de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 21 Julho , 2009, 18:25
Painel cerâmico (pormenor)

Aveiro, com a sua história,
espera por nós em dias de descanso


Desta feita proponho Aveiro, com toda a sua história, para dias de descontracção, em tempo de crise. Não haverá, se quisermos, despesas de monta. Basta chegar, de preferência com itinerário estudado, e andar. Ver a cidade, com olhos de ver, sem pressas, o visitante pode optar pela cidade antiga ou pela moderna. Ou por ambas. É que há bairros ou novas urbanizações que, porventura, nunca nos atraíram. De quando em vez dou conta de pormenores num ou noutro local que se tornam agradáveis à vista. Mas se preferirmos o antigo, então há que recorrer a literatura que o Turismo nos fornece, para uns passeios proveitosos pela cidade e pelos seus canais.
Penso que vale a pena entrar num dos mercantéis que esperam por gente interessada em conhecer a cidade de novos ângulos. Não tem havido funcionários que expliquem, mas se manifestarmos gosto por saber o que está à vista, o melhor é ocupar um lugarzinho junto ao mestre do barco. Ele explica. Então o visitante poderá confirmar quanto vale a cidade vista dos seus canais.
Depois da viagem, salte até à Sé de Aveiro. Cá fora está uma réplica de um cruzeiro do século XV. Mas vale a pena entrar na Sé, para apreciar, ao vivo, o autêntico. Fica do lado direito, logo à entrada. Se sentir vontade de conversar um pouco com Deus, usufrua, em dias de canícula, de uma igreja fresca… Sente-se um bocadinho, medite sobre o bem e o bom que a vida nos dá. Em seguida, aprecie com calma a nossa Sé, que tem por padroeira Nossa Senhora da Glória.
Ali ao lado há o Museu dedicado a Santa Joana, padroeira da cidade e Diocese de Aveiro. O seu túmulo é uma obra-prima, em que se distingue, para além da “singularidade decorativa”, um trabalho notável de incrustações em mármore. Mas a história da Santa Joana, pelo seu significado, vale muito mais.
Igrejas de vários estilos e épocas, bem como espaços expositivos, sem esquecer a Arte Nova, com belos exemplares na cidade, de que se destaca a Casa Major Pessoa, junto ao Rossio, merecem uma visita.
Depois passe pelo Jardim Infante D. Pedro, onde tantas gerações deambularam, em franca cavaqueira, em horas de “feriados”, em tempos de aulas. Na altura, o único sítio onde se corria, caminhava e apreciava a natureza verdejante, com lago à vista. Em tempos recuados, de água límpida, até se andava bem de barquinho a remos.
Já agora, aprecie as estátuas que decoram a cidade, enquanto lembram a quem passa gente que fez história. Sem correrias, leia as legendas e outros escritos que completam os monumentos.
Junto ao “olho da cidade”, há uns azulejos, em alto-relevo, com motivos aveirenses, da autoria de artistas locais.
Mas haverá muito mais que ver e que apreciar? Claro que há. Aqui ficam apenas meras sugestões, de quem não se cansa de Aveiro.

Fernando Martins

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 21 Julho , 2009, 13:25

Em entrevista ao Jornal de Leiria, o Padre Agostinho Jardim Moreira, presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza, mostra por que razão é uma voz incómoda e inconformada, mesmo no seio da Igreja Católica. Os pobres são a sua grande preocupação...


"Os pobres. Sempre os pobres. São um desafio constante e uma exigência grande para viver mais aproximadamente o Evangelho. Também me obrigam a fazer, quase anualmente, uma reformulação da pastoral e das respostas sociais. Quando comecei aqui, em 1969, na Ribeira (freguesias de S. Nicolau e Vitória, na periferia da Torre dos Clérigos) praticamente não havia nenhuma obra social e hoje temos várias. Continuam a ser as mais pobres, embora já não as mais populosas devido à desertificação – em 40 anos perderam mais de 20 mil habitantes. Hoje tenho menos gente mas muitos mais problemas. As pessoas estão isoladas porque não há resposta da família, nem da gente com dinheiro para poder partilhar com as necessidades dos mais fracos. Hoje tudo acorre ao padre e à Igreja numa atitude de exigência. Como se a Igreja tivesse obrigação de fazer aquilo que cabe ao Estado. Como o meu nome vai aparecendo nos jornais e na televisão, acham que isso é uma mais valia de poder intervir a seu favor. O que não deixa de ser verdade mas não é essa a minha missão explícita. Até porque tenho a direcção em Portugal da Rede Europeia Anti-Pobreza (REAP) que me preenche muito tempo."

Leiam toda a entrevista aqui
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