de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Sábado, 03 Outubro , 2009, 11:07
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<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/_edOTyb048mE/SscgosFtzcI/AAAAAAAAMrE/OYcdLeYk7ho/s1600-h/PainelZ%C3%A9.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" rel="noopener"><img $r="true" border="0" src="https://1.bp.blogspot.com/_edOTyb048mE/SscgosFtzcI/AAAAAAAAMrE/OYcdLeYk7ho/s400/PainelZ%C3%A9.jpg" /></a><br /></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><span style="font-size: x-small;">Painel de Zé Augusto</span><br /></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><br /></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;">Ao apreciar, um dia destes e mais uma vez, este painel cerâmico do artista aveirense Zé Augusto, comemorativo da abertura da Barra de Aveiro, em 1808, pela minha memória visual e mental passou um filme de recordações da ambiência marítima e lagunar que nos envolve. Contemplei a arte do Zé Augusto que soube bem representar a força e o dinamismo, em imagems estáticas, dos homens da nossa região moldados pela maresia e pelo bater forte das ondas.<br /></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"><br /></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;">FM<br /></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"><br /></div>

Editado por Fernando Martins | Sábado, 03 Outubro , 2009, 10:46
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<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/_edOTyb048mE/Sscc7qOjSlI/AAAAAAAAMq8/HKTpk6vWptc/s1600-h/consumo15.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" rel="noopener"><img $r="true" border="0" src="https://1.bp.blogspot.com/_edOTyb048mE/Sscc7qOjSlI/AAAAAAAAMq8/HKTpk6vWptc/s320/consumo15.jpg" /></a><br /></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">Consumo irracional<br /></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><br /></div><div style="text-align: center;"><br /></div><div style="text-align: center;"><span style="color: red; font-size: large;"><strong>Impõe-se construir uma nova ordem social</strong></span><br /></div><br /><div style="text-align: justify;"><br />Frente a este título, temos, logo à partida, de reconhecer que é nos países de maioria cristã que estão os responsáveis maiores pela crise. Não foi no hemisfério Norte que começou? Por outro lado, é na Europa que se encontra hoje o melhor nível de vida da história, e o modelo social europeu é invejado. Mas há uma pergunta, aparentemente cínica, para a qual não é fácil encontrar resposta definitiva: somos ricos à custa do Terceiro Mundo? Eles são pobres porque nós somos ricos?<br /></div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">Depois, é preciso perceber que há, nesta questão, níveis ou esferas a distinguir, como escrevi aqui, no artigo "O capitalismo é moral?". À economia não se pede que seja moral, mas eficiente. Por isso, não há uma moral da economia ou da empresa, mas deve haver moral na economia e na empresa.<br /></div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">No Evangelho segundo São Mateus, há um texto terrível - o da parábola dos talentos. Um servo recebeu cinco e conseguiu outros cinco; outro, dois e ganhou outros dois; o terceiro recebeu um só talento e, com medo, guardou-o, para poder entregá-lo ao senhor, quando voltasse. Resposta do senhor: "Devias ter levado o meu dinheiro aos banqueiros e tê-lo-ia levantado com juros. Tirai-lhe o talento e dai-o ao que tem dez. Porque ao que tem será dado e terá em abundância; mas ao que não tem até o que tem lhe será tirado" O dito "ao que tem mais será dado e ao que não tem até o que tem lhe será tirado" ficou conhecido na sociologia como "o efeito de Mateus".<br /></div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">É certo que a parábola deve ser lida à luz do texto seguinte, referente ao Juízo Final, portanto, à verdade última da História: "Vinde, benditos de meu Pai, porque me destes de comer, de beber, de vestir..." O critério de salvação é a bondade e o bem-fazer aos preferidos de Deus, os pobres. Mas isso não nega a necessidade de eficiência da economia. <br /></div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">Onde está então um sistema novo a unir liberdade e justiça, política e moral, amor e eficiência? De qualquer modo, há uma nova tomada de consciência, sintetizada nesta afirmação contundente de um especialista em economia, Jacques Attali: hoje, "coabitam duas tendências: a selvajaria absoluta, que vai fazer com que tudo expluda, se não se agir rapidamente; e a tomada de consciência do interesse de um Estado de direito global, que tudo pode salvar". <br /></div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">No contexto da crise, realizou-se de 3 a 6 de Setembro, em Madrid, com 700 participantes, o XXIX Congresso de Teologia sobre o tema "O cristianismo perante a crise". Ficam aí algumas conclusões. <br /></div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">A crise de 2008 e 2009 é "uma prova de fogo não só para os dirigentes mundiais, mas também para a consciência de muitos cristãos, ao questionar o seu nível de solidariedade comprometida". <br /></div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">Trata-se de "uma realidade de injustiça económica que exclui os mais necessitados e vulneráveis da sociedade", tornando-se patente a fragilidade de uma sociedade que substituiu os valores cristãos pelo "enriquecimento fácil e a ostentação sem limites". Assim, quando "não só a economia e a política, mas também a fé e a ética estão em crise, é hora de solidarizar-se com os grupos mais frágeis da humanidade e recuperar alguns valores cristãos, como a opção preferencial pelos pobres".<br /></div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">"Embora consideremos que o responsável pela crise é o sistema capitalista, que permite que alguns enriqueçam à custa do empobrecimento das maiorias populares, denunciamos a apatia e a falta de compromisso social das confissões religiosas, que se preocupam mais com questões de poder e com continuar a defender situações de privilégio no campo económico e social do que em denunciar as injustiças de um sistema que atenaza os sectores mais necessitados."<br /></div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">Impõe-se construir "uma nova ordem mundial - política, económica, jurídica - alternativa ao neoliberalismo, baseada na cooperação, na solidariedade e capaz de levar a cabo controles efectivos do actual sistema financeiro". <br /></div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">No plano pessoal, "como cidadãos e crentes", temos de assumir compromissos concretos, "renunciando ao consumo irracional e insolidário, vivendo com austeridade, solidarizando-nos de modo efectivo com as vítimas da crise".<br /></div><div style="text-align: justify;"><br /><br /></div><div style="text-align: justify;">Anselmo Borges<br /></div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">In <a href="http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1379803&amp;seccao=Anselmo Borges&amp;tag=Opini%E3o - Em Foco" rel="noopener">DN</a><br /></div><div style="text-align: justify;"><br /></div>

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