de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Sábado, 28 Novembro , 2009, 11:59

Douro


O Douro sempre apetecido

É nos dias menos agradáveis que me vêm à memória os bons momentos vividos em dias bonitos. Como é o caso de um passeio ao Douro, onde a paisagem, vista de qualquer ângulo, tem uma beleza ímpar. Nesta foto, até as nuvens são dignas dos nossos olhares àvidos do belo.





Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 27 Novembro , 2009, 21:57
Um só crime


1. A hierarquia católica nunca lidou bem com os abusos sexuais do clero, como mostra de novo o relatório publicado na Irlanda (como, já antes, documentos semelhantes no Canadá, EUA, Áustria e Austrália). Durante décadas, vários bispos (incluindo cardeais, como Bernard Law, ex-arcebispo de Boston) preferiram o chamado "bem da Igreja" ao bem das vítimas - exactamente o contrário do que a sua fé lhes diz.
Uma das razões para esta falta de tacto era a forma como se reprimia a sexualidade. Como certeiramente disse o ministro irlandês da Justiça, Dermot Ahern, o episódio traduz a "ironia cruel de uma Igreja que, motivada em parte pelo desejo de evitar o escândalo, de facto criou um outro, de uma incrível amplitude". Para a própria Igreja, o encobrimento foi trágico: nos EUA várias dioceses tiveram que vender património e declarar falência, para pagar indemnizações às vítimas.


2. O problema é mais vasto: o relatório irlandês culpa também as instituições do Estado pela omissão na descoberta da verdade. A questão traduz também o modo como, em sociedade, nos relacionamos com os afectos e com os mais frágeis. As relações entre as pessoas são também, em muitos casos, relações de poder e só nas últimas décadas a pedofilia começou a ser mal vista pela opinião pública. O caso Polanski aí está para o recordar: alguns desculpam ao cineasta o que não perdoam em outros casos. E as contradições judiciais do caso Dutroux, na Bélgica, mostram a dificuldade com que ainda se lida socialmente com estas questões.


3. Nem sempre os media deram igual atenção às medidas tomadas para sanear o problema (posições de João Paulo II ou Bento XVI, decisões dos episcopados) que deram aos escândalos. Outro dado: números da Conferência Episcopal americana (80 por cento dos padres envolvidos eram dos EUA, uns 4400, num total de 5000 em todo o mundo) dizem que, desde 1950, foram "só" quatro por cento do número total os padres que estiveram envolvidos em casos de pedofilia. Apesar de tudo, uma parte reduzidíssima do clero. Mas bastaria um crime de um único padre para que a questão já fosse importante.

António Marujo, no PÚBLICO de hoje

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Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 27 Novembro , 2009, 18:20


SILÊNCIO

Só o silêncio
no ramo!
Já chegou
e já partiu
quem nele poisou
um dia
e quem sofreu
a agonia
de ser uma pausa
breve...
silêncio
de quem já foi
silêncio sorriso
alegre
silêncio
da dor que mói...
só o silêncio
se escuta
naquele ramo
oscilante
silêncio
da asa solta
que se foi
ao sol levante!...

Maria Mamede

In Grupo Poético de Aveiro
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Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 27 Novembro , 2009, 14:12
Acabou-se a liberdade


«Já ninguém se entende no país dos brandos costumes e agora pegou a moda de todos acusarem todos. O país está a brincar com o fogo: não tarda nada esquece a importância do significado da palavra liberdade. E aí...

O regulador dos media, a ERC, vai investigar se existem interferências do governo no sector. Os juízes, por sua vez, querem saber se existe espionagem política no país. Todos se sentem vigiados, mas ninguém sabe se essa sensação é real. Ou melhor, o director do "Sol" acusou claramente pessoas ligadas ao primeiro-ministro de lhe terem prometido dinheiro (para os problemas financeiros do semanário que dirige) em troca de não publicar notícias sobre o Freeport. E um juiz de Aveiro sustenta que Armando Vara está envolvido em negócios obscuros. O que se passa neste país?»

Martim Avillez Figueiredo

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Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 27 Novembro , 2009, 14:06


Europa dos interesses ou do pluralismo democrático?


A decisão do Tribunal Europeu de Direitos Humanos, a partir de um equívoco do laicismo provocado por outros equívocos, que define a “presença dos crucifixos nas escolas da Itália como uma violação da liberdade religiosa dos alunos”, traz ao de cima um problema mais grave que o dos sinais religiosos em lugares públicos. Este problema cifra-se na prática corrente de as instâncias europeias decidirem, com um dogmatismo carregado de moralismo ou amoralismo, sobre os países da União, em relação a aspectos que bolem com a sua história, cultura, religião e identidade nacional, como se tratasse de definir as cotas leiteiras. Agora foi a Grécia a reagir.


Não é assim quando os países grandes têm interesses próprios e uma voz grossa para dizer “não”, como aconteceu e acontece em relação a muitos aspectos comunitários.

As habituais tensões provêm, em geral, de uma União Europeia que deixa pouco ou nenhum lugar aos seus membros para se afirmarem na sua originalidade ou se defenderem de intromissões, que não deviam existir. Morto o pluralismo, matam-se muitas ocasiões de um enriquecimento comum, benéfico para todos.

A ideia de que os cidadãos europeus devem ter em tudo direitos iguais e padrões de valor idênticos, onde quer que se encontrem, tem destruído, a pouco e pouco, o património cultural e moral de muitos países com história própria. À revelia das suas origens, a UE foi-se transformando, por pressões diversas, numa instância de padrões morais e pseudo culturais. Por infelicidade, são poucos os estados que reagem a este domínio e prepotência. E, quando o fazem, logo são classificados de reaccionários e conservadores. Para os ideólogos, com carimbo europeu, só o que eles ditam é certo, moderno e aceitável. Assim têm baralhado as populações e as suas referências morais.

Leis e normas sobre família, casamento, vida humana, natalidade, divórcio, aborto, tudo sai da central ideológica de Bruxelas, como decisão sem apelo ou critérios de inspiração obrigatória para as leis dos países membros.

Assim, as doenças morais graves do continente europeu acabam por ser epidemia que se exporta e alastra por todo o lado. Quando, neste campo, os países que ainda mantêm lucidez, pundonor e liberdade, reagem, logo surgem pressões e ameaças. Como da Europa vem o dinheiro e já nenhum país pode sobreviver sem cumprir as normas europeias que lhes abrem portas, por vezes bem estreitas, a reacção torna-se impossível para os mais dependentes, que são sempre os mais pequenos e mais pobres. Aparecem na fotografia, mas, nas grandes decisões, são números que pouco contam.

Certamente que nem tudo tem sido negativo e que o balanço tem muitas coisas positivas, que muitos países membros nunca teriam coragem de enfrentar por si, dados os interesses criados, sobretudo políticos e económicos. Mas não é este o problema, na minha opinião. Será, antes, saber se os países têm de se anular na sua originalidade e legítima autonomia para poderem fazer parte de um grupo alargado, com interesses comuns, mas que parece esquecer-se que precisa de todos e do específico de cada um, que não é só a gastronomia, o artesanato e o folclore.

A origem da EU, a partir do Tratado de Roma de 1956, não previa aniquilar ninguém. Os da primeira hora eram cristãos com ideais de respeito e abertura. Os que agora dominam são, na sua maioria, servos da maçonaria, com poderes e estratégias que já não enganam ninguém. Não se nega a ninguém o direito a ser de qualquer Loja, mas sim que esta seja a oficina do novo rosto da Europa, a que negam as raízes cristãs e a face humanista.

O primeiro obreiro, Giscard D’Estaing, de uma Constituição rejeitada, não ocultou a face maçónica nela impressa, os objectivos ideológicos pretendidos e os incómodos históricos que sofria. Não se entende, com tudo isto, qual é a noção de pluralismo e de respeito pela verdade e pelas pessoas. Se o Parlamento tivesse mais gente com cultura e capaz de pensar, as coisas seriam diferentes. Assim, seremos os eternos obedientes que trocam tudo por dinheiro e por sonhos.

António Marcelino

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Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 27 Novembro , 2009, 14:00
"Uma ideia: preparar o futuro da educação. Como: preparando melhor os futuros professores. Porquê: porque em breve vai aumentar a procura de profissionais do ensino. De que forma: dando maior importância à formação dos futuros professores e instituindo exames para entrada na profissão. Quando: já!"

Nuno Crato

No i de hoje

Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 26 Novembro , 2009, 23:53


Que grande susto!

O meu filho João, que  vive e trabalha nos Açores, quis assustar a família, enviando-me esta foto de um avião em situação delicada, por causa dos ventos fortes e incertos. O piloto lá conseguiu aterrar, depois do susto que pregou aos passageiros. Mas o meu João, homem corajoso, não vai ter medo de levantar voo na Terceira, para passar o Natal connosco. Até um dia deste, João! Por cá te esperamos.

Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 26 Novembro , 2009, 23:43


SENHORA DOS NAVEGANTES

Um leitor, amante da fotografia e da cultura, mas também amigo do seu amigo, teve a gentileza de me enviar esta foto, captada em Japaratinga, julgo que no Brasil. Sabe quanto gosto de Nossa Senhora dos Navegantes, ou não fosse eu filho de marítimo, e aqui fica a prova da sua amizade. Para o Dinis, um abraço, com um obrigado por se ter lembrado de mim, certamente bem longe da Capela da Senhora dos Navegantes, no Forte da Barra,  Gafanha da Nazaré.

Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 26 Novembro , 2009, 23:35


Alimentar o pão da esperança

1. Este fim-de-semana decorre a nível nacional a campanha do Banco Alimentar contra a Fome. Não é publicidade, são milhares de toneladas de alimentos partilhados, são milhares de voluntários pelo país inteiro, são milhões de pessoas generosas que partilham das suas possibilidades com quem nada tem. É um facto: matar a fome primeiro, formar e reformar para que a fome não exista vem depois. São centenas as instituições que ao longo do ano beneficiam desta corrente solidária que marca um sinal de solidariedade no nosso país. Quem diria há alguns anos que a campanha do Banco Alimentar se viesse a tornar a enorme esperança de pão para muitos que hoje representa?

2. Sabe-se que o dar o peixe é sempre pouco e que o ensinar a pescar representa o passo formativo em ordem ao futuro efectivamente melhor e mais comprometido. Mas às bocas sem pão, à fome que existe habitualmente e mesmo à nova fome escondida como consequência das recentes crises, o “pão” é que salva, pois ele é que pode dar a força ao corpo e garantir os mínimos da dignidade a que cada pessoa humana tem direito. Tal como é verdade que o pão garantido aumenta a esperança de o ganhar cada dia, do mesmo modo o contrário também se confirma: quando o pão não existe «todos ralham», a desmotivação cresce, o desespero amplia-se, o lar familiar pode entrar numa espiral descendente onde tudo é negro e tudo parece amargo e perdido.

3. O frio está a começar a apertar, para todos, com abrigo ou sem abrigo. O abandono às noites das grandes cidades, local como mundialmente, reflectem a brisa de muita solidão que teima em manter-se, quando não um cortejo a ampliar-se. Esta dura realidade solitária interpela todos e os proclamados modelos de desenvolvimento. Estes dias que abrem o mês de Dezembro apelam-nos à nobreza do essencial da vida para que a partilha seja dar-se a si mesmo numa esperança que irradie dias melhores para todos. O pão da esperança precisa mesmo de todos!


Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 26 Novembro , 2009, 12:34




A solidariedade sempre renovada
dos portugueses volta a ser posta à prova


Os Bancos Alimentares Contra a Fome voltam a apelar, no próximo fim-de-semana, à generosidade do público em mais uma campanha de recolha de alimentos. A solidariedade sempre renovada dos portugueses volta a ser posta à prova num momento de particular dificuldade e necessidade: nunca como agora fez tanto sentido a ideia de que é possível fazer a diferença apenas com um pequeno gesto.
Numa época em que muitas famílias portuguesas se encontram em dificuldades, a partilha e a solidariedade são mais do que nunca necessárias. Os desempregados, os idosos, as crianças e as famílias desestruturadas são os grupos mais atingidos pela situação de forte agravamento da situação económica que se vive em Portugal e no Mundo. Para fazer face a um crescente número de pedidos de apoio que tem vindo a chegar aos Bancos Alimentares contra a Fome é forçoso que estes alarguem a sua capacidade de resposta. Concretizar esse objectivo e minorar as carências alimentares das pessoas necessitadas é a proposta lançada uma vez mais a toda a sociedade civil: contribuindo com trabalho voluntário e com alimentos é possível fazer a diferença.
A combinação da solidariedade generosa dos portugueses e da eficácia comprovada da acção dos Bancos Alimentares Contra a Fome na tentativa de minorar a penosa realidade das carências alimentares, constitui a prova evidente de que a sociedade civil se pode - e deve - substituir-se com vantagem ao Estado na resolução de alguns dos problemas com que se confrontam as sociedades modernas, tornados recentemente ainda mais evidentes e agravados pela crise económica, que trouxe consigo um significativo abrandamento da actividade e um brutal e súbito agravamento do desemprego.



Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 26 Novembro , 2009, 11:35

Loiça da Vista Alegre

Nem sempre damos valor ao que de muito bom temos. As porcelanas da Vista Alegre são, há muito, uma referência artística no mundo. Foi lembrado por estes dias que a Vista Alegre está preszente em todas as embaixadas portuguesas. Na Presidência da República há tradicionais e personalizados serviços desta marca de origem ilhavense, mas assumida como nacional. O jornal i adianta que a Vista Alegre é o novo fabricante oficial das embaixadas de Espanha no mundo. Ainda diz, aquele jornal, que à mesa de Barak Obama, na Casa Branca, também  está presente a Vista Alegre.

Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 26 Novembro , 2009, 10:56


Tudo Passa

Tudo passa nesta vida
Nos caminhos e nos ventos
Nas correntes de água turva
Na mente nos pensamentos.
Passa a mágoa com o tempo
Passa a dor e passa a vida
Passa a paz e a alegria
Passa a noite, passa o dia.


Há passantes, há passado
Há o passo a procissão.
Uns seguem pelos caminhos
Outros param na ilusão.
Há quem esteja a ver passar
Há quem vá de escantilhão
Outros seguem arrastados
No meio da multidão.
Há passivos, pacientes
E quem vá só de empurrão
Os perdidos vão seguindo
Caminhos de escuridão.
Passam luas sem luar
Dias sem sol e sem luz
Há quem passe derreado
Carregando sua cruz.


Tudo passa
A fome, a guerra
Passa a banda, a procissão
Passa o ódio e o amor
Passa o luto e a paixão.
Passa o vento, passa o rio
O Outono e o Inverno.
Passa o calor, passa o frio
Só não passa o que é eterno.

Aida Viegas
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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 26 Novembro , 2009, 10:22

Bento XVI com os artistas


“O coração do homem contemporâneo tem uma grande fome de beleza, que é também a beleza total, iluminada pelo transcendente”

Tolentino Mendonça,

Sobre o discurso do Papa aos artistas, na Capela Sistina

Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 25 Novembro , 2009, 23:44


A média europeia da Educação

1. É notícia recente que Portugal está abaixo da médica europeia em termos de educação. Destacam-se em relatório divulgado os progressos tidos de 2000 a 2008, mas a procura a convergência nota-se retardadora. Do olhar cruzado pelas estatísticas, sente-se que a fase da adolescência se afirma como decisiva e destacam-se, no que já se sabe, as dificuldades na matemática e na área de língua e leitura. Sendo certo que as visões comparativas são necessárias e que os isolacionismos a nada conduzem, também não deixa de ser digno de registo aquilo que em termos de médias europeias se considera a média, como se o criar de uma uniformidade de paradigmas e no processo ensino/ aprendizagem fosse a meta fundamental a atingir.

2. Compreende-se que a competitividade de tudo e todos obrigue a uma equiparação competitiva sem precedentes. Este factor pode criar mentalidades e paradigmas que correm o perigo de uniformizar tudo e europeizar os europeus deitando a perder riquezas locais de ordem social, educativa e cultural. É, neste contexto, importante relançar a dúvida sobre se a uniformização é, de facto, factor e valor de progresso definitivo ou se deverá ser reforçado o lugar às identidades nacionais e locais por forma à justa harmonização social. Aos estudos e estatísticas presidem sempre a noção de modelos de referência globais, o que é lícito e natural. Mas esta hegemonização poderá limitar e abafar aquilo que pode ser o génio da diferença, ou os aspectos essenciais que não dando números para a “média” são efectivamente relevantes.

3. O documento estruturante europeu, a Estratégia de Lisboa (adoptada em 2000) quer transformar a Europa «na economia do conhecimento mais competitiva e dinâmica do mundo, capaz de um crescimento económico sustentável, acompanhado da melhoria quantitativa e qualitativa do emprego e de maior coesão social.» Esta é a média final europeia a que se quer chegar. E o lastro e espaço dado à diversidade local dos “alunos”?


Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 25 Novembro , 2009, 17:20


Da esquerda para a direita: Maria do Canim, Fernando Martins, Cândida Silva (directora),
José Capote, Fernanda Lagarto e Custódia Lopes

Convívio de aniversários

Os que celebraram os seus aniversários durante este mês de Novembro encontraram-se hoje à tarde com alguns alunos e animadores, para um convívio que começa a tornar-se habitual às quartas-feiras. Foi importante  a partilha e a degustação de doces e salgados, com champanhe e sumos, mas mais importante foi a conversa que se generalizou no grupo. Não faltaram os parabéns, nem a troca de impressões entre uns e outros, recheada de recordações, que os menos jovens sempre gostam de oferecer nos encontros, em jeito de quem sente prazer em reviver momentos agradáveis. E mesmo com chuva a marcar o compasso dos nossos desejos de lhe fugir ensombrou minimamente o convívio. Para os aniversariantes não faltaram as flores, bonitas, preparadas a tempo pela direcção da Universidade Sénior, com saber e arte. Os aniversariantes ofereceram um livro à Biblioteca da US, com vontade de se criar a tradição de valorizar o espaço de leitura da Fundação Prior Sardo.

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