | Domingo, 07 Fevereiro , 2010, 09:12
PELO QUINTAL ALÉM – 7



A FIGUEIRA DA ÍNDIA
A
meu Pai

Caríssima/o:


a. Discreta presença, arrumada num canto muito sombrio, debaixo de ramada de videira americana, a nossa figueira-da-índia não tem ido muito longe; figos nem vê-los... Se ainda está viva e a ocupar espaço deve-o à grata memória que uma sua antepassada me deixou e à esperança de poder reproduzi-la em lugar mais solarengo ...

e. Nos longínquos idos de quarenta do século passado, tosse convulsa arreliadora se apoderou do meu dorido peito. Médicos? Medicamentos da farmácia? Privilégio de poucos...

Não sei onde meu Pai bebeu a informação mas, chegado a casa, foi-se à figueira da índia, cortou-lhe uma palma. Na cozinha, para uma bacia, cortou-a às rodelas que foi sobrepondo alternadamente com camadas de açúcar amarelo. No dia seguinte de manhã:
- Anda, filho, toma para te arrancar essa tosse de cão...
Desconfiado, abri a boca e sorvi o xarope que me fez esquecer o rufar do peito!...
A tosseira foi diminuindo... e ficou a vontade de renovar a colherada do tal xarope que entretanto se extinguiu...

Não sei que aconteceu a esta benfazeja piteira; certamente a sua sorte não foi diferente de umas tantas que que por aí vegetavam e nos ofereciam os figos em troca de umas valentes picadelas!... Teimávamos arrancá-los com os dedos desprotegidos...

i. A Figueira-da-Índia é um cacto lenhoso vivaz, originário da América Central. Em Portugal é subespontânea e é cultivado em jardins e para a formação de sebes artificiais no Alto Douro, Estremadura, Ribatejo, Alto Alentejo, Algarve, Madeira e Açores.

O fruto é comestível, mas deve ser consumido com moderação, para evitar a diarreia.


o. Por mim confesso a minha ignorância e, para além do xarope que menciono acima, desconhecia por completo que a figueira-da-índia pode ser usada:
externamente, nas dores musculares e com acção cicatrizante no eczema e psoríase ;
internamente, em tratamentos para perda de peso, de úlceras gástricas e síndroma do cólon irritável; no controlo da diabetes e do colesterol elevado.
Ainda a sua acção se nota em problemas respiratórios como a tosse irritativa ou bronquites.


u. Planta muito ligada a lendas e mitos que se estendem da América à Índia. Fiquemos por aqui:

«A figueira da Índia (Ficus religiosa) é venerada na Índia principalmente pelos sectários de Buda, não a cortando nem lhe tocando nunca com ferro, para não ofender o Deus nela oculto.
Não só a árvore é adorada mas também o local onde alguma viveu é considerado local sagrado. A veneração dos índios pelo “ficus religiosa”, é devida à seguinte lenda:

Buda, após a conversão, ia sempre orar sob aquele vegetal; a rainha, sua esposa, despeitada por aquele facto, mandou cortar a árvore, e Buda, quando o soube, sentiu tamanho desgosto que declarou que se a árvore não tornasse a rebentar morreria de pesar. Mandou depois reunir cem bilhas de leite e regar com ele o tronco do vegetal, donde logo brotaram ramos, que cresceram rapidamente, atingindo a altura que hoje tem.»

Mas já agora não resisto e transcrevo da revista AUDÁCIA o que se segue e que parece completar o que acabámos de ler:

«O ano chinês

Na China, o novo ano não começa a 1 de Janeiro, mas depende da primeira lua cheia do ano. A data é celebrada com grande festa, que dura até duas semanas.
O calendário chinês é muito antigo, tem mais ou menos cinco mil anos.
Segundo uma lenda antiga, quando Buda atingiu a iluminação à sombra de uma figueira-da-índia, convidou todos os animais a participar da sua alegria. Apenas doze animais compareceram à festa. A cada um deles foi atribuído um ano para governar (a lenda é um pouco confusa, uma vez que o Buda viveu há “apenas” 2500 anos). O calendário chinês percorre assim um ciclo de doze anos, que começa sob a regência do rato, para depois continuar com o ano do boi, do leão, do coelho..., até terminar no ano do porco, iniciando-se um novo ciclo de 12 anos.
Cada um dos 12 animais é regido pelos cinco elementos - água, madeira, fogo, metal e terra. O sistema astrológico chinês, por isso, contempla um ciclo de 60 anos. Metade é yin (feminino) e metade é yang (masculino).
Este sistema de contar os anos continua largamente difundido na China e em outros países orientais.»

Manuel

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