de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 03 Fevereiro , 2010, 14:52


O fenómeno Avatar

Por Alexandre Cruz

1. Ninguém duvida da força do mundo da imagem, dos impérios dos cinemas, do quanto eles reflectem, de um modo ou de outro, a realidade do mundo que vivemos; os seus bens ou os seus males, as suas angústias e aspirações. É uma multidão de actores imortalizados, e é um mundo que acompanha continuamente os desenvolvimentos da sétima arte, o cinema. As mais famosas películas cinematográficas são espelho de culturas e crenças, retratam momentos históricos decisivos, partilham mundialmente as mais belas paisagens; abrem-nos ao mundo do imaginário, digital, ficção, fazendo-nos ver o invisível. Mas também o cinema reflecte a violência que vai nos corações, a inveja e a corrupção que persiste, podendo quase ser uma sedutora escola de crime.



2. Quanto ao mundo do cinema, dir-se-á, nem o elogio nem o desprestígio; mas todo o cuidado, atenção e zelo em termos da inevitável impressão que a imagem grava do olho e na mente humana. Há filmes que apelam ao melhor e ao pior; cenários humanos que fascinam e outros que são tremendos. Tem vindo a crescer o uso da violência para cativar, como o mundo místico para envolver. Há realizadores históricos que têm gerado autênticos fenómenos de bilheteiras, que antecipam o mundo futuro. É obrigatório falar de Cameron, o realizador dos vários recordes. Após o filme Titanic (1997) James Cameron, após muitos anos de preparação, lança o seu último filme recordista, superando-se a si próprio. AVATAR é a nova história proposta que ilude, pelo divino, quem mergulha no mundo distante Pandora.

3. Mas o que se passa nesse imaginário mundo Pandora? Diz quem vê o filme criticamente que ele provoca sentimentos perigosos em termos existenciais e muito influenciadores para quem não está preparado. Por estranho que pareça, nos EUA a idade mínima está acima dos 10 anos; em Portugal, 6 anos foi considerada a idade ajustada. Preocupante? Diante de tal “poder”, força e fascínio do imaginário, todos os cuidados e atenções são sempre poucos…


Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 03 Fevereiro , 2010, 12:46



Rua da República

Por António Rego

A República desceu à rua. Ou todas as crónicas do reino vão dar à Rua da República. Já compreendemos que não falta quem dela se apodere para dizer tudo o que já pensava. Já não me lembro bem dos que mal se lembravam daquele 5 de Outubro de 1910 - como muitos, hoje, do 25 de Abril têm uma imagem ténue. Lembro-me dum velhote que dizia não se tratar de nenhum regime mas apenas de uma forma de estarem contra a monarquia, a Igreja e a tradição. Havia manifestos, pasquins, comícios. Factos houve, como as comemorações da morte de Camões e o ultimato inglês, que foram aquecendo os ânimos para a estocada final na monarquia. Que, também se acrescenta, andava de péssima saúde e deixou saudades a muito poucos. São as turbulências da história.
A República, um facto, muitas leituras. Mas um acontecimento que marcou a nossa história do século XX e não nos é indiferente cem anos depois. Dá-se agora uma espécie de correria para cada corrente de leitura chegar primeiro à interpretação ortodoxa que defenderá como única e definitiva. Muitas vezes trabalhando a história à sua maneira e encaixando-a na ideologia já instalada. Assim, não haverá interpretação dos factos, mas o seu tratamento voltado para uma direcção pré-definida. Distorcida e estreita.


Do todo, algumas notas irão marcar as comemorações com alguns slogans que já estão, em trova, no vento: a lídima república contra a obscura monarquia; a revolta contra o conformismo do irremediável; o laicismo iluminado contra a Igreja retrógrada, a liberdade contra todas as opressões. E muitos ficarão por aqui, esquecendo atrocidades e roubos que em nome da liberdade se fizeram, os erros políticos, de palmatória que levaram o país a cair benignamente nos braços do 28 de Maio.
Mas a história não se faz sem sobressaltos. E importa por isso descobrir as mudanças radicais que, a bem ou a mal, se introduziram no nosso país. Diríamos hoje simplesmente: uma estrondosa mudança cultural. Nos pós 25 de Abril muitos evocaram as lições desoladoras da primeira República, nomeadamente em relação à Igreja. Mas também há muitos traumas clericais lembrados apenas de bens e privilégios perdidos. Urge por isso uma grande humildade e liberdade para ler correctamente a história. E com ela sempre aprender.
E actualizar uma lição para todos nós, cidadãos, profissionais da política, governantes e governados deste decénio: o momento que vivemos, nem monárquico nem republicano, é de alguma ansiedade face a muitos riscos que nos ameaçam perante a Europa, o mundo e nós próprios. O espectáculo do orçamento de Estado, e da previsível evolução da economia dão-nos a imagem dos caminhos tortuosos que temos a percorrer. Tão complexos como os tempos que se seguiram à implantação da República e ao 25 de Abril, com tantos escolhos na área social, pedagógica, familiar, institucional, religiosa, em clima de insegurança, desemprego, com números ínfimos de crescimento económico, e a certeza triste duma crise que - terá fim - mas deixará pelo caminho muitas vítimas entre as quais os próprios construtores do futuro que são os jovens.
É bom celebrar a história. Desde que se procure compreendê-la e aprender as lições que nos deixa. Seria muito bom celebrar a República de forma a mobilizar-nos com mais uma dura lição da história.

António Rego


Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 03 Fevereiro , 2010, 12:24

A Câmara Municipal de Aveiro e a FEDRAVE convidam todos os interessados pela cultura e história aveirenses para a Sessão de Lançamento da obra Ecomuseu do Salgado de Aveiro, da autoria de Énio Semedo, no Salão Nobre dos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Aveiro, e para a inauguração da exposição Monográfica sobre o Salgado de Aveiro, na Galeria Municipal, no dia 05 de Fevereiro, pelas 18 horas.


Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 03 Fevereiro , 2010, 12:17
Valdemar Aveiro, à direita, recebe cumprimentos de Miguel Veiga,
 que apresentou "80 graus Norte", em Aveiro.



No próximo sábado , 6 de Fevereiro, pelas 16 horas, vão ser lançados, na Biblioteca Municipal da Nazaré, dois livros de Valdemar Aveiro — “80 graus Norte” e "Histórias desconhecidas dos grandes trabalhadores do mar".
Os livros, levados à estampa pela Editoral Futura, são baseados em histórias reais. Contam como era a vida dos pescadores da pesca à linha do bacalhau, a “Faina Maior”, como é designada, e que envolveu muitos nazarenos, entre 1935 e 1974.
O autor dos livros, Valdemar Aveiro, nasceu em 1934, em Ílhavo, no seio de uma família de pescadores. Esteve, desde sempre, ligado ao mar e à pesca, fazendo, actualmente, parte do Conselho de Administração de uma empresa do sector.

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