de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 07 Janeiro , 2010, 21:55



Inverno. O frio, o vento e a chuva estão na agenda desta estação do ano. Basta sair à rua para perceber isto. E quando o frio vem tocado pelo vento, por mais brando que seja, ficamos enregelados. Chegar à grande superfície que constava do programa foi um alívio. Nada que se compare, nesta quadra, ao que se passa em países mais frios, com temperaturas que mostram a dureza da neve e a força dos temporais.
Quando cheguei ao destino, com temperaturas que me obrigaram a desapertar a casaca e a tirar o boné, senti a importância destes grandes espaços, com ar condicionada e bancos que convidam ao descanso e à cavaqueira. Sempre fica mais barato do que o aquecimento caseiro, sobretudo para pensões baixas.
Idosos em cada canto por ali estavam, tranquilos, em convívio pouco mexido e com a língua a encarregar-se de mostrar vida. Então lembrei-me que talvez fosse bom que alguém  animasse aquele pessoal, emprestando jornais, passando filmes ou programas musicais nas televisões. Sempre se juntava o útil ao agradável. E os idosos não deixariam de agradecer.

FM
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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 07 Janeiro , 2010, 19:06
O Presidente da República recomendou aos partidos com assento parlamentar que assumissem as suas responsabilidades, no sentido de vencermos a crise. O défice não pode continuar a crescer, sendo urgente, à semelhança das famílias,  gastar menos do que entra em casa no fim do mês. Temos de aprender a poupar em tudo, inclusive, não podemos  Deixar a luz do quarto acesa.


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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 07 Janeiro , 2010, 01:06

Adagio ou allegro vivace?


Um velho de ombros largos, ainda direitos, sobe pela rua íngreme muito devagar, debaixo de chuva, até chegar à paragem do eléctrico onde se recolhe e se senta, colocando a bengala junto ao corpo. Usa óculos antigos de lentes grossas, mas tem um olhar limpo. Permanece calado, a olhar em frente, as mãos pousadas na curva da bengala, o chapéu de feltro meio dobrado a sair-lhe de um dos bolsos do sobretudo. Tem um ar pensativo e vê-se que está triste. Não está abatido mas percebe-se que alguma coisa o inquieta. Atravesso a rua para apanhar boleia de um carro e, como é domingo e os eléctricos demoram, pergunto ao velho onde mora e se quer boleia. Diz-me que vive na rua de cima mas gosta de caminhar e só está à espera que a chuva pare. Agradece com um gesto cavalheiro, olha para mim do fundo dos óculos grossos com o seu olhar limpo e desabafa: "O pior não são as caminhadas nem a chuva, o pior é não haver velhos. Os meus amigos morreram todos." A frase ficou a fazer eco e lembrou-me outra, proferida por João Lobo Antunes, comissário de O Tempo da Vida, o mais recente fórum sobre envelhecimento organizado pela Fundação Gulbenkian: "A velhice é apenas o último andamento da sonata do existir que desejaríamos que fosse, sempre que possível, um allegro vivace."

Laurinda Alves, no i

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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 07 Janeiro , 2010, 00:50

Comissão Nacional para as Comemorações admite que a questão religiosa é aspecto «muitíssimo importante»





Recordar o passado e projectar o futuro 




A ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, afirmou que as comemorações pretendem “promover a reflexão colectiva sobre a nossa História”, procurando igualmente entender e aprofundar “os desafios do pensamento republicano para o século XXI”.
Entre as cerca de 500 iniciativas previstas para assinalar o centenário da República, mais de 50 estão ligadas a projectos relacionados com a cultura. O orçamento atribuído à CNCCR é de 10 milhões de euros.
“Pretendemos sobretudo partir do presente e olhar para o futuro”, fazendo com que os “ideais republicanos revisitados”, e “tudo o que tem a ver com a educação da cidadania”, contribuam para “um Portugal melhor”, afirmou Artur Santos Silva.
Este responsável sublinhou que “as grandes alterações” que ocorreram após a Implantação da República reflectiram-se “sobretudo na escola e na educação, vectores fundamentais da promoção da igualdade”.
Maria Fernanda Rollo indicou que as comemorações pretendem “promover o património cultural, especialmente da I República, que ainda precisa de muita investigação”.
O programa das actividades culturais está organizado de acordo com vários “eixos temáticos”: arte, desporto, exposições, espectáculos, publicações e animação do espaço público. Os eventos procurarão igualmente salientar a relação da República com escolas, universidades, ciência, cidadania, municípios, Regiões Autónomas, Lusofonia e meios de comunicação social.
As manifestações artísticas expressar-se-ão através da arquitectura, mostras de arquivos, banda desenhada, caricatura, cinema, dança, documentários, eventos multimédia, festivais, filatelia, moda, música, pintura, rádio, televisão e teatro, entre outras representações.



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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 07 Janeiro , 2010, 00:38


Inovação e Humanismo

1. Há dias a notícia do último equipamento da mais alta definição de tecnologia da multinacional Google, em dinâmica de constante concorrência com a Apple, podem fazer-nos lembrar as antigas batalhas medievais, estas agora transferidas para os campos da forte inovação de ponta ou mesmo também para o campo de futebol, onde todas as grande cidades gostam de ter os seus grandes clubes representativos. Do mal, o menos; seja a tecnologia inovadora a conquista mais aspirada! Mas as regras deste jogo sedutor e concorrencial precisam de ser continuamente apuradas, quando não os novos instrumentos produzidos estão acima e fora da saudável realidade regulável e mesmo fora de patamares humanos.



2. Neste sentido, vale a pena colocar como grande lema as noções de inovação e Humanismo, como quem sabe que uma sem a outra pode deitar a perder uma e outra. Seja sublinhado que as maravilhosas e essenciais conquistas tecnológicas não são um fim em si mesmas, e se as considerarmos como tal, a certa altura somos dominados e mesmo surpreendidos por elas. Que dizer e como contextualizar toda a inédita proximidade da Humanidade, onde a todo o momento poderemos estar em contacto com gente de toda a parte? Esta nova forma de o mundo viver um tempo global, proporcionada através dos novos mil e um instrumentos, pode ser o “país das maravilhas” e pode ser causa de grandes dramas. Uma preparação para a coexistência com as diferenças de culturas, credos, etnias…continua por fazer.

3. A tecnologia aproxima-nos, e depois de aproximados? Nos dias de início de ano faz-se balanço da 1.ª década do século XXI e efectua-se um relançar de metas para a segunda década. A fascinante velocidade dos acontecimentos na actualidade pode deitar a perder oportunidades se por trás da aproximação global não dermos o justo tempo a conhecer e apreciar a riqueza da Humanidade e da natureza que nos envolve. A isto chama-se o (re)despertar da estruturante questão antropológica: sobre o lugar do «ser humano» num mundo cheio de coisas.

Alexandre Cruz

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