de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 21 Setembro , 2009, 19:19
A troca de galhardetes
vai sendo regra em crescendo

1. Sabe-se que à medida que se aproximam os actos eleitorais vai crescendo a intensidade popular dos apelos ao voto. Cresce o dar tudo por tudo a ponto de muitas vezes se passar a fronteira do bom senso. A troca de galhardetes vai sendo regra em crescendo, havendo sempre mais um coelho na cartola para denunciar quando tal for preciso como resposta. É nesta linha que poder-se-á concluir que os dias de campanha que aí vêm, pelos dias a que já se chegou, não auguram nada de bom… Debater os problemas de fundo da sociedade portuguesa parece ser agenda relegada para a periferia. O caso, o enredo, a vírgula, a denúncia, a suspeita, a nuvem a pairar sobre a ética está tornado o essencial e não parece haver estofo de maturidade cívica que resista a este destino menor e intrigante.

2. Este ano as eleições que vêm a seguir, as autárquicas, precisavam efectivamente do exemplo que viesse de “Lisboa”. Como em tudo na vida, cada palavra e cada passo cria escola ou desconstrói valores que custam uma vida a edificar. Não só a campanha das eleições legislativas (do que poderemos designar de política profissional) não parece ser capaz de mobilizar pela positiva, como deixa atrás de si um rasto que não será muito boa sementeira para os que diariamente servem a causa na política local. A arte de nos conhecermos nas possibilidades e limites, de rentabilizar recursos e de ampliar horizontes sociais e humanos, de catalisar oportunidades mesmo no meio das crises, de gerar consensos razoáveis com dinamismos que no respeito pelas diferenças saibam mobilizar o melhor de cada um…são valores fundamentais à vida diária longe da campanha.

3. Uma apurada e amadurecida consciência política acaba por resultar como a exigência primordial que poderá “salvar” e unir o que ficar estilhaçado depois da guerra, ou “combate” como se lhe gosta de chamar. Erguem-se muros de tal maneira no enaltecer ao rubro das intrigas e divisões… Terão depois de vir os persistentes construtores de pontes, no procurar diário juntar as peças perdidas!

Alexandre Cruz
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Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 21 Setembro , 2009, 19:10
É já no próximo domingo, 27 de Setembro, que vamos ser chamados a votar. Teoricamente, há muito por onde escolher; na prátiva, e com os olhos postos no voto útil, teremos apenas dois candidatos: José Sócrates e Manuela Ferreira Leite. Contudo, os fiéis a um ideário saberão manter o rumo nas suas escolhas. Portanto, os politizados e os menos politizados terão que saber o que fazer. Aos indecisos cabe a tarefa de tentar acertar na melhor opção, segundo as suas consciências.
Temos de reconhecer, no entanto, que a nossa sociedade ainda não amadureu suficientemente as suas opções partidárias, manifestando  uma matriz conservadora confrangedora. Ainda não foi capaz de olhar, por exemplo, para os pequenos partidos que raramente se aproximam dos que têm estado, há muito, no Parlamento. Não será tempo de se começar a pensar nisso, já que os actuais partidos políticos, de assento garantido na Assembleia, não conseguem dar volta, pela positiva, a isto tudo?

FM
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Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 21 Setembro , 2009, 18:54
Quem pensar que o provedor do leitor de um órgão de comunicação social não passa de uma figura simbólica, para apenas levar os órgãos directivos e os profissionais a reflectirem sobre o que fazem ou não fazem, engana-se redondamente. Joaquim Vieira, provedor do leitor do PÚBLICO, age com independência e com rigor, mostrando à saciedade como se cumpre uma missão de suma importância na comunicação social dos nossos dias.

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