de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 13 Outubro , 2009, 18:47
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<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/_edOTyb048mE/StS9C1jf3QI/AAAAAAAAMwQ/kzPWmhgpttk/s1600-h/igrejaafricana.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" rel="noopener"><img $r="true" border="0" src="https://1.bp.blogspot.com/_edOTyb048mE/StS9C1jf3QI/AAAAAAAAMwQ/kzPWmhgpttk/s320/igrejaafricana.jpg" /></a><br /></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><br /></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><br /></div><br /><div style="text-align: justify;">1. Decorre em Roma o II Sínodo para África. Este encontro com o Papa procura repensar a comunidade africana na sua renovação contínua e na relação com a comunidade universal. De 4 a 25 de Outubro a organização local africana encontra-se com a organização universal em reflexão sobre os caminhos andados e os percursos a trilhar. Na mensagem de abertura Bento XVI confirma o reconhecimento da grandeza e originalidade do continente africano, exaltando o seu «imenso pulmão espiritual para toda a humanidade». Simultaneamente, o Papa alerta para os perigos das “patologias” do materialismo e do fundamentalismo religioso. Num continente pródigo de beleza natural mas ao longo dos séculos muito sofrido na exploração pelo ocidente apressado e interesseiro (é um facto histórico), é hora de nova consciência autonómica sobre o continente africano.<br /></div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">2. A referência ao «colonialismo espiritual» apresentar-se-á como um dado preocupante, numa transferência do plano político ao espiritual; diz Bento XVI que «neste sentido, o colonialismo, terminado no plano político, nunca se concluiu completamente.» Não é fácil, com toda a carga história secular, abordar o assunto do colonialismo espiritual. À liberdade de propor deve presidir a liberdade de aceitar e a face humana de instituições como a Igreja mostra factualmente também elos menos positivos; quantos caminhos desandados nas questões delicadas da imposição da fé?! Continua a ser de grandeza eminente aquele persistente e lúcido «pedido de perdão» do peregrino da paz, o Papa João Paulo II. A “purificação da memória” em terrenos tão delicados como o da inculturação da fé transborda para todos os quadrantes numa responsabilidade de nunca impor mas de propor.<br /></div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">3. Na verdade de que nunca se pode ajuizar com os olhos de hoje os séculos passados (seriam juízos anacrónicos, fora do tempo), o certo é que só na chave de leitura de um pluralismo ecuménico é que se poderá ver a luz ao fundo do túnel. Não é missão fácil; mas possível no enobrecer do essencial.<br /></div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;"><a href="http://1632un.blogspot.com/" rel="noopener">Alexandre Cruz</a><br /></div>

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 13 Outubro , 2009, 12:00
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<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/_edOTyb048mE/StRdfGBCqKI/AAAAAAAAMwI/et7A2rLPdXw/s1600-h/tolentino.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;" rel="noopener"><img $r="true" border="0" src="https://1.bp.blogspot.com/_edOTyb048mE/StRdfGBCqKI/AAAAAAAAMwI/et7A2rLPdXw/s200/tolentino.jpg" /></a><br /></div><div style="text-align: center;"><br /></div><div style="text-align: center;"><span style="color: red; font-size: large;"><strong>Os «não-praticantes» têm também </strong></span><br /></div><div style="text-align: center;"><span style="color: red; font-size: large;"><strong>as suas expressões que é preciso reconhecer</strong></span><br /></div><div style="text-align: center;"><br /></div><br /><div style="text-align: justify;">A categoria “católico ou cristão não praticante” faz pele de galinha a muita gente que assim reage contra o conformismo dos que receberam uma herança cristã sem nunca verdadeiramente a ter assumido. Engrossam as estatísticas mais genéricas, reconhecem-se num determinado conjunto de referências e partilham até uma esporádica ou difusa atmosfera religiosa, mas afastaram-se de uma integração prática e plena na dinâmica eclesial. Por isso, são olhados, tantas vezes, como um peso-morto que a Igreja tem de carregar e em relação ao qual pouco ou nada pode fazer.<br /></div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">Ora, sem simplificar aquilo que é complexo, deve-se dizer, porém, que eles representam também um imenso desafio. Hoje alguns autores da sociologia da religião preferem mesmo utilizar a designação “cristão cultural” para descrever este povo que, talvez de modo apressado, se chamava de “não-praticantes”. Verdadeiramente, os “não-praticantes” têm também as suas expressões que é preciso reconhecer: no seu modo de viver há práticas que persistem e outras que vão sendo transformadas; há um confronto com o Absoluto e um sentido do Transcendente, talvez soletrados com outra dicção, mas não necessariamente despojado de intensidade; há a procura dos valores evangélicos, mesmo quando explicitamente já não tomam o Evangelho como referência… Claro que nem tudo é igual, e há uma explícita maturidade cristã que tem de ser anunciada com desassombro. Mas isso não é incompatível com uma arte do encontro (e do re-encontro) que precisamos todos, praticantes e não-praticantes, de descobrir.<br /></div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">Da passagem recente de Enzo Bianchi entre nós, anotei, por exemplo, estas palavras, que nos obrigam certamente a pensar: «Creio que também há lugar para uma espiritualidade dos agnósticos e dos não-crentes, daqueles que se colocam à procura da verdade porque não se satisfazem com respostas pré-fabricadas e definidas de uma vez para sempre. É uma espiritualidade que se alimenta da experiência da interioridade, da procura de sentido e do sentido dos sentidos, do confronto com a realidade da morte como palavra originária e da experiência do limite; uma espiritualidade que conhece também a importância da solidão, do silêncio e do meditar».<br /></div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">José Tolentino Mendonça<br /></div><br />In <a href="http://agencia.ecclesia.pt/" rel="noopener">Ecclesia</a>
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Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 13 Outubro , 2009, 11:34
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<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/_edOTyb048mE/StRXSHpds9I/AAAAAAAAMwA/uvk6wOdtLaU/s1600-h/P8200023.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;" rel="noopener"><img $r="true" border="0" src="https://1.bp.blogspot.com/_edOTyb048mE/StRXSHpds9I/AAAAAAAAMwA/uvk6wOdtLaU/s200/P8200023.JPG" /></a><br /></div><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><strong><span style="color: #cc0000;">ENTARDECÍAMOS EM DEUS</span></strong><br /><br /><strong><span style="color: #cc0000;">Entardecíamos em Deus. No doce</span></strong><br /><strong><span style="color: #cc0000;">apuro da sua dádiva.</span></strong><br /><strong><span style="color: #cc0000;">Era um Outubro cúmplice, por onde</span></strong><br /><div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"><strong><span style="color: #cc0000;">o lúcido licor vinha às palavras</span></strong><br /></div><div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"><strong><span style="color: #cc0000;">Explicitar-se. E ao seu lume a pôr-se</span></strong><br /></div><div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"><strong><span style="color: #cc0000;">no júbilo do espírito e das águas.</span></strong><br /></div><div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"><strong><span style="color: #cc0000;">Decantava-se sermos o suporte</span></strong><br /></div><div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"><strong><span style="color: #cc0000;">desse momento. Da doçura amarga</span></strong><br /></div><strong><span style="color: #cc0000;">que altíssima subia pela morte</span></strong><br /><strong><span style="color: #cc0000;">e dava em vida. Que só Deus nos dava.</span></strong><br /><div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"><strong><br /><span style="color: #cc0000;"></span></strong><br /></div>Fernando Echevarria (n. 1929) <br /><br />Ver mais <a href="http://www.snpcultura.org/umbrais_index.html#2009_10_13" rel="noopener">aqui</a><br /><br /><br /><br /><br /><div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"><br /></div>
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