de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 14 Julho , 2009, 19:19
João Teixeira Filipe

João Zagalo, um doryman aguerrido - I

Na semana passada, marquei um encontro na seca com João Teixeira Filipe, homem de boa têmpera, trabalhador fiel de Testa & Cunhas, durante 59 anos, desde 1943 até 2002.
João Zagalo (alcunha), seu nome de guerra, nasceu na Gafanha da Nazaré, a 28 de Agosto de 1924. Foi no início e crepúsculo da vida, carpinteiro naval, mas, no seu auge, foi um grande pescador do bacalhau, um audacioso, sabedor e afortunado homem do dóri. Tem um certo orgulho nas categorias que teve a bordo e no apreço que capitães, colegas e empresa nutriam por ele.
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Ana Maria Lopes
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Nota: Texto e foto de Marintimidades

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 14 Julho , 2009, 16:24


Lembro-me muitas vezes da banda-desenhada cheia de humor de Quino, em que a irrequieta e incisiva Mafalda está com um ar abstracto e imperscrutável e diz que está a parecer-se com uma Encíclica Papal.
É uma forma engraçada de pôr o dedo na ferida, pois o grande risco é, de facto, o da recepção "abstracta e imperscrutável"que fazemos de textos que são afinal de uma impressionante concretude, agudeza e profecia.

Por vezes sinto que fazemos das "Encíclicas Papais" um género literário, altamente respeitável, mas inofensivo. A vida continua a correr com o pragmatismo do costume, indiferente quanto baste ao horizonte ideal que a tradição cristã nos aponta.

Talvez por isso, me apeteça saudar um pequeno texto de Henrique Raposo, que me incomodou muito, mas que, não posso negar, me tornou mais atento no acolhimento da Encíclica ("Expresso" -11/07/2009).

Diz o seguinte: «Não tenho problemas com o Papa, e até gosto de católicos. Mas há uma coisa que me irrita no Papa: é quando ele se põe a trazer Marx para o Evangelho. Aquilo que o Papa tem dito sobre a - suposta - falta de ética do capitalismo não ficaria mal na colectânea dos Summer hits de Francisco Louçã. Não vou aqui desconstruir a falácia antiliberal que está presente na Igreja Católica. Deixo somente uma pergunta: no "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus" qual é a parte que o Papa não entende?».

É evidente que este autor entende muito pouco do cristianismo. Em vez de Marx, ele deveria perceber que o Papa liga-se à tradição bíblica e Evangélica mais genuínas, aos Padres da Igreja e a todo o extraordinário património de pensamento e acção no campo da solidariedade humana de que a Doutrina Social da Igreja tem sido esteio. Mas numa coisa Henrique Raposo tem razão: Bento XVI irrita e esta sua encíclica, "Caridade na Verdade" é um texto altamente irritante. É isso mesmo: um manual para o desassossego.

José Tolentino Mendonça

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 14 Julho , 2009, 11:25

Ouvir música

Ouvir música
A Missa em Si menor de Bach, por exemplo,
especialmente Incarnatus, Crucifixus, Resurrexit
ou então outra coisa
não necessariamente música religiosa
mas escutar na profundidade
escutar o canto do novo Orfeu presente
em toda a música humana
incarnação, crucifixão, jubilação
Se pudermos cantar nós mesmos e tocar um instrumento,
é ainda melhor!

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Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 14 Julho , 2009, 11:20

No próximo sábado, dia 18, pelas 14.30 horas, vai haver, no Centro Cultural de Ílhavo, a apresentação de caminhos para descobrirem o prazer de fazer música. Esses caminhos passam por um ateliê, onde se pode aprender a fazer ritmos, a cantar, a dançar, a brincar com rimas infantis… e a imaginar momentos de festa e de repouso para uma interacção musical entre adultos e bebés.
Trata-se de uma acção destinada a pais, tios, avós, educadores-de-infância e professores de música.
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Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 14 Julho , 2009, 11:05
Assinatura do protocolo


No dia da apresentação pública da Regeneração Urbana do Centro Histórico de Ílhavo, feita pelo Presidente da Câmara, Ribau Esteves, no Centro Cultural, realizou-se, nas antigas instalações da Música Nova, a assinatura do protocolo entre a Confraria Gastronómica do Bacalhau, Câmara Municipal e Música Nova, no qual esta última cede à Confraria a sua anterior sede, situada nos Sete Carris, enquanto a Autarquia se compromete a manter a Música Nova nas antigas instalações da Escola Preparatória, junto ao Museu Marítimo, até à construção da Casa da Música, na antiga Escola Primária n.º1, na Rua Ferreira Gordo, onde ficará definitivamente a banda Ilhavense.
Presentes nesta cerimónia elementos da Direcção da Música Nova, dirigentes da Confraria Gastronómica do Bacalhau e o Presidente da Câmara.

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 14 Julho , 2009, 10:58
Amin Maalouf

1. Recentemente esteve em Portugal um autor que tem merecido uma redobrada atenção, Amin Maalouf. Pensador libanês de 60 anos, reside em França há longa data. Na condição de ocidental e de árabe escreveu o livro: «Um mundo sem regras». Maloouf destaca que estamos no final de um tempo de modos de vida anteriormente padronizados pelas culturas fechadas sobre si próprias. E que algo de novo está a chegar, já sentido no mundo on-line, num tempo global único, numa consciência universal que se vai expandido. Diante deste novo cenário abrem-se diversas encruzilhadas a que ninguém pode escapar, quer se esteja em Portugal quer do outro lado do mundo. Os problemas da humanidade (como a grande questão ambiental) revelam-se “comuns”, sendo as soluções obrigação de todos…

2. O autor defende claramente uma reinvenção do mundo, tarefa não fácil nem linear. No seu olhar, existe hoje apenas “uma civilização e ou morremos juntos ou nos salvamos juntos”. Podendo ser de questionar, como em todas as opiniões, a elaboração do pensamento e mesmo da opção literária de unidade global, a verdade e que salta à vista de todos é que estamos diante de um encontro de civilizações, sendo o maior desafio da humanidade actual a harmonização das diversidades de pensamento e de cultura; «preservar as culturas, mas unificar os valores», defende Maloouf. A mudança de cenários no mundo que se vive dia-a-dia não poderá, assim, ser algo comandado pelas tecnologias; elas simplesmente colocam-nos em comunicação. O desafio é humano.

3. Talvez por essa costela errante e intercultural (Maloouf compara a Líbia a Portugal no sentido universalista), o autor ergue «o primado da cultura e uma relação com as comunidades imigrantes» como algumas das suas chaves de leitura do mundo. Pensar global e agir local, o desafio provindo das águas ecológicas hoje conduz-nos a uma capacidade inevitável de interagirmos para, de facto, nos compreendermos e nos salvarmos.
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Alexandre Cruz

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