de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 05 Janeiro , 2010, 23:12




No encontro do mundo da cultura com o Papa

O cineasta Manoel de Oliveira foi a personalidade escolhida pelo mundo da cultura para discursar no encontro com Bento XVI, a decorrer no Centro Cultural de Belém (CCB), Lisboa, na manhã de 12 de Maio deste ano.
Bento XVI estará em Portugal de 11 a 14 e terá um encontro com agentes da cultura. “Na auscultação, as personalidades foram unânimes na escolha de alguém que está acima de diferentes sensibilidades e que defende nos seus filmes valores cristãos” – disse à Agência ECCLESIA D. Carlos Azevedo, coordenador geral da visita de Bento XVI a Portugal.

Fonte: Ecclesia

 

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 05 Janeiro , 2010, 22:50

Dubai


Os pés da torre Califa

1. Sabe-se do desejo humano da altitude. Este facto, despertado na antiguidade a partir da observação das aves do céu, na época actual projecta-se até à capacidade de colocar alta tecnologia nos ares, vencendo barreira(s) do som numa contínua busca de superação. Estando provado que quase não há impossíveis em termos de elaborações tecnológicas a verdade é que diante da poderosa força da natureza, tudo pode ficar tão pequeno e tão limitado. Também é certo que muitos dos grandes avanços no conhecimento científico e técnico foram conseguidos através de grandes riscos e mesmo grandes acidentes. Talvez o pior de tudo seja, nestes domínios, a afirmação exacerbada da autonomia humana, como se o homem inventasse o seu novo “deus” e vivesse a ilusão desse absoluto imbatível.



2. Poder-se-ão apresentar, nesta matéria e a simples título de exemplo, alguns momentos como o caso do imbatível (mas submerso) Titanic em 1912, a clonada (mas já adulta) ovelha Doly em 1996, o famoso e insuperável (mas já encostado) Concorde, ou ainda o novo super acelerador de partículas CERN que, indo desvendar em 2008 o mistério das origens da vida, no momento do arranque não aguentou a pressão dos olhares do mundo! Não faltam exemplos em que no arriscar e na hiper-afirmação ilusória do valor absoluto do próprio conhecimento humano, “depois” vem a devida maturação e justa correcção do que se pensava ser a última novidade insuperável. Afinal, esta dinâmica dialéctica é uma marca dessa aspiração às alturas, mas será essencial que, na base de todos os diálogos, os pés estejam na terra!

3. O Dubai – um oásis fora do mundo! – vive uma impressionante crise financeira. Neste dia 4 de Janeiro inaugurou a torre mais alta do mundo. No contraste, poder-se-á dizer que mostra tanta altitude (828 metros) quanta desigualdade das gentes que já compraram o seu espaço dourado nessa torre Califa em relação à pobre multidão global... Se altitude é sinal de poder ele aí está; mas os pés, embora afogados em petróleo, parecem bem mais de barro… Ou não será?!


Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 05 Janeiro , 2010, 18:01




Com o objectivo de apoiar os pais que procuram ajuda junto dos directores de turma, no sentido de contribuírem para a educação dos seus filhos, a Escola Secundária da Gafanha da Nazaré avançou com algumas sugestões, que aqui reproduzo:


Sugestões para encarregados de educação

1. Supervisione o tempo que o seu filho(a) passa em frente à televisão.
2. Crie uma rotina de trabalho e estudo e reforce a necessidade de cumprir esse horário.
3.Tenha expectativas realistas face ao seu filho/a: nem demasiado ambiciosas nem demasiado baixas.
4. Nunca deixe o seu filho(a) sair de casa sem tomar o pequeno-almoço.
5. Assista às reuniões de pais.
6.Colabore com os professores do seu filho na realização de actividades extra-curriculares.
7.Informe o(s) professor (es) do seu filho sempre que esteja a acontecer algo que seja negativo para o seu desempenho.
8. Supervisione o acesso do seu filho/a à Internet.
9. Respeite o espaço do seu filho(a), não seja demasiado invasivo.

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 05 Janeiro , 2010, 16:16

Heraclito



Entre o lixo e o paraíso

“A natureza não é um monte de lixo lançado ao acaso”.Disse-o Heraclito de Éfeso há 2500 anos. Lembrou-o Bento XVI na recente mensagem para o Dia da Paz. Há uma lei interna, secreta, inteligente, no coração das coisas, que remói a história, vai muito para além da escassez das nossas contas e das nossas vidas. Tudo nos foi confiado por Deus. Não somos donos dos vulcões, ventos e tempestades. Nem fazemos nascer as manhãs de suave brisa ou os tons sublimes do luar. Mas a Terra, ínfima parcela do universo, é a nossa casa. E merece o nosso olhar de respeito para que nos abrigue e permita em cada dia o pão e a alegria sobre a nossa mesa.

Para os lados de Copenhaga disseram que está doente o nosso planeta, sufocado pelos fumos de destruição que inventámos e exploramos sem medirmos o alcance do que jogamos em fogo, terra, ar e a água.
A Igreja diz-nos que isto é mais que uma questão técnica. Não envolve apenas os gelos e degelos, os mares e as marés. Envolve-nos. Lembra-nos o mistério de termos o mundo nas nossas mãos. Cada gota de orvalho vale um oceano. Cada grão de areia é como uma enorme praia. Cada minúscula semente tem a força duma floresta. Cada partícula de ar é um pulmão de vida que sofregamente respiramos.


No cosmos há “um desígnio de amor e de verdade”. A herança da criação pertence à humanidade inteira.
É o futuro que está em causa. O futuro é a grande palavra de fé, inteligência e humanidade. Quer dizer que acreditamos no para além de nós, no tempo para além do nosso, do viver, pensar e agir para além de nós. E que sentimos o orgulho de estarmos unidos a uma humanidade para além do indivíduo que cada um de nós é. É isso a solidariedade com o futuro. A ecologia humana é esse tratamento consciente e uno do homem e da terra, do pó a que havemos de regressar, da mão direita de Deus onde repousará o nosso coração. É na purificação da nossa mente que começa a pureza da terra. É no ethos como ponto de ligação que estabelecemos pontes com o universo. Na harmonia do homem e da natureza como uma fraternidade tranquila, proclamada e vivida por Francisco de Assis.
E se descermos ao concreto dos nossos hábitos quotidianos na relação com a energia, a água, o céu, o mar, o frio e o calor, sentiremos que a Terra é um problema político, cultural, económico e tecnológico. Mas é um problema ético, humano, capítulo segundo do Génesis que todos nós reescrevemos. Ninguém no planeta está fora do alcance de edificar, dominar e respeitar a Terra que, como nós, brotou das mãos de Deus. Trata-se dum poema muito mais belo e decisivo que todos os discursos de maldição sobre o CO2. A Terra não é o paraíso. Mas não é um monte de lixo.

António Rego
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Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 05 Janeiro , 2010, 12:06


A Universidade de Aveiro (UA) está, desde o início de Dezembro, a produzir energia para consumo próprio e, em breve, estará também a assegurar o aquecimento de cinco edifícios, mediante a instalação de painéis solares térmicos. Estas e outras medidas inserem-se no programa Eficiência Energética na UA, que envolve um investimento global de nove milhões de euros. A instituição de ensino superior espera ir mais além e, dentro de dois ou três anos, poder avançar com a instalação de painéis solares fotovoltaicos em mais dois edifícios.
Maria José Santana, no PÚBLICO

Nota: Bom exemplo... Há privados que também já avançaram. Quando as tecnologias nos oferecerem material mais barato, até seremos capazes de dispensar a EDP. Não temos nós tanto sol e tanto vento? Vamos começar a pensar nisso?

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 05 Janeiro , 2010, 11:42


Mobilizar a sociedade
contra a pobreza e a exclusão

O Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social (AECPES) é oportunidade para lembrar responsabilidades de todos neste combate. Sem ficarmos a olhar para o lado, à espera que outros façam qualquer coisa de útil nessa linha, urge avançar com projectos que erradiquem ou minimizem a pobreza que existe à nossa porta. É que, se nada fizermos, no fim do ano voltaremos a reconhecer que, afinal, a pobreza continua numa sociedade tão farta para alguns...

Ler mais aqui
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Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 05 Janeiro , 2010, 11:17
A boa gestão foi suplantada
pelos interesses privados




"Se o líder em questão for um político, tem de compreender quais as necessidades reais do país e tentar satisfazê-las da melhor forma e o mais rapidamente possível. Contudo, sem uma boa organização, nada se faz. É a organização que decompõe a actividade em funções e tarefas e as distribui pelas pessoas mais competentes. Foi isso que fez Oppenheimer quando lhe foi atribuída a tarefa de constituir a equipa de físicos que iria conceber a primeira bomba atómica."


Francesco Alberoni, no i.
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