de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 22 Janeiro , 2010, 18:26
Como facilmente se pode ver, o meu blogue Pela Positiva acaba de registar 350 mil entradas. Motivo para saudar todos quantos, dos mais diversos pontos do mundo, entraram em sintonia comigo. Em sintonia pelo espaço, que não totalmente pelas ideias, como decerto se compreenderá. Enquanto tiver saúde e forças, já que determinação me não falta, por aqui estarei ao sabor da maré da Ria de Aveiro, que comanda os nossos humores.

Um abraço para todos

Fernando Martins

Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 22 Janeiro , 2010, 16:37
A política é mais complexa do que o futebol. Penso eu, claro. E porque é complexa, usa imensas tácticas em tudo. Umas que percebemos e outras que nunca descobriremos.  Vasco Pulido Valente, a propósito das negociações em curso para viabilizar o Orçamento do Estado, aponta duas tácticas.
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Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 22 Janeiro , 2010, 16:21


Ecumenismo e integrismos

1. Se formos elaborar um estudo exaustivo, mesmo que numa análise do campo exterior, a origem das religiões revela-se sempre imensa de ser universalista e totalizante, dador de sentido à existência de cada um e de todos. Nessa análise, na generalidade, detectar-se-ia uma frescura de interiorização e universalização capaz da inclusão das múltiplas diversidades e visões. Com o crescer e com o necessário realismo, como é natural, vem a procura de regulação e enquadramento, um estabelecer de balizas de ideias e de compreensões práticas, facto que, a partir de uma determinada racionalidade (porventura codificada), pode levar a excluir as diferenças, fazendo crescer a dura e crua semente do integrismo, fanatismo, fundamentalismo.




2. Nestes domínios, a aprendizagem da razoabilidade e das aceitações da pluralidade afigura-se como um dos maiores desafios postos ao século XXI. Nem tudo, nem nada! Tanto os perigos do igualitarismo de “todos iguais”, como os males do exacerbar de “todos diferentes”, podem conduzir a fugir para a periferia extremista, quando o caminho do “meio” é o ideal mais pleno e capaz na “unidade plural”. Utopias simpáticas da unidade de todos sermos iguais (anulando as diferenças) existem em todos os quadrantes, tal como aquele integrismo de quem tem “a verdade” (excluindo o outro) também existe em todos os campos e em todas as religiões. Valerá a pena perguntarmo-nos: que “códigos” são aqueles que (1.º) se enxertam na frescura fundante da religião “x” ou “y” (2.º), mas em que depois perderam o próprio espírito continuamente renovado para com cada actualidade…(?)

3. É pela estrada do “diálogo” que se consegue a unidade ecuménica (vivemos a Semana Ecuménica). Mas é pela autenticidade despojada e generosa do diálogo que é possível antecipar o futuro. Diálogo que não é perca de identidade, diálogo que não é abdicação do pensar, diálogo que integra a plenitude do que se pensa e se age numa mesa comum, onde se dá e se recebe. No integrismo ou no igualitarismo não há diálogo. Unidade ecuménica? É possível sempre mais frutos…



Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 22 Janeiro , 2010, 16:12


O Tempo

Quando não há outro assunto de conversa, fala-se do tempo. Entre os Britânicos, é assunto recorrente, quando a intimidade das pessoas não lhes consente outro tema de conversa. É suficientemente abrangente para tocar a todos e está sempre na ordem do dia. O tempo que fez, o tempo que faz e o tempo que se espera, cabem sempre nos interesses e no conhecimento de cada um.
Isto acontece quando o tempo é comedido e não extravasa os limites que lhe são atribuídos. No momento presente, é tema central de muitas conversas, digamos até que anda nas bocas do mundo, pelos excessos que tem cometido. Basta lembrar as cheias que têm acontecido no Brasil, uma calamidade, nos Estados Unidos, os nevões do norte da Europa e ultimamente os abalos telúricos no Haiti. Todos os dias nos chegam as imagens pungentes dum povo sofredor que está, neste momento, a tentar reerguer-se perante a catástrofe. É chocante, deprimente a exibição da tragédia humana que assolou um povo, já tão fustigado pelas intempéries da vida.

M.ª Donzília Almeida



Perante este cenário apocalíptico, que as televisões trazem até nossas casas diariamente é quase mesquinho queixarmo-nos deste inverno persistente que desde que chegou a Portugal, ainda não nos deu tréguas. A chuva contínua, portadora duma humidade que se entranha nos ossos, o vento a fazer das suas, quando resolve soltar a sua energia eólica que propulsiona as hélices plantadas na paisagem, um céu plúmbeo que parece abafar-nos como um capacete de chumbo, são factores que condicionam o nosso humor.
Em conversa com os nossos vizinhos do norte da Europa, ouvi referir as temperaturas “tropicais” que se fazem sentir neste “canteiro florido”! Sim, para países como a Noruega, Suécia, Finlândia e até a Holanda, nós somos uns privilegiados da meteorologia, com as condições climáticas de que dispomos. Mesmo assim, somos uns “queixinhas” pois não paramos de nos lamentar com este tempo chuvoso, cinzento, enfim, invernoso que nos coloca o astral em baixo. É bem verdade que as condições climatéricas têm uma boa quota -parte de responsabilidade pelo humor melancólico que assola a população deste país, especialmente na estação iniciada com o solstício do Inverno. Mas... já faltou mais para o equinócio da Primavera! Graças a Deus!

M.ª Donzília Almeida

22.01.10




Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 22 Janeiro , 2010, 16:02
A realidade de algum jornalismo está bem retratada aqui. Concordo com o autor deste texto, publicado no blogue "A origem das espécies". Ajuda-nos a ver como se trabalha e como se joga "ao faz de conta". Há reportagens do Haiti que já enojam. Quando alguns repórteres começam a falar  já sabemos o que é que vão dizer. Até parece que lhes faltam as palavras. Ou então dizem sempre o mesmo. Como mostram imensas vezes as mesmíssimas imagens. Neste texto, fala-se, também, de um repórter fotográfico, gafanhão. O Pedro Loureiro não foge das guerras.



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